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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Mada no seu melhor

- Mãe e pai, o que é estar enjoada?
- É estar maldisposta.
- Ah.
- Estás enjoada?
- Não sei. Sinto-me assim... não sei, assim como se não fosse da família.
- Oi?
- Com sede!
- ???

Isto foi anteontem.
Ontem, um segundo depois de vomitar o carro todo quando vínhamos de Évora para o Algarve, ainda toda branca como a cal, disse entredentes:
- Acho que já sei o que é estar enjoada.

Adeus Évora!

Felizmente esteve bom tempo e pudemos usufruir da piscina, do terraço, dos jardins do M'AR De AR Aqueduto.
Soube-me mesmo bem este recarregar de baterias. E amei poder ter a pele do Mateus ao léu. Os bebés de Inverno estão sempre tão vestidos que depois, quando chega o bom tempo, é mesmo gostoso poder sentir aquela pele macia nas mãos.



 
Ontem ainda fui correr 8km, antes do jantar, e fiquei mesmo com pena de não ter ido até ao SPA, para uma massagem relaxante. Fica para a próxima!
Adorei o hotel, gosto muito do Alentejo em geral e de Évora em particular e hei-de voltar.

Agora... Algarve aí vamos nós!

Sushiiiiiiii

Desde que iniciei este regime pós-parto que tenho evitado o sushi. "Ah, mas o sushi é peixinho...", dir-me-ão alguns desavisados. Pois sim, mas é peixinho com arroz, muito arroz, e além dos pratos frios ainda há que contar com os quentes que são geralmente fritos, ou seja, toda uma desgraça de hidratos, gorduras e calorias em geral.
Hoje, porém, não deu para escapar. O Sushi B'Ar do hotel foi-nos muito aconselhado (ainda ontem recebi algumas mensagens a sugeri-lo) e, estando aqui hospedados, era quase pecado não experimentar.
Foi o chamado tirar barriga de misérias. Que de-lí-ci-a.



Vou ter de correr mais uns 30 km só à conta deste jantar, é o que é.

1 de Abril

Faz hoje 19 anos que comecei a trabalhar com o Pedro Rolo Duarte.
Sempre que este dia chega lembro-me de mim, tão pequenina, a chegar à Rua João Penha para aquela entrevista, depois a ficar para vários testes que iam excluindo outros candidatos, até acabar por ficar só eu com o único lugar disponível. Lembro-me das reuniões, de não saber quem eram as pessoas de quem falavam, e de me sentir uma fraude. Não havia internet, não havia telemóveis, e eu saía para ir ao café em frente telefonar à minha mãe ou a um amigo culto para perguntar quem era fulano, quem era sicrano, quem era beltrano. Não sabia praticamente nada (hoje continuo a saber muito pouco, a verdade é essa), mas não dava o flanco: ia aprender em segredo e voltava já mais avisada, disfarçando sempre a ignorância, aprendendo todos os dias mais e mais e mais.
Trabalhámos juntos na Rádio Comercial, fiz pesquisa para os seus programas de televisão, e depois chegou a aventura do DNA, e a minha vida nunca mais foi a mesma.
Nunca me canso de me lembrar do dia em que tivemos de seguir caminhos separados e de como eu tive a certeza que ia morrer de desgosto ou, pelo menos, que nunca mais ia gostar de ser jornalista. Enganei-me. Mas num ponto estava certa: nunca mais fui tão feliz como naqueles 9 anos de DNA, nem nunca mais aprendi tanto como naqueles anos de trabalho.
Tenho muitas saudades de trabalhar com ele.
Hoje a nossa relação faz 19 anos. Já não é uma relação profissional (infelizmente) mas continua e continuará sempre a ser uma relação de amizade, de respeito e de gratidão.
Obrigada por tudo, chefe. 

Degust'Ar

 
Não é nada fácil manter o regime no Alentejo.
Sobretudo no Degust'Ar, um dos restaurantes do hotel.
Ontem ao jantar deliciámo-nos com o menu de degustação:
Pasta de sapateira em massa folhada e salada
Queijo de Évora gratinado com azeite e orégãos e tiras de pão regional tostadas
Salmonete corado na frigideira, espuma e supremos de laranja, migas de poejo e hortelã
Granizado de citrinos
Naco de lombo de novilho com crosta de farinheira, ragoût de batata com cogumelos frescos, folhas de espinafres novas e castanhas confitadas


O Ricardo ainda comeu Encharcada (eu só provei) mas… não deu tempo para fotografar (há coisas tão boas que não podem esperar muito tempo).

Férias… mas não das corridas

Ontem foi o último dia do mês de Março e foi dia de correr em Évora, fechando o mês com um número recorde de quilómetros percorridos. Se me dissessem que um dia ia correr 110 km num mês diria que estavam doidos. E no entanto…

Ontem, por uma azelhice confessa, só encontrei um mini-troço da tão falada Ecopista. 
Hoje perdi um bocadinho a falar com a senhora da recepção e já sei como lá vou ter. São muuuuuitos quilómetros de pista para correr e mais logo não me escapam.