Violência doméstica
Pois então já se sabe que a actriz Maria Zamora, que eu conheci na pele de Drª Tutti Frutti, em acção no Hospital de Dona Estefânia, era vítima de uma besta qualquer, ex-namorado, que a agredia, a perseguia, a torturava psicologicamente com ameaças, com a sua súbita aparição nos mais variados locais, inclusivamente em casa da actriz, apesar de ter posto grades nas janelas.
Não sei que "amor" é este que alguns dizem sentir e que traz consigo sofrimento e dor. Como é que amar alguém pode significar destruir-lhe a vida? Que raio de "amor" pode ser esse?
Amar é outra coisa. Amar é cuidar, é querer bem, é nunca, jamais, querer o mal de quem se ama.
Amar é saber sair de cena quando o outro já não quer mais. Mesmo que doa. Mesmo que doa muito.
Amar pode nem sempre ser um mar calmo, sem ondas. Pode haver dias ou noites de tempestade, mas que nunca vira tormenta. Amar pode trazer discussão, nunca pancadaria, nunca dor física ou psicológica, nunca ameaças, nunca humilhação. Pode haver palavras que escorreguem sem que se quisesse, coisas que se dizem no calor do momento. Pode acontecer. Mas nunca na base do desrespeito pelo outro, nunca um estalo por culpa do "temperamento" ou do tal "amor" que, por ser tão "grande", leva quem o sente a "perder a cabeça". O tanas! Isso não é amor. Isso é doença. É perturbação mental.
A Maria Zamora cansou-se de uma luta que não tinha de ter travado. Que nunca devia ter tido que travar.
Gostava muito que todas as mulheres deixassem de ter de passar por estes filmes de terror.
Queixem-se. Gritem a vossa revolta. Não permitam mais.
Há demasiadas mulheres a serem mortas e a morrerem por culpa de um "amor" que mais não é que ódio.
Não sei que "amor" é este que alguns dizem sentir e que traz consigo sofrimento e dor. Como é que amar alguém pode significar destruir-lhe a vida? Que raio de "amor" pode ser esse?
Amar é outra coisa. Amar é cuidar, é querer bem, é nunca, jamais, querer o mal de quem se ama.
Amar é saber sair de cena quando o outro já não quer mais. Mesmo que doa. Mesmo que doa muito.
Amar pode nem sempre ser um mar calmo, sem ondas. Pode haver dias ou noites de tempestade, mas que nunca vira tormenta. Amar pode trazer discussão, nunca pancadaria, nunca dor física ou psicológica, nunca ameaças, nunca humilhação. Pode haver palavras que escorreguem sem que se quisesse, coisas que se dizem no calor do momento. Pode acontecer. Mas nunca na base do desrespeito pelo outro, nunca um estalo por culpa do "temperamento" ou do tal "amor" que, por ser tão "grande", leva quem o sente a "perder a cabeça". O tanas! Isso não é amor. Isso é doença. É perturbação mental.
A Maria Zamora cansou-se de uma luta que não tinha de ter travado. Que nunca devia ter tido que travar.
Gostava muito que todas as mulheres deixassem de ter de passar por estes filmes de terror.
Queixem-se. Gritem a vossa revolta. Não permitam mais.
Há demasiadas mulheres a serem mortas e a morrerem por culpa de um "amor" que mais não é que ódio.






















