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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Que curioso...

Quando elogio (e elogio profundamente) a escola pública onde os meus filhos andam ninguém pensa que estou a ganhar dinheiro com isso. São elogios merecidos.
Já quando elogio uma escola privada de inglês que ela frequenta, aparece sempre alguém a achar que eu estou a ser paga para isso.
A sério que vocês acham mesmo que a malta dos blogues ganha assim tanta massa?
Epá, eu gostava… juro que gostava. Se recebesse cachet por cada coisa que elogio estava rica! Milionária, mesmo.
Tenham juízo nessas cabeças, sim? E não comecem um ano assim tão enervados que isso faz mal à figadeira.

(respondendo directamente a quem me perguntou se quando usar Tena Lady vou falar disso na primeira pessoa… vou. Vou tecer os mais rasgados elogios à fralda absorvente que me deixa a pele do pipi sequinha e macia… Está bom?)

Como é que se diz?

À saída da escola de inglês:

Mada: - Pergunta-me lá como é que se diz lápis em inglês.
Eu: - Como é que se diz lápis em inglês?
Mada: - Pencil.
Eu: - Boa!
Mada: - Pergunta-me lá como é que se diz caneta em inglês.
Eu: - Como é que se diz caneta em inglês?
Mada: - Pen.
Eu: - Boa!
Mada: - Pergunta-me lá como é que se diz borracha em inglês.
Eu: - Como é que se diz borracha em inglês?
Mada: - Rubber.
Eu: - Boa!
Mada: - Pergunta-me lá como é que se diz afia em inglês.
Eu: - Como é que se diz afia em inglês?
Mada: - Sharpener.
Eu: - Boa!
Mada: - Pergunta-me lá…
Eu: - Vamos continuar com isto muito tempo?
Mada: - Sim! Porque eu sei imensas coisas e estou contente! Vá, pergunta-me lá…

[gosto muito da escola (é a Helen Doron Early English) mas às vezes tenho de ter uma paciência bestial. A verdade é que ela tem aprendido muito. E, à conta disso, passo a vida a perguntar como é que se diz tooooooodo um dicionário em inglês]


www.hug.pt

Sim, são muletas

Na foto com o Mojito, sim, o Martim está de muletas. Está assim há uma semana. Já estava de muletas na Passagem de Ano, o que me levou a pensar que começar um ano torto não parece ser lá grande presságio, mas enfim.
Torceu um pé na aula de ténis mas continuou a jogar até ao fim da aula. Aflito mas calado. Não valorizámos muito porque ele, às vezes, tem uma certa tendência para dramatizar. Demos-lhe as muletas que já cá tínhamos de outra lesão, pusemos gelo e pomada, e esperámos que passasse. Mas não passou. O pé continua inchado, está um bocadinho negro e ele continua a não conseguir pô-lo no chão. De maneira que hoje lá vamos ao hospital, a ver se há para aqui mais qualquer coisa. Tão fixes, as criancinhas. Sempre a inventar novas formas de nos levarem até às urgências.

Correr a maratona

Já corri uma Meia-Maratona há quase 2 anos.
21 quilómetros.
E vou-vos ser sincera: foi horrível.
Mas consegui, mesmo sem estar assim muito bem preparada.
Agora, estou a pensar na Maratona, esse grande, enorme, medonho bicho.
É em Outubro. Faltam dez meses.
A preparação para esse dia começa hoje.
Será que consigo?
Serei capaz de ultrapassar o meu pior inimigo, que sou eu própria e o meu permanente boicote, com as mais variadas desculpas?
Será que consigo ter a disciplina para lá chegar? E programar a minha cabeça para uma empreitada destas?
Olhem, pessoas… vamos lá ver. Vamos lá ver.


Movida a despeito

A falta de fé que os meus filhos têm em mim e na minha força de vontade para atingir dois objectivos a que me propus este ano vai ser um dos meus principais motores. De resto, há poucas coisas que me motivem mais do que a descrença dos outros.

(mas o ar de gozo com que me olham está a dar-me ganas de os estrangular, confesso)

Mada no seu melhor

Depois de um dia inteiro a brincar com alguém (fosse eu, o pai, os irmãos ou todos ao mesmo tempo), a Madalena começou a atazanar-nos para voltarmos a brincar com ela. Eu estava a ler, o Manel estava nas gravações dele, o Martim a ver televisão. Todos lhe dissemos que brincasse sozinha, que também é muito bom (toooooda a minha vidinha brinquei sozinha, que a minha mãe tinha mais que fazer e, naquele tempo, não havia cá teorias sobre eventuais traumas como consequência). Ela começou numa ladainha do tipo "ninguém gosta de mim, mimimimimimi". Às tantas, como ninguém lhe ligava nenhuma, atirou:
- Tenho mesmo de sair desta casa.


Atletas de Janeiro

Adoro ir à Decathlon nos primeiros dias de Janeiro. Gosto de ver o ar empenhado de quem entra com o peito cheio, claramente depois de ter decidido mudar de vida, agora é que é, fritos jamais, será toda uma existência ginasticada a par e passo com uma alimentação saudável, e o corpo escultural será a natural recompensa, para espanto de familiares, amigos e gente odiosamente gorda em geral.
Gosto de ver mulheres em redor dos tops, sonhando com corpos esculturais e prometendo em silêncio muitas horas de sacrifício calórico. E os homens a escolher ténis, mirando as solas com trejeitos de especialista, sentindo-lhes o peso, cheirando-lhe o promissor perfume a borracha. Imagino balões a sair das suas cabeças onde a sua imagem atlética (muito distante da verdadeira) corre maratonas como quem devora tremoços.
É lindo apreciar famílias inteiras, com evidente fartura de carnes, nessa crença numa vida outra, limpa, leve, ligeira, frugal. Desportiva. Muito desportiva.
Adoro os atletas de Janeiro.

[e vou fazer tudo para não (voltar a) ser um deles]