Acabei de ver uma jornalista perguntar à Bárbara, em frente aos seus filhos, sobre a alegada tentativa de violação do padrasto e pergunto-me: como é que isto é possível? Em que mundo é que fazer uma pergunta destas diante de duas crianças parece normal a um ser humano?
(sobre o que tenho ouvido Carrilho dizer sobre a mãe dos seus filhos... honestamente, nem tenho palavras)
Foi o máximo. Num dos sítios que estive mesmo para escolher para a minha festa, do próximo sábado. Depois de ter corrido os 10 km da TSF Runners, dancei até às 6h da matina. E ri-me tanto, mas tanto... Eis algumas fotos, da corrida e da festa.
O mestre Tiago correu um pouco de costas (e podia ter corrido a fazer o pino, que aquilo para ele eram peanuts) para nos tirar a foto em movimento
Nós e o mestre
Depois... foi tempo para um banho e pouco mais. Lá fomos para a festa. Tãooooo divertida!
A gira da aniversariante, de chapéu encarnado.
Muito mais haveria para mostrar mas... estou proibida! Há pessoas respeitáveis que têm de ser salvaguardadas do poder de uma boa festa. Mas posso revelar que houve cadeiras, varões, e eu sei lá que mais. Só houve um pequeno senão... o dia seguinte. Ah ah ah!
Um homem esfaqueou a ex-namorada 23 vezes. E o tribunal considerou que não ficava provada a intenção de matar. O meu filho Manel, com 11 anos, olhou para a televisão e disse:
- 23 facadas e não tinha intenção de a matar? Não!!!! Foi de certeza sem querer! Ele estava só na brincadeira...
Mais um dia que voou. De manhã comprámos presentes para duas festas de anos dos miúdos, o Ricardo foi buscar um amigo à Parede, e eu fiquei a arrumar a casa e a ajudar o Manel a estudar francês. Fiz uma salada para todos, mascarei o Martim (ia para uma festa de mascarados), vesti a Madalena, despachei o Manel. A seguir, o Ricardo foi com o nosso amigo levar o Martim a Santarém. Eu fui levar a Madalena a Algés. Voltámos para casa, equipámos-nos e lá fomos para a TSF Runners. O Tiago, que corre a sério (nem vem ao meu aniversário porque vai correr a Maratona do Porto), foi ao nosso lado, a puxar por nós. Nunca tinha corrido tão "depressa". A 6'06'' e 6'14'' e, por isso, senti-me um bocado mal no fim, sobretudo porque não fiz o tempo que esperava. As subidas, sobretudo a do regresso, deram cabo de mim. Não quero desanimar mas fico desconfiada de que nunca conseguirei fazer menos de 1 hora. Mas se calhar é estúpido. Afinal, só retomei as corridas há 1 mês, estou ainda muito pesada, e quero acreditar na progressão. Bom, e agora despachámos os miúdos para a minha mãe e vamos a mais uma festa de 40º aniversário. Ainda bem que há tantos amigos a abrir caminho. Assim, daqui a uma semana pode ser que seja menos difícil.
Há qualquer coisa de Monty Pythiano nesta família. A sério. Há coisas que parecem só acontecer aqui. Connosco. Hoje fui eu, a patética protagonista do dia. Estava apressada, a apanhar coisas várias do chão (uma meia aqui, um boneco ali, uma t-shirt numa cadeira, canetas espalhadas), a arrumar a casa, que os meus sogros e a minha mãe vinham jantar. Ao mesmo tempo, estava a levar as chuteiras ao Martim, que ia para o futebol. Não sei lá como é que fiz o que fiz, não sei se ia com a mão no cabelo ou lá como foi, o que sei é que medi mal as distâncias quando saí do quarto dos rapazes e enfaixei o cotovelo direito na esquina da moldura da porta com toda a força. Mas mesmo toda a força. Recordo o som, seco, e a dor, tão horrível. Soltei um palavrão de quilo e meio, num guincho lancinante, e fui aos saltos pelo corredor fora a sentir-me a perder os sentidos. Com medo de desmaiar e de deixar o Martim ali sozinho e aflito, deitei-me no chão do corredor. Ele à minha volta, mamã? Estás bem? Mamã? E eu a gritar: Não me toques no cotovelo! Não me toques, pela tua saúde! A mãe está bem só que dói muitoooooooo!
Estive uns 10 minutos deitada no chão a ganir. Depois, comecei a rir. E aí ele também se riu. Muito. Riu muito a lembrar o meu palavrão de quilo e meio: "Tu disseste a palavra com F, mãe!" E rimos os dois e eu chorei ao mesmo tempo, de dores, mas ainda tive discernimento para avisar "Isso não é para dizer, ouviste?", e para pensar na pouca sorte que seria se amanhã não pudesse ir à corrida da TSF (estás bonita, estás).
A seguir, meti gelo. E conduzi só com uma mão até à escola do Manel e, depois, até à escola de futebol. No regresso, liguei à minha mãe: "Mãe, não é impossível que tenha partido o braço. Tenho dores fortes, não consigo pôr mudanças, se calhar vou ao hospital." Não fui. Estou a ser tratada em casa, pela melhor equipa de enfermeiros do mundo.
E é isto. Estou aqui com gelo, 15 minutos em cada hora, a ver se me passa. Estou ligeiramente melhor mas para despir a roupa e vestir o pijama foi uma trabalheira que nem vos passa pela cabeça. Levantar o braço é mentira, esticar é doloroso, dobrar muito também é impossível. Espero que amanhã já esteja fina mas hoje tenho a dizer o seguinte: a dor de cotovelo é, de facto, muito difícil de aguentar.
A quantidade de comentários de gáudio e gozo a que tenho assistido, no facebook, sobre o caso Bárbara-Carrilho deixa-me à beira da náusea. Como é que as pessoas podem ficar manifesta, publica e alarvemente satisfeitas com uma história que deve implicar tanto sofrimento? Epá, se não vos amachuca a dor dela, pelo menos a das crianças... não? Esse prazer na devastação é por ela ser bonita e boa? Por ser figura pública? Porque, por uma vez, se sentem acima dela? Desculpem lá, mas não entendo. Fico mesmo agoniada quando vejo seres humanos exultantes com os maus momentos dos outros, que não lhes fizeram mal nenhum.
Mas agora preciso de quem esteja quase a emigrar, pela primeira vez. De quem esteja mesmo em vias de fazer as malinhas e ir viver para outro país. Pode ser? Não respondam na caixa de comentários, por favor. Emails para: sonia.morais.santos@gmail.com Obrigada!