Depois de várias semanas de ausência... lá fui eu outra vez. Poupo-vos aos detalhes. Mas amanhã vai ser um dia sofrido quase de certeza. De qualquer maneira, desta é que é, nem que a vaca tussa, vomite ou esperneie, esta que aqui está vai atinar nem que seja à paulada. Engordei, anafei, e como sou meia leca de gente ainda se topa mais o meu inchaço. Vou voltar à clínica do Dr. Pedro Choy, porque eu só lá chego com alguém de chicote atrás de mim (neste caso o alguém é a Drª Anabela Staiss e o chicote está representado pelas agulhas) e a pesar-me todas as semanas com uma expressão deprimida sempre que não perco mais que 100 gramas. Daqui a dois meses já devo estar melhor. E no Verão a ideia é que esteja mesmo uma boazona do melhor. Se vou ficar jeitosa para sempre? Se nunca mais vou recair? Pois que não sei. Não posso prometer. Já percebi que quem gosta de se atracar a um bom naco e não nasceu bafejado pela genética há-de sofrer para sempre no lombo o peso da sua gula. Mas pronto. Desde que entre o incha-desincha nunca me deixe inchar demais... a vida vai-se levando.
E depois do Costa Concordia, eis que o Costa Allegra se encontra à deriva no Oceano Índico, depois de se ter registado um incêndio nos geradores eléctricos. Rute e João, meus queridos, quer-me parecer que vão continuar a viajar por esses mares sem nós.
Temo que me vá desgraçar toda. Acho que vou esconder o catálogo na pilha das revistas, a ver se me esqueço. Há muito tempo que não via uma colecção da Vertbaudet tão gira, a sério.
Acabo de receber o catálogo da Vertbaudet e sinto-me a hiperventilar. Deixo-vos, para já, com algumas peças de menina que me fizeram aumentar a pulsação.
Confesso que não estava com grande vontade. Durante toda a semana fui recebendo os emails que combinavam uma noite de farra das antigas, com amigos de há muito tempo. Nem sei bem explicar o porquê da renitência, eu que até sou pessoa dada à rambóia. Mas a insistência foi dando os seus frutos. E no sábado lá deixámos a criançada entregue a uma babysitter e fomos, todos contentes, de táxi, antevendo o pior (que estes amigos são do tempo remoto em que as noites acabavam de manhã e os dias seguintes tinham o patrocínio do Guronsan). Ah, uma nota: pela primeira vez na minha existência saí para uma noite deste género com umas sabrinas calçadas. Eu, que meço 1,60m e gosto de saltos altos, sofro sempre horrores numa noite em que se dance e invariavelmente acabo a querer ir mais cedo para casa mais por culpa dos meus pés do que por outra razão qualquer. Mais: da última vez que este mesmo grupo se juntou para uma borga, eu estava grávida da Madalena e foram os meus sapatos altos que me empurraram para casa precocemente. De maneiras que... fui em modo portátil (e foi a melhor decisão que tomei desde a decisão de me tornar freelancer). Chegámos antes da hora e, por isso, fomos beber uma cerveja ao Hennesy's. Namoro do bom, à janela, cervejola para começar a animar as hostes. Depois lá fomos, para a Taberna Tosca, na Praça de São Paulo. Éramos 14 ou 15 e o jantar foi logo um bom arranque. Rimos, conversámos, bebemos muito vinho. Eu, pelo menos, bebi. Depois fomos ali para o lado, para a Rua Nova do Carvalho. A ideia era irmos à Pensão do Amor mas tinha uma fila que mais parecia que iam abrir as portas e começar a dar iphones ou Louboutins aos pontapés. Vai daí e entrámos no Roterdão. A princípio estava murchinho mas de repente começou a animar. Descemos para a cave e dançámos até às 4.30h da manhã, com muita cerveja a acompanhar. Nos pés, nem uma dor! Sentia-me praticamente anã, sobretudo porque todos os convivas têm uma altura acima da média. Um dos meus amigos olhou para mim e exclamou, quase indignado: «Enganaste-me estes anos todos! Não tinha mesmo a noção de que eras tão pequena!» Ahahahaahahahah! Sabe-se lá quantas outras mulheres já o enganaram, com saltos altos, wonder bras, calças push ups, cintas, maquilhagem, com todos os artefactos que nós, gajas, usamos para ficarmos melhor do que na realidade somos. Adiante. Quando saímos do Roterdão ainda havia espírito para fazer nova investida na Pensão do Amor mas já não estavam a deixar entrar ninguém. Chegámos a casa às 5h. Hoje às 11.30 estávamos na festa de aniversário do A. Nem sei bem explicar como é que consegui levantar-me da cama, como é que consegui andar, vestir os miúdos, falar com as pessoas. A ressaca é, efectivamente, uma dura pena para um simpatizante do álcool. E os 38 anos dificultam a recuperação. Quer-me parecer que amanhã isto ainda não estará a 100%. Mas soube-nos a todos tão bem que até já fizemos uma espécie de promessa: pelo menos de 2 em 2 meses temos de fazer uma avaria destas. E pronto. Agora vou puxar a mantinha para cima e deixar-me ficar a babar aqui no sofá.
- Parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida. Hoje é dia de festa, cantam as nossas almas, para o menino Ricardo... Parou. Pensou um segundo. E corrigiu: - Para o crescido Ricardo uma salva de palmas!