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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Do masoquismo

Portugal é um país de masoquistas.
Pessoas que gostam de sofrer.
Que lêem coisas de que não gostam mas continuam, numa persistência dolorosa, a voltar e a voltar e a voltar.
Gente que me detesta com todas as forças, que acha que eu sou o produto acabado do nojo e que, ainda assim, continua a vir ler-me como se não houvesse mais nada no mundo para ler.
Portugal está cheio de gente que sofre com um prazer estranho.
Eu, quando não gosto de um blogue, nunca mais lá volto. Porque não tenho tempo a perder com gente parva ou com gente com quem pura e simplesmente não me identifico. Mas encontro, aqui no cocó, imensa gente que prefere continuar a perder os seus minutos comigo, pessoazinha reles que só busca aplausos e que não vale a ponta de um chavelho. Não entendo. Será uma patologia? E que tal irem fazer outras coisas, mais úteis, como... sei lá, ajudar alguém? Dar um beijo na pessoa que amam? Ler um livro, dos bons? Passar à beira rio? Ler outros blogues, que valham a pena? Passar um baton nos lábios? Dançar? Jantar fora? Ou jantar dentro, um bom cozinhado, feito por si, com amor? Hum? Coisas bonitas, positivas, construtivas?
De hoje para amanhã, vocês, os que vêm aqui atirar pedras e cuspir (como se fazia na Idade Média), cheios de ódio e ressabiamento... de hoje para amanhã, dizia, vocês vão morrer. Num acidente de carro, com um AVC, um cancro, uma viga enfaixada na cabeça. E pode ser hoje. Pode ser amanhã. E quais foram os vossos últimos momentos? Foi a dizer enormidades a uma pessoa que nem conhecem. Não estou a falar dos que deixam críticas normais, maduras, serenas. Estou a falar daqueles a quem parecem sair os olhos das órbitas quando deixam comentários carregados de azedume (e que eu, geralmente, apago). Vocês, esses, os que opinam sobre mim com tanto desprezo e desconsideração, estiveram a perder o vosso tempo, que é precioso e está em contagem decrescente, a insultar, a vociferar, a praguejar. Não seria mais positivo perderem esse tempo - ou devo dizer, ganharem esse tempo - a lerem blogues interessantes, a deixarem mensagens de apreço nesses blogues que têm a ver convosco, do que persistirem no erro (vosso erro) de virem aqui, onde já sabem que não são felizes?
Pensem bem: isto aqui é assim. Não vai melhorar. Se não gostam... não percam tempo! É o vosso tempo. E é único. E não se repete. Não desperdicem aqueles que podem ser os vossos últimos momentos (nunca se sabe) a ler esta m**da deste blogue.