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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Balança

Hoje é dia de ir à Clínica Dr. Pedro Choy. Hoje é dia de subir à balança. Hoje é dia de ver se esta semana correu bem. Ai que nervos, ai que medo, ai senhores que não posso desmotivar, ai, ai, e se perdi só 100 gramas, e se ter fechado a boca durante as duas festas da Mada (a da família, no próprio dia, e a dos amigos, no sábado) não serviu de nada. AAAAI. Canário.

Festa

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A festa de sábado, da pequena gorda, foi muito fixolas. Começou às 16.30 e terminou quase à meia-noite. Houve jogo de bola no terraço, houve jogo de bola na televisão, cusquices várias, revelações, e até pulseiras milagrosas testadas em diversos seres humanos descompensados. Foi bom. A única coisa realmente difícil foi ter duas mesas (uma indoor, a outra outdoor) cheias de comida (rissóis, croquetes, bolos, bolinhos, biscoitos, carne assada, frango, cajus, batatas fritas, pão, queijos, vinhos, cervejas, sumos) e não poder tocar em nada. Sou uma heroína (mas não tarda dou na heroína, canários me mordam!).

Ah, e a minha filha tornou-se a nova Carrie Bradshaw. Agora, sim, não há roupeiro como o dela. E eu morta de inveja.

Azar

O Pão de Canela está muito pior que a minha casa, no que a moscas diz respeito.
Passei a tarde - e ainda estou - a sacudir-me. Até tenho medo que o meu braço esquerdo, quando sair daqui, continue a fazer o mesmo movimento brusco de enxotamento. Se virem uma criatura a dar ao braço por essas ruas de Lisboa, sou eu.

Não esquecer

Este domingo, dia 4 de Julho, comprar o DN e/ou o JN, jornais dentro dos quais mora a revista Notícias Magazine, onde vem um artigo muito catita sobre "A primeira vez" (não é nada disso que estão a pensar), além de outros temas igualmente jeitosos.

Os meus olhinhos

Tentei marcar consulta para hoje. Impossível. Então decidi ir à Multiópticas, a um optometrista. Pedi-lhe que me olhasse nos olhos (que bonito), com aquelas máquinas especiais, só para ver se via alguma coisa de monta, tipo uma lesão na córnea, a íris feita num oito, ou coisa assim. Ele viu, cuidadosamente, e disse que não. Tudo lhe parecia normal. E depois falou mal das lentes coloridas, disse que só serviam para andar com elas uma vez, sem exemplo, e não dias a fio, como eu andei. Que não permitem a oxigenação correcta do olho e que agora preciso de um colirio e de voltar aos óculos uns dias.
A consulta para o oftalmologista está marcada, eu estou um nadinha mais serena, mas as dores continuam. Mas há sempre um lado bom: imaginar que se perde a visão faz com que apreciemos, ainda mais, a possibilidade de ver. É isso que estou a fazer, na minha esplanada de sempre. A trabalhar, agradecida por ter este sentido, tão importante.

Home cinema vendido

Já foi. Que dê muito boa música à A. e ao H. e a quem mais frequentar a casa.
A todos os que, simpaticamente, sugeriram que trocasse o equipamento na loja, dizer que não dava para trocar. As explicações foram todas dadas a quem o comprou.
A todos os que disseram que eu devia ser burra, que devia gostar de perder dinheiro, e àquela pessoa cujo lindo comentário eu não publiquei e que falava em "tretas" e "golpe", desejar as sinceras melhoras. Deve andar a ver séries a mais.

Ensaio sobre a cegueira

Passei uma noite de inferno.
Já há uns dias que larguei as lentes coloridas, por não me sentir bem com elas. Tenho andado com as minhas, normais, para poder ver o caminho. Mas os meus olhos queixam-se. Sinto-os. Ao fim do dia tenho comichão, desejo tirar as lentes como nunca me aconteceu (sempre me esqueci que as tinha postas).
Ontem foi pior. Ia a conduzir e doíam-me os olhos. Sentia-os secos. Cheguei a casa e tirei logo as lentes. Mas as dores persistiram. E pioraram. E passei uma noite terrível, com dores e a imaginar o pior. E se eu agora tenho uma coisa grave? Ai que nunca mais vejo os meus filhos (a tendência para o melodrama é um problema que existe na minha família vai para várias gerações). Às tantas, fui pôr soro fisiológico. E senti-me mal, a desmaiar (da sugestão de tantas ideias horríveis que me passavam pela cabeça). Acordei o Ricardo, ai que vou desmaiar, ai que não estou bem. Ele, coitado, deu um salto. Depois comecei num pranto: e se eu fico cega? Tu deixas de gostar de mim? "Não, passo a ser o teu cão guia". Oooooh. Tomei um benuron para as dores (dores nos olhos é coisa que não desejo a ninguém) e acabei por adormecer. Hoje tenho mesmo de arranjar quem me veja isto. Estou mesmo acagaçada.