Hoje é dia de ir à Clínica Dr. Pedro Choy. Hoje é dia de subir à balança. Hoje é dia de ver se esta semana correu bem. Ai que nervos, ai que medo, ai senhores que não posso desmotivar, ai, ai, e se perdi só 100 gramas, e se ter fechado a boca durante as duas festas da Mada (a da família, no próprio dia, e a dos amigos, no sábado) não serviu de nada. AAAAI. Canário.
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490352147664664402" /> No dia depois da festa, o Manel e o Martim foram passar o dia ao Estoril, a casa de uns amigos da escola, e nós fomos para casa da minha mãe. Eles numa piscina, nós noutra. Não há nada como o Verão.
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490342561640700178" /> A festa de sábado, da pequena gorda, foi muito fixolas. Começou às 16.30 e terminou quase à meia-noite. Houve jogo de bola no terraço, houve jogo de bola na televisão, cusquices várias, revelações, e até pulseiras milagrosas testadas em diversos seres humanos descompensados. Foi bom. A única coisa realmente difícil foi ter duas mesas (uma indoor, a outra outdoor) cheias de comida (rissóis, croquetes, bolos, bolinhos, biscoitos, carne assada, frango, cajus, batatas fritas, pão, queijos, vinhos, cervejas, sumos) e não poder tocar em nada. Sou uma heroína (mas não tarda dou na heroína, canários me mordam!).
Ah, e a minha filha tornou-se a nova Carrie Bradshaw. Agora, sim, não há roupeiro como o dela. E eu morta de inveja.
O Pão de Canela está muito pior que a minha casa, no que a moscas diz respeito. Passei a tarde - e ainda estou - a sacudir-me. Até tenho medo que o meu braço esquerdo, quando sair daqui, continue a fazer o mesmo movimento brusco de enxotamento. Se virem uma criatura a dar ao braço por essas ruas de Lisboa, sou eu.
Este domingo, dia 4 de Julho, comprar o DN e/ou o JN, jornais dentro dos quais mora a revista Notícias Magazine, onde vem um artigo muito catita sobre "A primeira vez" (não é nada disso que estão a pensar), além de outros temas igualmente jeitosos.
Tentei marcar consulta para hoje. Impossível. Então decidi ir à Multiópticas, a um optometrista. Pedi-lhe que me olhasse nos olhos (que bonito), com aquelas máquinas especiais, só para ver se via alguma coisa de monta, tipo uma lesão na córnea, a íris feita num oito, ou coisa assim. Ele viu, cuidadosamente, e disse que não. Tudo lhe parecia normal. E depois falou mal das lentes coloridas, disse que só serviam para andar com elas uma vez, sem exemplo, e não dias a fio, como eu andei. Que não permitem a oxigenação correcta do olho e que agora preciso de um colirio e de voltar aos óculos uns dias. A consulta para o oftalmologista está marcada, eu estou um nadinha mais serena, mas as dores continuam. Mas há sempre um lado bom: imaginar que se perde a visão faz com que apreciemos, ainda mais, a possibilidade de ver. É isso que estou a fazer, na minha esplanada de sempre. A trabalhar, agradecida por ter este sentido, tão importante.
Já foi. Que dê muito boa música à A. e ao H. e a quem mais frequentar a casa. A todos os que, simpaticamente, sugeriram que trocasse o equipamento na loja, dizer que não dava para trocar. As explicações foram todas dadas a quem o comprou. A todos os que disseram que eu devia ser burra, que devia gostar de perder dinheiro, e àquela pessoa cujo lindo comentário eu não publiquei e que falava em "tretas" e "golpe", desejar as sinceras melhoras. Deve andar a ver séries a mais.
Passei uma noite de inferno. Já há uns dias que larguei as lentes coloridas, por não me sentir bem com elas. Tenho andado com as minhas, normais, para poder ver o caminho. Mas os meus olhos queixam-se. Sinto-os. Ao fim do dia tenho comichão, desejo tirar as lentes como nunca me aconteceu (sempre me esqueci que as tinha postas). Ontem foi pior. Ia a conduzir e doíam-me os olhos. Sentia-os secos. Cheguei a casa e tirei logo as lentes. Mas as dores persistiram. E pioraram. E passei uma noite terrível, com dores e a imaginar o pior. E se eu agora tenho uma coisa grave? Ai que nunca mais vejo os meus filhos (a tendência para o melodrama é um problema que existe na minha família vai para várias gerações). Às tantas, fui pôr soro fisiológico. E senti-me mal, a desmaiar (da sugestão de tantas ideias horríveis que me passavam pela cabeça). Acordei o Ricardo, ai que vou desmaiar, ai que não estou bem. Ele, coitado, deu um salto. Depois comecei num pranto: e se eu fico cega? Tu deixas de gostar de mim? "Não, passo a ser o teu cão guia". Oooooh. Tomei um benuron para as dores (dores nos olhos é coisa que não desejo a ninguém) e acabei por adormecer. Hoje tenho mesmo de arranjar quem me veja isto. Estou mesmo acagaçada.