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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

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Hoje conheci a Ana Madragoa. Uma daquelas mães que me fazem sentir mal sempre que maldigo a vida, sempre que acho que trabalho demais, que estou cansada demais, que tenho duas pestinhas aceleradas demais. A Ana tem um filho, o Guilherme, que tem 4 anos e é um amor. Nasceu com a pior vertente da espinha bífida. Foi operado três vezes. Não mexe as pernas. Avança pela casa com a ajuda dos braços, arrastando as pernas imóveis e, para já, inúteis. A Ana é linda, bem disposta, e procura focar-se no lado positivo da vida, o que, tendo em conta as muitas histórias que me contou, é realmente e por si só, um acto heróico. De modo que hoje, depois de ter trabalhado 13 horas, cheguei a casa sorridente e olhei para a minha vida com outros olhos. Às vezes, para termos a noção do que temos, é preciso conhecer aquilo que nos podia ter tocado. Ah, já agora: a Ana faz gorros lindos como o que está na fotografia. E vende. O site dela é:

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