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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

16 de Maio

Estou a avançar a todo o vapor com aquele trabalho que era suposto ter sido uma surpresa para o Pedro Rolo Duarte mas que vai, afinal, tornar-se uma homenagem. Às vezes tenho momentos de desalento. Anteontem tive um, no escritório, em que me interroguei sobre o sentido de tudo isto, de estar a fazer algo que era para lhe oferecer e que agora ele não vai ver. A Inês, que trabalha ao meu lado, abraçou-me e disse, com aquela voz calma e cheia de uma certeza que me é tão peculiar: "Mas ele vai ver."

 

Se assim é, se vês alguma coisa aí de onde estás, então recebe um beijo imenso pelo dia de hoje. Há mais de vinte anos que te ligo neste dia para os parabéns costumeiros e hoje sinto um vazio imenso por não ter para onde ligar. Assim sendo, escrevo. A Inês diz que tu vês. Eu vou acreditar que sim. Hoje preciso mesmo de acreditar. 

 

(um beijo enorme para a D. Maria João, a mãe, para o António Maria, o filho, para a Alexandra, a namorada. E, já agora, para todos os que gostavam tanto dele. Não esqueçam: a apresentação do livro do Pedro é no dia 21 de Maio, às 18h, no Museu da Electricidade, em Lisboa)

 

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