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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

16 anos

A Joana nasceu apenas alguns dias antes do Manel. Eu e a mãe éramos amigas, tínhamos sido vizinhas e trabalhado juntas. Passámos a gravidez comparando barrigas enormes e naquela bebedeira única que os primeiros filhos sempre dão. 

Eles brincaram algumas vezes juntos, dormiram nas cestas um ao lado do outro, diziam que eram namorados porque havia sempre quem achasse graça a imaginar um namoro desde a barriga.

A Joana fez ontem 16 anos. O Manel está quase lá. Já não se dão, porque a vida os levou para caminhos diferentes, como é natural nas coisas da vida. A mãe e eu continuamos amigas, apesar das distâncias que naturalmente acontecem a pessoas com caminhos distintos. Um dia, há uns anos (dois? três?), ela deu-me uma pequena árvore, que está no meu terraço. E disse: "Esta árvore simboliza a nossa amizade. Agora não a podes deixar morrer." E é giro porque a árvore é tal e qual como a nossa amizade. Às vezes fica frágil, perde as folhas, a gente acha mesmo que se vai extinguir. A culpa não é de ninguém. É simplesmente do modo como as coisas são. Depois, surgem novas folhas, novas flores e ela parece capaz de aguentar mais um inverno. 

Hoje tropecei nesta fotografia do Manel e da Joana. Deviam ter uns dois anos. Às vezes fica difícil acreditar que passou tudo tão depressa.

(parabéns, Joana)

IMG_6353.JPG

 

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