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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

13 anos

A nossa santa Emília fez, na quarta-feira passada, 13 anos que está connosco. 

Comprámos-lhe umas flores e mais um miminho, e todos lhe demos um beijinho especial.

Comoveu-me ouvir os meus filhos agradecerem-lhe por tudo. Ela encolheu os ombros, naquele seu jeito, e disse que era o seu trabalho, não era preciso agradecer. "É, é. Há tantos anos que nos atura...", disse um deles. 

A verdade é que sem ela a nossa vida seria seguramente mais difícil. Tenho amigas que dizem maravilhas das suas empregadas e depois, invariavelmente, apanham as maiores decepções. Ou estão sempre de baixa, ou inventam mil histórias para faltar, ou desaparecem sem deixar rasto e sem aviso prévio. 

A nossa santa Emília está connosco desde que eu estava grávida do Martim. Vivia então na mesma rua que nós. Quando saímos do Príncipe Real, um ano e pouco depois, tive a certeza de que ela se iria embora. Em conversa com o Ricardo disse que achava que ela se ia aguentar uns 3 a 6 meses. E afinal... cá continua, para bem de todos. Não faz comida, o que às vezes me faz algum transtorno, mas foi assim que combinámos as coisas há 13 anos e não ia ser agora que ia ser diferente. É uma mulher de fibra, que não leva desaforos para casa. Por vezes dou por mim a dar um jeitinho à casa antes dela chegar porque há aquele ponto mínimo da decência que me custa ultrapassar. Às vezes ralha comigo, connosco, e não tem cá pejos em mostrar se alguma coisa lhe desagradou. Tem uma vida difícil porque a nossa casa é um eterno recomeço. As segundas-feiras são os piores dias da sua vida, porque o recomeço (e o caos) é ainda mais visível. Por isso, sim, temos bem razão em agradecer-lhe. Obrigada, D. Emília. Venham mais 13!

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