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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

10 km: done

De vez em quando acho que passo mais ou menos pelas etapas por que passam os maratonistas, durante os meus míseros 10 km. No início começo com garra (bom, nem sempre... hoje, por exemplo, comecei a arrastar-me). Aos 4 km tenho a primeira quebra e penso: o que estou aqui a fazer? Porquê? Porquê? Porquêeeeeeeeeee? Aos 6 km volto a sentir uma cena positiva a invadir-me: sim, tu és capaz! TU PODES SER UMA CAMPEÃ! BASTA QUERERES! Aos 7 km já me passou qualquer vislumbre de positivismo e força de vontade e estou à beira de me atirar para o chão: o quê? Ainda faltam 3 km? Meu Deus (reparem: até Deus entra na parada), eu não vou aguentaaaaaaaaaar! Aos 9 sinto que as pernas se vão desfazer e que os braços provavelmente vão cair. Aos 9,8 tiro o armband e fico com o telemóvel na mão, a ver passar os metros: 9, 85, 9,86; 9,87; 9,88; 9,89; 9,90... Aos 10 km estou mais encarnada que o Estádio da Luz, tenho os olhos levemente fora das órbitas, tremo um bocadinho, às vezes tenho os lábios roxos (hoje por acaso não), outras vezes dói-me a cabeça (hoje por acaso também não), e sinto que não vou conseguir andar nem mais um minuto.
É triste.
Mas pronto. Faço-os!
Na quinta-feira conto repetir. E no sábado: NIGHT RUN!

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