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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Diga "33"

A minha irmã fez 33 anos ontem mas, cumprindo uma tradição familiar, não festejou propriamente como tinha imaginado. Tinha convidado os amigos para um fim-de-semana diferente, para irem ajudar nas obras da casa que compraram e lancharem por lá, no jardim, tinha comprado comidas e bebidas, balões e um bolo lindo, tinha tudo previsto. Temos sempre tudo previsto. Achamos que controlamos tudo. Só que não. De manhã percebeu que a filha Alice estava pior da respiração, decidiu passar só no hospital para ver o que diziam e... acabou internada. Os amigos festejaram sem ela, no sábado, ajudaram nas obras e ontem (dia dos anos) nós metemo-nos no carro, como previsto, e fomos para Aveiro. Graças aos sogros dela, que entretanto apareceram, conseguimos resgatar a minha irmã do hospital, almoçámos com ela, com o meu cunhado e sobrinho João, os primos andaram a brincar e a rir, e assim houve pelo menos ali uns minutos em que se fez de conta que estava tudo bem. A seguir fomos para o hospital e a bichinha está mesmo aflita para respirar, sempre com o oxigénio no nariz. Partiu-me o coração ter de voltar. Esta porcaria de vivermos a 250 km uns dos outros nunca tem piada nenhuma mas é muito pior quando alguém não está bem. Os 33 anos da minha irfilha foram uma treta mas, como disse uma amiga dela, "não faz mal porque assim para o ano celebras os 33 outra vez". É isso. Os filhos sempre a fazerem-nos mais novos. IMG_4544.JPG

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De Itália para... Itália

Ontem fomos buscar a minha mãe ao aeroporto, regressada de umas férias na Toscana (Itália). Tínhamos marcado um jantar num restaurante italiano, com a graça de, assim, ela fazer uma transição mais suave. Arriscámos um bocado. Não conhecíamos o Forneria e, apesar de já termos ouvido dizer muito bem, fica sempre aquele receio "e se é péssimo?" Bom, não só não era péssimo como era mesmo óptimo. A Burrata de entrada era excelente, o meu prato "Risotto de Açafrão" estava irrepreensível, o spaguetti nero do Ricardo estava incrível e a mãe já não sei o que comeu (acho que foi gnocchi) do qual teceu os maiores elogios. Foi de tal maneira bom que, no final, a minha mãe foi ter com o empregado (talvez o gerente, não sei) para lhe dizer que foi como se não tivesse chegado a sair de Itália. Como não sei se a informação chega ao chef e até ao próprio proprietário, fica aqui o nosso testemunho. Forneria, no Parque das Nações. Recomendamos MUITO.

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 https://www.pizzariaforneria.pt

Mateus, o apaixonado

Depois de uma noite ruim em que o Mateus teve de ir para a janela por causa da tosse, e aproveitando o facto de ter o Manel por casa, levei a Mada de mota e deixei o pequenino dormir mais um pouco. Acordou há bocado, muito bem disposto, todo ternuras e amores (ele pode ser um estupor por isso quando acorda assim é para aproveitar cada segundo). Ainda embirrou quando lhe tentei calçar as sandálias (hoje era dia de todos os meninos da escola irem de sandálias), e eu nem sequer quis comprar essa guerra, desisti ao primeiro "não queroooo". Quando íamos a caminho da escola, proferiu um "sabes que eu gosto muito de ti?" que me fez derreter. "E gosto muito dos manos. E do pai. E da casa. E do nosso Mojito." Fui parando para lhe dar abraços a cada novo elemento que ele introduzia no seu inventário do amor. Quando chegámos à porta da sala, agachei-me para nos despedirmos. E ele deu um beijo, e outro, e outro, e outro, e um abraço final. E eu tive a certeza de que o meu coração cresceu uns bons centímetros à conta deste amanhecer.

Exames (aguenta coração) e depois... aguenta coração (de novo)!

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18 Fevereiro de 2003

 

O Manel está a estudar para os exames. E eu lembro-me bem demais de estar - eu própria - a estudar para os exames. Isto é quase absurdo, como assim já vai para o 12º ano, como assim entra-me na faculdade no final do próximo ano, se tudo correr bem? Como assim? Vejo-o a estudar para os exames e é como se me visse a mim, há tão pouco tempo, quer dizer, há uma vida inteira que parece pouco tempo, a gente bem quer sentir os anos passarem devagarinho mas vai-se a ver e é tudo num ápice, ainda ontem ele dava os primeiros passos na Praça das Flores e já vai este ano fazer um part-time com a pessoa para a qual estendeu os bracinhos pela primeira vez, de mim para ela, dela para mim, passinhos incertos e braços no ar, um equilíbrio instável, e ei-lo agora quase a ir trabalhar, quase na faculdade, quase a tirar a carta, quase um homem feito, como assim?

Daqui a umas semanas, quando terminarem os exames, o Manel vai de férias com os amigos. Cinco dias para a nossa casa do Algarve, seis dias para casa de um amigo perto da Ericeira, mais o Sumol Summer Fest, mais uns dias noutra casa do Algarve. O Manel vai e eu, que sou uma mãe tão descontraída que durmo a sono solto sempre que ele sai à noite (e nem sei a que horas entrou, simplesmente acredito que vai entrar e que não adianta estar a consumir-me porque o que tiver de acontecer acontece na mesma, consuma-me eu ou não), mas dizia, eu que sou uma mãe tão descontraída sinto aqui aquela inquietação, sobretudo na semana em que vão só rapazes sozinhos, será um disparate, talvez um preconceito, quiçá um atentado à igualdade de género, mas sinto sempre que as miúdas são mais ajuizadas, claro que todas as generalizações são perigosas, mas imagino-as sempre a dizer "que parvoíce, vão lá agora saltar do penhasco" e eles a mudarem de ideias, pois, se calhar é parvo, ou "vão lá agora para o mar com estas ondas e depois de terem bebido?", e eles a entreolharem-se envergonhados de terem sequer tido essa ideia. Será porventura parvo, uma generalização bacoca como todas as generalizações, toda a gente sabe que há raparigas capazes de instigar e levar a cabo grandes disparates assim como há rapazes incapazes de partir um prato, é preciso é sorte, acreditar que a testosterona não os leva demasiado longe, que o comportamento de grupo não os vai fazer acreditar que são capazes das maiores façanhas, que não se ponham com desafios idiotas, que percebam que não faz sentido dar mortais para a piscina pelo simples motivo de poderem tornar-se mesmo mortais, efectiva e literalmente mortais, é preciso é sorte, sorte e juizinho, e muita calma nesse mês de Julho que se aproxima e que vai desinquietar este coração de mãe.

Mudar de Vida #14: Magda Lourenço

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A mãe teria gostado de ser artista mas não houve, em casa, abertura para isso. Acabou professora primária, tal como outras mulheres da família. Sem vestígio de vocação ou sequer interesse. Apenas para cumprir uma tradição, um caminho imposto. "A minha mãe não gostava de ser professora e acho que era infeliz. Depois, teve três filhos de seguida. Os meus irmãos e eu nascemos todos com um ano de intervalo. E acho que isso deu cabo dela de vez. Vivia deprimida, ansiosa, tinha fobias. Tinha alma de artista e pintava, era esse o seu escape. Infelizmente, não era essa a sua vida. Se fosse, talvez tudo tivesse sido diferente. Em casa, éramos três adultos e três crianças. Os meus pais, a minha avó e nós. Assim, de certo modo havia como que um adulto para cada criança. A minha mãe ocupava-se mais do meu irmão mais velho; a minha avó do meu irmão do meio; o meu pai de mim. O meu pai tinha sido militar e, por isso, tratava-me um bocado como se eu fosse um rapaz. Lembro-me muito bem de o ouvir dizer: 'Quando um homem não pode mais, ainda pode outro tanto!' Foi um ensinamento que me ficou para sempre. A vida é mesmo isso. Podemos sempre mais."

Magda Lourenço percebeu desde cedo o que pretendia para o seu futuro. Ou, pelo menos, aquilo que definitivamente não queria: "Pensei sempre: hei-de escolher o que quero fazer da minha vida. A minha mãe não escolheu e vive infeliz. Eu hei-de escolher, e ter um destino diferente."

E assim foi. Escolheu o que quis. Era boa aluna e entrou à vontade na Faculdade de Arquitectura. Os irmãos foram ambos para o Técnico, para Engenharia. Magda fez o curso ao mesmo tempo que trabalhava nos ateliers dos professores. "Sempre fui tão certinha que perdi a parte boa da faculdade. Não saía, não andava na festarola... bem me arrependo! Mentira, arrependo-me mas pouco... não sou de olhar para trás. Acabei o curso com uma boa média..." Quando pergunto qual a média hesita em dizer, fica embaraçada, tem receio de que pareça gabarolice. Não parece nada. É o que é (e é muito bom): 18 valores no projecto de fim de curso (15 valores de média final).

Tem graça falar do seu namoro com o holandês Reinier porque, depois de aqui se ter dito que ela era certinha, fica divertido imaginá-la envolvida justamente com o dono de um bar. E não um bar qualquer, mas o mítico Incógnito, um dos pontos altos da noite lisboeta dos anos 90. "A minha mãe ficou em choque. Eu com um estrangeiro, dono de um bar... mas enfim, a verdade é que estamos juntos há 28 anos."

Com o fim do curso de Arquitectura, Magda continuou a trabalhar no atelier em que já trabalhava durante o curso e gostava muito. Estava cumprido um dos seus objectivos de vida: ter uma profissão que a fizesse vibrar. Mas calhou que, certo dia, acompanhasse o namorado a uma feira de estética em Dusselforf, na Alemanha. "Além do Incógnito ele tinha aberto um solário no Colombo. E então fomos a esta feira gigante. Na altura eu estava grávida, encostei-me num stand de unhas de gel e a senhora começou a meter conversa comigo. Eu, que já tinha ficado fascinada com isso das unhas de gel numa viagem que tinha feito a Nova Iorque, até lhe disse que era bem capaz de ser uma oportunidade em Portugal e ela concordou. Saí dali a pensar naquilo e fui aprender a fazer."

Quando chegou a Portugal convenceu o Reinier a meter uma pessoa a fazer unhas de gel no espaço do solário. Deu-lhe formação e pronto. Estava lançada a semente. Mas, naquela altura, não passava de um extra. Uma gracinha. "Eu disse logo: isto agora é convosco. Eu vou para o atelier tratar dos meus projectos e vocês organizem-se." Entretanto, a funcionária teve uma proposta para ir trabalhar para uma discoteca e era Magda quem ia fazer unhas, depois de sair do atelier. Numa parte do dia era a Magda-arquitecta; na outra parte do dia era a Magda-esteticista. "Mas o número de clientes não parava de crescer, eu comecei a ver que aquilo tinha pernas para andar, e decidi abrir uma loja de unhas de gel no Colombo. Só que não havia lojas. E foi então que propus um quiosque, daqueles que hoje em dia são mais do que habituais nos centros comerciais. Desenhei o quiosque, registei o nome e pronto. Mas continuava a ser arquitecta, a achar que aquilo era só um extra. Só que não havia outros sítios onde fazer unhas de gel, a não ser em alguns cabeleireiros. E ao fim de três meses já não havia vagas para que as senhoras fossem fazer a manutenção. Chegavam a ficar com as unhas 4 semanas, à espera de vez. Até que não foi possível continuar a ignorar o 'monstro' que eu tinha criado e saí do atelier."

Se tivesse sido uma coisa abrupta talvez a incompreensão dos que estavam à volta fosse maior. Aliás, se na altura lhe dissessem que tinha de escolher entre a arquitectura e as unhas, escolheria sem dúvida a arquitectura. Mas a verdade é que tudo se foi passando em dois carris ao mesmo tempo. Paralelamente. Devagarinho. "Foi entrando em mim em doses homeopáticas, de forma muito diluída, quase imperceptível. Até que foi evidente qual dos dois carris eu tinha de seguir. E segui." 

Magda Lourenço, arquitecta, via-se assim diante de uma ideia de negócio pioneira em Portugal. Tinha zero formação em Gestão mas o bom senso dizia-lhe que devia agarrar as melhores localizações porque o problema de uma boa ideia é que virá sempre alguém reproduzi-la. "Eu sabia que o negócio das unhas ia explodir. Então, depois do Colombo seguiu-se o Vasco da Gama, o Almada Fórum, o Oeiras Parque, o Cascais Shopping." Nails 4 Us por todo o lado. Pareciam cogumelos. Nessa fase, Magda não tinha escritório. Tinha stock no carro ou na loja do marido, fazia em casa a contabilidade e as respostas ao email. A vida tornou-se louca. Lembra-se de estar com o bebé no carrinho e a fazer unhas, lembra-se de chegar a pedir ao filho de uma cliente que empurrasse um bocadinho o carro do bebé, para ela poder terminar o trabalho. Não tinha mãos a medir. "Cheguei a um ponto em que achei que estava a enlouquecer. Trabalhava 7 dias por semana, das 10 à meia-noite. Então decidi começar a abrir franchisings, para começar a delegar."

Uma mulher de armas. Self made woman, como se costuma dizer. O primeiro escritório que teve foi no Átrium Saldanha. "Nessa altura ainda não tinha técnicos para me arranjarem as máquinas. Era eu. Pedia à fábrica o desenho da máquina e depois era eu que arranjava tudo, seguindo o manual passo a passo."Lembro-me de ter um franchisado de Coimbra na loja com uma máquina avariada para arranjar e de eu dizer: 'está cheio de sorte que está cá o técnico. Espere só um bocadinho que eu vou levar-lhe e já a trago arranjada.' E lá ia eu para uma sala arranjar a máquina - não havia técnico nenhum mas eu não podia dar esse flanco!"

Chegaram a ser 30 lojas, entre franchisadas e não franchisadas. Mas depois foi preciso reordenar tudo, fechar algumas, resolver situações complicadas, pôr ordem na casa. Magda sempre soube fazê-lo muito bem, de resto. Abriu tudo o que tinha para abrir, inovou, rasgou, mas também soube reorganizar-se para não dispersar tanto o foco.

Toda esta mudança na sua vida aconteceu há 18 anos, a idade do seu filho mais velho. "Mas não foi bem um 'mudar de vida' tradicional porque eu nunca tive verdadeira consciência de que estava a mudar definitivamente. A vida tomou conta de mim. Fui indo atrás." Apesar de ser uma empresária de sucesso, Magda continua a trabalhar no duro. "Ainda há dois meses fui ter formação de unhas. Continuo a gostar imenso de fazer e tenho toda a compreensão do mundo para as clientes. Às vezes as miúdas que trabalham comigo ficam muito ofendidas com a arrogância de algumas clientes. Eu explico-lhes: 'eu fico ofendida quando aqueles de quem eu gosto me agridem. Agora... uma pessoa que não conheço de lado nenhum? Quero lá saber! Uma vez uma cliente olhou para mim e perguntou: 'Você não era arquitecta?' Eu respondi que sim. E ela: 'E não se sente diminuída por estar aqui a fazer unhas de gel?' Encolhi os ombros, ri-me e respondi a verdade: 'Não! Eu gosto muito disto!"

Magda Lourenço tem três filhos. Há 9 anos foi mãe de gémeos. De maneira que, na sua vida, continua a haver duas fases do dia: uma em que em que está rodeada por mulheres; e a outra, em que está rodeada por homens. Além de tudo o que faz - que é tanto - ainda cuida de si. Aos 48 anos exibe uma forma física invejável mas não é fruto do acaso ou uma dádiva dos céus. É trabalho, mesmo. Como todo o resultado da sua vida. "Treino há 30 anos religiosamente 4 vezes por semana: terças, quintas, sábados e domingos. Se estou de viagem corro. Se vou para destino onde não dá para correr levo a minha roda (roldana de treino) e a corda de saltar. Sempre." Além dos treinos, corre e não é pouco. Começou a correr há 18 anos, primeiro só na passadeira do ginásio, mas depois também na rua. Já perdeu a conta às corridas de 10 km e às meias-maratonas. "Maratonas mesmo foram 7. E uma ultra. O meu objectivo, de há uns tempos para cá, é correr sempre três maratonas por ano e... para 2020 (os meus cinquenta anos), quero fazer a Comrades (90km)." Não brinca. Lembram-se do ensinamento do pai? "Quando um homem não pode mais, ainda pode outro tanto"? Pois bem. Aí a têm. A levar a peito a frase que marcou a sua infância. 

Voltando ao tema desta rubrica, que é a mudança de vida, pergunto-lhe se tem saudades da arquitectura. A resposta é óbvia: "Não penso nisso. Não olho para trás. Olho para o hoje e para a frente. No início isto foi uma aventura maluca, mas ao fim destes anos todos acho que aqueles de quem eu gosto olham para isto com orgulho. Eu sinto-me orgulhosa do que construí."

O que se pode querer mais?

http://www.nails4us.com/pt/

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Resultado do passatempo Geomag

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Isto é que foi um vê se te avias de participantes neste passatempo, hein?

Maravilha!

Lá fiz o Random do costume, a achar que ia ter de andar à pesca várias vezes (porque tinha 3 jogos diferentes para oferecer, consoante as idades) mas... saiu-me tudo à primeira! Absolutamente inacreditável, porém verdadeiro. O primeiro nome que me saiu pedia o jogo para +1 ano, o segundo para +3 anos, o terceiro para +5 anos. Yey!

Então cá vão eles:

Ana Pardal - Magicube (+1-1/2)

Hélder Serra - Color (+3 anos)

Ângela Gomes - Mechanics (+5 anos)

PARABÉNS!

 

Galp, a Luz dos Portugueses, e a luz da Luísa

Já decorre desde Janeiro de 2018 a campanha "A Luz dos Portugueses", em que a Galp oferece um mês de electricidade grátis a todas as famílias dos bebés que nasçam no dia 1 de cada mês.  Basta ir AQUI e ver as condições e a forma de se inscreverem.

O objectivo da campanha é o alerta para a queda da natalidade que, no nosso país, é verdadeiramente assustadora.

Tal como já expliquei, o vosso Cocó na Fralda não quis deixar de se juntar a esta iniciativa e, em colaboração com a Galp, lançou um passatempo (que se repete todos os meses até ao final do ano), em que um bebé nascido em cada mês (e sorteado via random) ganha uma sessão de Baby Art, com a talentosíssima Raquel Brinca

No mês de Maio ganhou a pequena Luísa

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Nasceu a 5 de Maio, às 20:03h, com 2,750kg, de parto natural.

Luísa fez a vontade aos pais e não os deixou em ânsias muito tempo. Quando quiseram ter a irmã, Benedita, os pais tiveram de tentar a gravidez durante um ano. Por isso, e antevendo um ano (ou mais de espera), decidiram antecipar a tentativa. Só a planeavam para daí a um ano mas começaram a tentar logo. Quando foi à médica para anunciar a decisão, ela disse-lhes que uma gravidez nunca tinha nada que ver com a outra, e que o facto de terem demorado para engravidar à primeira não era razão para achar que ia acontecer o mesmo da segunda. Ana sorriu e aproveitou para se queixar de alguns enjoos, talvez fosse alguma gastroenterite. Não era. Era já a Luísa.

Ana e Tiago, os pais, viveram juntos antes mesmo de se conhecerem, numa espécie de mundo ao contrário. "Quando estava na faculdade e mesmo depois, quando já trabalhava, partilhava casa com amigos em Lisboa, porque sou de Coimbra. Entretanto vagou um quarto temporariamente, porque um amigo nosso foi uma temporada para Londres, e o Tiago veio ocupar o quarto. Eu andava numa fase de tanto trabalho que a última coisa que me apetecia era chegar a casa e fazer conversa de circunstância. De modo que andei a evitá-lo. Até que um dia houve um jantar e conhecemo-nos, no restaurante."

Não foi amor à primeira vista. Na verdade, nem à segunda. Ana começou por o achar antipático, depois passou a sentir por ele apenas uma leve irritação. Ele, por seu turno, achava-lhe graça. Consultor tecnológico, gostava de a ouvir contar histórias do escritório de advogados, onde ela odiava trabalhar. "Estudei Direito mas não gostei nada de ser advogada. Nunca fiz um processo em que achasse que a razão estava do meu lado. Nenhum. Defendia pessoas ou empresas sabendo que a razão não estava do lado delas, o que me trazia um profundo desconforto. Lembro-me de uma senhora que tinha ficado cega ao abrir uma garrafa e eu estava a descartar a responsabilidade da empresa... não era para mim." Quando abriu um concurso para uma empresa pública, não pensou duas vezes. Tornou-se jurista. "Agora o meu trabalho é interesse público e sinto-me do lado certo."

A Benedita é a primeira filha e tem 18 meses. A gravidez tardou mas o parto foi facílimo. A parte mais exigente levou não mais de 10 minutos: "Tive três contracções para ela sair e pronto." A Luísa já foi diferente. A gravidez não se fez esperar mas não foi fácil. Por culpa de duas infecções respiratórias, Ana tinha muita tosse, o que provocava contracções. Ficou de baixa desde os 4 meses, com indicação de repouso. E, para lhe provar que de facto não há duas experiências de maternidade iguais, o parto também não foi o mar de rosas do anterior. Havia muitas cesarianas a acontecer ao mesmo tempo, as enfermeiras não tinham mãos a medir, e a primeira dose de epidural foi dada quando Ana já amarinhava pelas paredes. Mais tarde precisou de um reforço da dose e, ainda mais tarde, outro. Este segundo reforço não parecia surtir efeito e então deram-lhe uma dose generosa. "Tive uma espécie de overdose daquilo. Não conseguia falar, não me conseguia mexer, não mexia os braços. A frequência cardíaca baixou muito, a tensão também. Mas a dilatação estava completa e a médica mandou-me para a sala de partos. Eu só perguntava: 'eu nem me mexo como é que vou fazer força??' A enfermeira só me criticava, dizia que estava a fazer tudo mal. Entretanto carregou-me na barriga e eu comecei a vomitar. E ela gritava: faça força! E eu só pensava: mas que filme de terror é este?"

Assim, talvez por isso, Ana lembra-se de se emocionar muito com o nascimento da Benedita mas, desta vez, por muita emoção que existisse quando viu a pequena Luísa, o que recorda mais é a sensação de alívio por aquilo ter acabado: "Quando foi da Benedita eu estava tão bem que até fui eu que a puxei cá para fora. Desta vez ainda pensei pedir à médica mas sentia-me tão cansada que tive medo de não conseguir."

Feitas as contas, o que importa mesmo é que Luísa nasceu bem, linda, com saúde, calminha como a irmã não foi. A Benedita adorou conhecer o novo elemento da família e os pais, que achavam que ela não compreendida toda a conversa sobre o bebé que aí vinha, ficaram surpreendidos com a naturalidade com que a Benedita a recebeu, só festinhas e beijinhos. "E é muito compreensiva com a irmã... se ela está a chorar percebe perfeitamente que tenhamos de deixar de fazer o que estávamos a fazer com ela e é mesmo a primeira a exclamar: vão, vão, a mana está a chorar!"

Ana gostava de ter mais filhos. Tiago diz que isso é "impossível". A ver vamos. Para já, é desfrutar destes momentos que, como sabemos, são únicos. 

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Já estão abertas as inscrições para os bebés nascidos em Junho!

Quem quer fazer uma sessão com a Raquel, quem é?

Já sabem como funciona: enviam um email para sonia.morais.santos@gmail.com, com a data de nascimento do vosso rebento, e também o número de telemóvel (pais acabados de terem bebés podem não ligar muito ao email e depois para entrar em contacto é um sarilho) e depois o vencedor é escolhido via random.

Obrigada, Galp, por esta oferta aos pais! Tem sido maravilhoso perceber como ficam felizes com o resultado final.

E obrigada, Raquel Brinca, pelo profissionalismo de sempre.

Isto é tudo muito bonito mas para recuperar vai ser o diabo!

Já sabíamos que este fim-de-semana ia ser sempre a aviar. Na sexta tínhamos um jantar em casa de uns amigos e no sábado uma mega festa de outros amigos. Mas tranquilo, pensámos. Na sexta será uma coisa calma, em casa, de maneira que no sábado vamos estar frescos para a festa. Pois... Mas o jantar na sexta acabou por ser tão divertido que chegámos a casa perto das 4h da manhã. Os anfitirões são assim pessoas que abrem a boca e é de chorar a rir (agora nem posso olhar para um deles sem largar logo à gargalhada). Os outros convidados também estavam inspiradíssimos. Vai daí que conversa puxa conversa e a coisa estendeu-se pela noite adentro. Claro que o Mateus decidiu acordar às 7h da manhã e, por isso, esta pessoa que vos escreve dormiu 3 escassas horas. No sábado ainda fomos andar de barco a remos com os miúdos (puxar pelo cabedal sem dormir é tudo o que se quer), e à tarde consegui apagar-me no sofá enquanto o Mateus me ia interrompendo com perguntas sobre o filme que estava a ver (sono entrecortado de 5 em 5 minutos é tudo o que se sonha nesta vida). Mas pronto. A festa de sábado foi tão boa, tão boa, tão boa que faria arrebitar um morto. Foi no Palácio do Príncipe Real e houve um concerto intimista com Pierre Aderne e músicos amigos, e houve vinho, pão, queijo, presunto, croquetes e rissóis (e mais tarde bacalhau à brás), e mais concerto. Absolutamente perfeito. O projecto do Pierre Aderne chama-se Rua das Pretas e basicamente consiste nestes encontros entre músicos, público... e vinho. TÃO BOM!

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 Agora, claro, vai ser uma semana a penar por culpa destas bonitas efemérides. A pessoa não vai para nova e as noitadas pagam-se caras.