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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Galp, a Luz dos Portugueses, e a luz do Duarte

Está quase a fazer um ano que arrancou a  campanha "A Luz dos Portugueses" (Janeiro de 2018). Um ano inteirinho em que a Galp ofereceu um mês de electricidade grátis a todas as famílias dos bebés que nasceram no dia 1 de cada mês. O objectivo da campanha é o alerta para a queda da natalidade que, no nosso país, é verdadeiramente assustadora.

E é também desde Janeiro que o Cocó na Fralda não quis deixar de se juntar a esta iniciativa e, em colaboração com a Galp, tem a decorrer um passatempo (que se repete todos os meses até ao final do ano), em que um bebé nascido em cada mês (e sorteado via random) ganha uma sessão de Baby Art, com a talentosíssima Raquel Brinca

No mês de Novembro ganhou o pequeno Duarte.

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O Duarte acabou de nascer mas a sua história começou em 2004. Nisso os pais concordam. Já no dia e no mês... mais ou menos. A Marina diz que tudo começou a 28 de Julho, o Bruno insiste no 6 de Agosto. Ele diz que começaram a namorar a 6 e que ele foi viver para casa dela a 8 , dois dias depois. Ela leva as mãos à cabeça. "Tu só foste lá para casa em Setembro!" Bruno sorri: "Não tenhas vergonha... Foi no dia 8 de Agosto que eu levei um par de meias, um par de cuecas e a escova de dentes para tua casa." Interrompemos a discórdia familiar para desmerecer as datas. O que importa é o onde e o como. "Foi no Gringos, numa lady's night. Eu estava um bocado em baixo, conhecemo-nos e ela passou o tempo todo a ver se me animava. A alegria dela chamou-me logo a atenção." E à Marina, o que foi que lhe causou impacto? Ela solta uma gargalhada: "No dia seguinte, quando ele me ligou a agradecer por ter sido simpática... não fazia a mínima ideia de quem se tratava." Riem ambos do infortúnio inicial do Bruno. "A seguir ainda me dificultou a vida. Convidei-a para um café, disse que não podia, tive de insistir. Finalmente lá consegui!"

Bruno não se pode queixar. Foi tudo rápido, mesmo rápido. Ela já tinha um filho, o Diogo, então com 3 anos, mas isso não o assustou até porque, fosse por coincidência ou teimosia do destino, várias namoradas anteriores também já tinham filhos. "Ela ter um filho não custou nada, foi só fazer maratonas a ver 'Lilo & Stitch'. Acho que vi aquilo umas 50 vezes. E pronto. Conquistei-o. Fácil. O pior é que eu vivia em Odivelas e ela em Queluz. E, na altura, como não tinha carro tive de andar muito a pé e de transportes. O que eu sofri para ir ter com ela!"

Bruno e o filho de Marina deram-se logo bem. Melhor até do que ele e a mãe. "Nesse Natal o Diogo pediu logo para me chamar "pai". Comoveu-me porque sempre quis formar uma família. Era o meu sonho. Mas não foi fácil. Porque eu e a Marina começámos a viver juntos ainda antes de nos conhecermos como deve ser. Houve muitas alturas em que pensámos que não ia dar certo. Ela é muito responsável. Eu era mais de brincar, curtir e gastar. Ela teve de me educar e domar." Marina confirma: "Está 200% melhor. Mais trabalhador, mais atinado. Se eu soubesse que ter filhos ia trazer-lhe toda esta responsabilidade tinha tido mais cedo!"

O primeiro filho do casal, Salvador, nasceu há 4 anos. A vida não estava propriamente estável mas foi planeado e uma alegria para todos. Marina tinha acabado de ficar sem emprego, com a falência da empresa em que trabalhava, a arder com 9 mil euros de ordenados em atraso. Nesse mês engravidou do Salvador. "E tínhamos acabado de comprar o carro!", relembra Bruno, que gosta de relembrar tudo por que já passou para que nada se perca da memória. Afinal, a vida a dois também é feita de desaires, de revezes, para depois virem também as conquistas, os êxitos, as alegrias. 

Quando engravidou do Duarte, Marina estava a trabalhar apenas há 9 meses, na cafetaria de uma grande superfície. Pensou que a iam despedir mas, contra todas as suas expectativas, passaram-na a efectiva. A gravidez do Salvador tinha sido fácil, a do Duarte foi cansativa e sobressaltada. "Como tive diabetes gestacionais tive de fazer muito mais consultas e ecografias e uma série de exames. E apanhámos não sei quantos sustos. Primeiro disseram que ele tinha um rim maior do que o outro, que podia ter de ser operado. Depois, afinal já não era nada. A seguir disseram que tinha a cabeça muito grande. Duas semanas passadas já estava normal. Fiz para aí umas 10 ecografias. E às vezes já tinha saído e estava cá fora a tratar da papelada quando me mandavam entrar de novo, para ver melhor não sei o quê. Isto cria uma ansiedade brutal."

Felizmente, não passaram de sustos. Duarte nasceu a 20 de Novembro, de 38 semanas. O parto foi induzido porque diziam que ia ser um bebé muito grande. Era melhor assim. "Nasceu com 3,595kg. Se calhar tinha mesmo sido enorme se tivesse nascido quando era suposto mas arrependi-me um bocado. Paciência. Foi parto normal e correu tudo bem. Foi mesmo fácil. Às 9h da manhã induziram e ele nasceu às 2:46 da manhã. A certa altura, mesmo perto do parto, não encontravam os batimentos cardíacos dele e percebi que estavam aflitos e a ponderar uma cesariana de urgência. Foi quando eu disse que tinha de começar a fazer força que ele ia nascer! E nasceu!"

Duarte é o benjamim de uma família que nasceu algures entre Julho e Agosto de 2004, ainda está por apurar. Tem muitos colos ao dispor, um irmão com 17 anos que vai ser uma espécie de "irpai" e um mais pequenino com quem vai poder brincar. E os pais, claro, que estão embevecidos com ele e com a família querida que criaram.

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Já estão abertas as inscrições para os bebés nascidos em DEZEMBRO!

Quem quer fazer uma sessão com a Raquel, quem é?

Já sabem como funciona: enviam um email para sonia.morais.santos@gmail.com com a data de nascimento do vosso rebento, e também o número de telemóvel (pais que acabaram de ter bebés podem não ligar muito ao email e depois para entrar em contacto é um sarilho). Em seguida, o vencedor é escolhido via random.

A Galp tem proporcionado momentos lindíssimos que nos fazem ter vontade de procriar (eu pessoalmente sinto-me uma heroína por ter conseguido resistir à tentação, apesar de tanto bebé querido que tem passado por aqui).

AMORE: amor pelos animais

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Quando o Mojito veio cá para casa, ainda muito bebé, a coisa não foi fácil. Além dos cocós e dos xixis (naturais para um bicho que ainda está a aprender), o Mojito parecia o Marley. Sabem, o Marley? Aquele cão levado da breca que esteve quase a destruir uma família? Pois bem, assim era o Mojito. Destruía tudo, mordia tudo (a brincar) e como em poucas semanas se tornou um cavalo, o seu descontrolo estava realmente a descontrolar a casa inteira. Eu tinha acabado de ter um recém-nascido quando ele saltava por cima das mesas e dos sofás, roía as cadeiras e os rodapés, fazia xixis e cocós (parecia não aprender), e na rua puxava por nós de tal maneira que parecia que estávamos a fazer wakeboard. Para agravar a situação, o Ricardo nunca teve cães em casa, não gostava da ideia, e só acedeu porque eu lhe dei cabo da cabeça. Nesses tempos, eu via a tristeza no olhar do Ricardo. Uma espécie de: "Estava tudo tão bem, porque é que esta gaja decidiu estragar tudo?? Porquê????"

O problema atingiu o seu pico quando, num desses momentos de excitação em que vivia quase permanentemente, o Mojito deu uma trinca no pé do Mateus (repito: recém-nascido) e foi então que soube que precisávamos de ajuda.

O Ricardo Oliveira apareceu na nossa vida quase como se tivesse sido enviado por uma entidade divina. Eu não acredito nestas coisas mas há de facto circunstâncias que, de tão perfeitas, parecem tecidas por algo superior ao nosso entendimento. Tínhamo-lo conhecido porque trabalhava num hotel onde tínhamos deixado o Mojito (para irmos de férias) e ele, quando saiu de lá por incompatibilidades com o dono do hotel (que não seria tão amigo dos animais como devia), contactou-nos para nos dizer que, sempre que quiséssemos deixar o Mojito, que falássemos com ele.

O Ricardo ajudou-nos de um modo que não tem preço. Não há retribuição monetária possível (ok, talvez se lhe comprasse uma quinta gigante, para ele ter lá o seu projecto, talvez assim ficássemos quites). Ele pegou no Mojito e, com muito amor, meteu-lhe juízo naquela cabeça. Hoje, o Mojito é o mais pachola de todos os cães, a coisa mais querida, tranquila e sensível do mundo.

O Ricardo estudou o comportamento animal e se há pessoa que sabe dar a volta aos bichos é ele. Já vi cães que estavam para abate por terem tido comportamentos agressivos mudarem do dia para a noite com a intervenção dele. Já vi cães que tinham medo de tudo (vítimas de maus tratos continuados) passarem de novo a confiar e a deixarem-se amar. Já vi - até - galinhas a deitarem-se no seu colo e a fecharem os olhinhos de prazer enquanto ele lhes dá festas. O Ricardo não tem uma vida como todos nós. Juro. Ele não faz mais do que dar a sua vida pelos animais. Ele passa os dias inteiros, todos os 7 dias da semana, dedicado a dar tudo o que tem (e às vezes até o que não tem) aos bichos. Ele e os animais são a mesma entidade. Não há distinção. Ou melhor, eu creio que ele faz a distinção, sim, sendo que nós - os humanos - saímos sempre a perder.

Entretanto, o Ricardo criou a Amore. Um Centro de Protecção e Reabilitação Animal que coloca as competências de um grupo de pessoas ao serviço do sonho de, um dia, nenhum animal precisar mais dos seus cuidados ou protecção, mantendo apenas a necessidade de respeito. Na Amore, podem encontrar: Reabilitação de Cães e Gatos com problemas de agressividade, medo ou de convivência familiar; Alojamento Familiar; Dog Walking e Pet Sitting. Está tudo lá, no site absolutamente lindo, com preços incluídos.

A Amore é composta também por dois projectos que a integram, para além da prestação de serviços (que o suportam): o Projecto Hopeful, que visa potenciar a adopção animal em Portugal através de protocolos e iniciativas juntos de parceios e adopção directa de animais reabilitados pela Amore; e o Santuário Empatia, que visa resgatar e proteger animais de pecuária de situações que ponham em causa o seu bem-estar ou a sua própria vida, permitindo também que através deles todos possam ver quem eles realmente são. O santuário não está aberto ao público por motivos de segurança e de bem-estar, mas eu já o vi e posso dizer-vos que aqueles são bichos de sorte.

Hoje, Dia Internacional dos Direitos dos Animais, queria dar-vos a conhecer a Amore. Que só podia chamar-se assim porque o mais que o Ricardo tem para com os animais é mesmo amor. Amor como por vezes não se vê entre pessoas. Amor verdadeiro. E, como ele, todas as pessoas de quem se rodeia. Porque não podia ser de outra forma. Porque o que ele faz é muito mais do que um trabalho. É uma missão. 

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http://www.amorempatia.org

 

Rota da Saúde #8: Incentivar as crianças a fazerem listas de resoluções

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Muito melhor do que definir regras que os miúdos têm que cumprir é elaborar metas em conjunto, para que eles se sintam parte da solução. Nada como definir uma lista de resoluções para ajudar os nossos filhos a cumprirem objectivos, estimulando assim a sua autonomia. Podem sempre aproveitar a chegada de um novo ano. Uma espécie de "e agora vamos tentar fazer isto melhor!"

1. Preparar o desafio

A lista de resoluções deve ser levada a sério por toda a família. Assuma a solenidade do momento e converse com os seus filhos sobre o que gostariam de conseguir alterar no seu comportamento, as coisas que gostariam de aprender ou passar a fazer sozinhos e lance o debate sobre as melhores estratégias a adotar. Passar o compromisso a escrito é uma forma de o firmar — a lista pode depois ser exposta na parede ou registada num caderno especial. Não há uma idade certa para começar a fazer planos de longo prazo, mas é “entre os sete e os 12 anos” que o ritual faz maior sentido e cumpre a sua função. “Nesta fase, as crianças ainda não têm os seus hábitos enraizados”, explica Christine Carter, a autora do livro Raising Happiness: 10 Simple Steps for More Joyful Kids and Happier Parents (Educar para a felicidade: 10 passos simples para ter crianças mais alegres e pais mais felizes, em tradução literal), num artigo publicado no site parents.com.

2. Dar o exemplo

Os pais são o modelo dos filhos (não é por acaso que se diz "Casa de pais, escola de filhos") e a construção da lista de resoluções pode até ser mais divertida se estes se envolverem também. Pense em coisas simples que gostaria de mudar no seu dia-a-dia e comprometa-se também. A perfeição não existe e há sempre comportamentos que também pode modificar, seja fazer a cama ainda antes do pequeno-almoço ou não levantar a voz por tudo e por nada. Se a imaginação falhar, as sugestões dos seus filhos podem ser duras de ouvir, mas vão com certeza fazê-lo rir e ajudar a lembrar o que poderá alterar.

3. Mostrar-se positivo

A ideia não é listar uma série de obrigações e metas a atingir. “Em vez de apontar aquilo que ainda não fazem, lembre os seus filhos dos sucessos que obtiveram no ano anterior e de como os pequenos esforços souberam fazer a diferença”, aconselha Christine Carter. E exemplifica: “Como é que achas que podes usar essa estratégia que resultou com o piano para fazer outra coisa qualquer?”

Leiam o resto das sugestões (que são bem boas, por sinal) AQUI.

(esta rubrica é uma parceria com Lusíadas Saúde)

Cocó no Parlamento Europeu (de novo)

No ano passado tinha recebido um email do próprio presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani (achei que era treta mas veio a confirmar-se ser verdade 😂), a convidar-me para um dia de trabalho onde discutíssemos formas de aproximar o Parlamento Europeu dos cidadãos. Éramos 31 convidados, de 24 plataformas diferentes (algumas plataformas tinham mais do que um autor), de 16 países. Foi um dia muito interessante em que cada um, individualmente, disse quais as razões que achava que levavam ao afastamento dos cidadãos e possíveis estratégias para mudar as coisas.

Este ano, o convite foi noutro sentido. Foi no sentido de tentarmos, juntos, encontrar ferramentas para relembrar aos cidadãos a importância do voto nas eleições europeias. Não se trata de dizer em quem votar, como é evidente. Mas apenas reforçar a ideia do quão importante é votar. Há, de resto, uma campanha em marcha: This Time I'm Voting. Ou, em português, Desta Vez Eu Voto. Podem inscrever-se, receber informação sobre os temas que assinalarem como preferidos, e até inscrever-se como voluntários (online ou na colaboração ou criação de eventos). Já me inscrevi e dei-me como voluntária. É importante que se diga isto, antes que venham os incomodados do costume: como é evidente, o Parlamento não nos está a pagar para isto. Não há dinheiro envolvido. É apenas cidadania, mesmo. 

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Éramos 4, no nosso grupo de trabalho (havia outros grupos, com outras nacionalidades reunidas): eu, a Madeleine Daria Alizadeh (Áustria), o Joel Willans (Finlândia) e a Camille Grandxo (França).

Como sabemos, a Europa enfrenta uma crise. O Brexit veio provar que não podemos tomar a União Europeia como um dado adquirido. E, por muitos defeitos que esta união tenha, ela ainda é uma belíssima ideia, um garante de segurança, de paz e de pertença. Eu vivo nesta premissa há 3/4 da minha vida. Não quero deixar de viver debaixo de um ideal de união, cooperação, liberdade de circulação, entre tantas outras vantagens.

É óbvio que o que se passa no Parlamento Europeu é, para a maioria, um mistério. Se a política nacional já nos deixa confusos, o que dizer da política europeia, com todas as suas regras, jogos de bastidores, cedências, interdependências? Mas, apesar dessa complexidade que aparta as pessoas do que lá se passa, é fundamental que não deixem de votar, de ter um mínimo interesse. No workshop que tivemos, expliquei que, além da complexidade, os portugueses têm ainda uma questão suplementar: como somos um país pequeno sentimos que contamos pouco. E que, por isso, é um bocadinho indiferente quem elegemos porque sentimos que, no fim do dia, os nossos representantes valem pouco no meio dos grandes como a Alemanha ou a França. Ainda assim, voltámos ao mesmo: é sempre importante ter voz. E é mesmo fundamental que nos aproximemos mais da União Europeia e dos seus valores e ideais porque o renascer do nacionalismo em vários países e dos extremismos em geral pode bem dar cabo disto tudo. 

Foi um dia muito interessante, em que uma das nossas tarefas foi desenvolvermos uma campanha nas redes sociais de apelo ao voto. Dividiram-nos em duas equipas (misturados com o gabinete de comunicação do parlamento), e foi espectacular. A equipa adversária ganhou por muitos pontos mas ri-me a ponto de quase morrer com o Joel Willans (um britânico que foi viver para a Finlândia porque se apaixonou por uma finlandesa mas que continua com o típico humor britânico e tem uma raiva indisfarçável contra todos os "brexitianos").

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Madeleine Daria Alizadeh (IG: dariadaria), Camille Gandxo (IG: camillegrandxo), eu e Joel Willans (Fb: Very Finnish Problems)

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Adorei o dia. As pessoas eram todas tão interessantes, cheias de vontade de ajudar, empenhadas nesta causa. Devolveu-me um pouco de fé na Humanidade. E vocês? Tencionam votar nas eleições europeias?

A luta há-de continuar!

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Não tenho conseguido ir ao 1Fight (e à aula intensa de Miss Fight com a não menos intensa Susana) e o meu corpinho sente-lhe a falta. Sinto falta daquela energia, de esmurrar o saco e deixar lá boa parte do meu stress, de sair da aula feita num oito, de sentir logo diferença ao fim de algumas aulas (aquilo faz perder muuuuuita massa gorda e encolhe mesmo a pessoa). Há dias em que não apetece submeter o corpo àquilo, sou franca. Estamos cansados, estamos moles, temos frio, é a última coisa que apetece. Mas depois... aaaaaaah, depois! Depois é uma sensação tão boa. De dever cumprido, de libertação, de felicidade (as endorfinas são mesmo nossas amigas).

Este mês praticamente não vou andar por cá e, por isso, só voltarei em Janeiro! Mas voltarei! Ou, como diria o "companheiro de luta" Schwarzenegger... "I'll be back!"

Relações entre pais e filhos

A relação dos pais com cada filho é tão diferente que chega a ser perturbador. Na verdade, não tem nada de estranho, místico ou metafísico. Não tem seguramente nada (na maioria saudável dos casos, pelo menos) a ver com preferências por um ou por outro. Tem simplesmente a ver com feitios. Com maneiras de ser de cada um. Com encontro de personalidades e a sua relação serena ou, pelo contrário, tempestuosa. A minha relação com o Manel não tem absolutamente nada a ver com a que tenho com o Martim e distingue-se rigorosamente da que tenho com a Mada. Com o Mateus ainda é cedo mas começa já por ser diferente no sentido em que educo menos e deixo-o mais mostrar quem é que manda lá em casa (mas é só porque estou velha, cansada e com muito menos tolerância e pachorra).

Às vezes queria conseguir tratar todos da mesma maneira, se bem que isso seria estranho porque são todos pessoas diferentes. Mas incomoda-me, por exemplo, perceber como choco muitas vezes com a Mada por ela ser mulher. Que me irritam certos amuos que os rapazes não têm (pelo menos os de cá de casa não têm). Aquele bater de porta, aquele revirar de olhos, aquele dramalhão. Ou quando é maliciosa daquela forma subliminar que só eu entendo... porque também sou mulher (uiii, isto é coisa para me caírem em cima mas eu também sou feminista por isso não me enervem).

Há dias em que sinto que fui injusta para com um deles. Que exigi demais ou que respondi torto ou que fui agressiva. Às vezes sou bruta. Durmo mal à noite. Acordo, abraço, peço desculpa. Peço muitas vezes desculpa. E tento ser melhor no dia seguinte. O que nos vale é haver o dia seguinte, para tentarmos compor o que ficou descomposto. Mas, pensando que pode não haver (nunca se sabe), talvez o melhor mesmo seja não deixar para amanhã e reparar ainda hoje. 

Isto de ter filhos parece fácil. Mas, se quisermos fazer a coisa bem feita, com o menor número de danos (e haverá sempre danos), é a tarefa mais dura e difícil das nossas vidas.

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Foto: Inês CM, After Click

Pisamonas: agora também no Porto!

Sapataria Infantil Pisamonas Porto 1.jpgSapataria Infantil Pisamonas Porto 2.jpgSe há coisa que me deixa satisfeita é ver bons negócios prosperarem. Quando as marcas são boas e eficientes e chegam mais longe é assim uma espécie de prémio que me dá uma grande alegria. A Pisamonas tem sapatos de criança lindos, de grande qualidade, a preços muito acessíveis, e sempre primou pela extraordinária eficácia nas encomendas online. Além de entregarem num instante (sempre que a encomenda me chega fico "what???? Já????") são incríveis no que toca a trocas. Enganaram-se no pedido? Os sapatos estão grandes ou pequenos? Sem stress. É só avisar que, na mesma entrega trazem uns e levam os outros. Nunca falha.

Ora bem, a abertura da loja em Lisboa foi uma excelente novidade (se bem que - confesso - voltei a encomendar online 😬) e agora soube que a marca abriu a sua segunda loja física, desta vez no Porto, mais concretamente no MAR Shopping Matosinhos.

As lojas físicas fazem parte da estratégia da marca de deixar à disposição dos seus clientes a maior variedade de canais e modos de compra possíveis. E, efectivamente, há pessoas que não gostam de comprar online, que se sentem desconfortáveis, ou que pura e simplesmente gostam mais de tocar, ver ao vivo, experimentar. Na verdade, dá muito jeito para evitar as trocas: a malta leva as pequenas criaturas, elas calçam os sapatinhos e percebemos logo ali - em choque - que aumentaram o tamanho do pé em dois números, evitando as trocas (por mais fáceis que sejam de fazer online, e são!).

De maneira que, caras pessoas do Porto é aproveitar! A Pisamonas já abriu e promete calçar a criançada toda da zona norte. Eu este ano perdi a cabeça com a colecção para os mais novos. Mostro-vos as minhas escolhas.

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Para a Mada

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Para o Mati

Escola das Artes, o filme

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Escola das Artes é nome de colecção de livros, da Sara Rodi, mas a partir de hoje é também nome de filme! Isso mesmo, os livros passam para a tela e estou mesmo curiosa de ver o resultado! O filme estará no Cinema São Jorge e no Centro Cultural da Malaposta.

Os bilhtes já estão à venda nos respectivos cinemas: Sala 3 do Cinema São Jorge (15h): 8, 22, 23, 27, 29, 30 de dezembro e 2, 5 e 6 de janeiro. Centro Cultural da Malaposta - às 17.30 de dias 9 e 16 de dezembro e às 15h de dias 17, 18, 20 e 21 de dezembro. Em ambos os casos aceitam-se marcações de grupos de terça a sexta-feira.

O Clube de Leitura, na revista Estante

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O Clube de Leitura - já aqui o disse - é assim uma das criações de que mais me orgulho. Não foi a invenção da roda, há vários clubes de leitura por aí, mas tê-lo criado é algo que revela alguma coragem da parte de quem acha sempre que, na volta, ninguém vai aparecer, ninguém vai ver, ninguém vai ter interesse. Estava aflita, no primeiro, que teve lugar no meu escritório no Chiado. E se não aparecesse ninguém? Apareceu. Éramos poucas mas foi logo tão bom que pensei que queria continuar. Mais aflita estava no segundo encontro, que já aconteceu na FNAC do Colombo, que nos acolhe há já praticamente dois anos. Mas voltaram a aparecer participantes. E cada vez mais. O nosso grupo de WhatsApp já tem muitos membros e o meu sonho é que, um dia, conseguissem ir todos ao mesmo encontro - ia ser assim um estrondo, ter tanta gente para falar de livros (e provavelmente ficávamos lá até correrem connosco).

A revista Estante entrevistou-me para falar do clube e deixo a entrevista AQUI para quem quiser ler. 

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Fotos: Raquel Wise

Mada no seu melhor

A Madalena é uma chatinha com os pés. Por ela, só calçava ténis e estava o assunto arrumado. Claro que depois fica toda vaidosa quando calça outra coisa (e veste outra coisa que não seja um fato de treino) mas no dia-a-dia quem lhe tire os ténis é vítima de um olhar assassino, se não for de um protesto mais aceso.

No fim-de-semana fomos fazer uma sessão fotográfica de Natal, com a Inês CM, da After Click, e lá foi ela, toda arranjadinha. Os sapatos que levava eram uns clássicos, da Pisamonas, super confortáveis mas, claro, o seu pé está acostumado a andar à solta em ténis largueirões e, por isso, sempre que usa algo mais estreito... queixa-se. Eu, para lhe calar o protesto, digo sempre a mesma coisa:

- Já passa. Isso é uma questão de hábito!

Sempre. É sempre, sempre, sempre esta a minha resposta aos seus lamentos de que lhe dói o pé não sei onde. E, efectivamente, costuma ser mesmo só isso. Uma questão de habituar o pé àquela nova forma.

Este domingo, estávamos nós a arranjar-nos quando ela chegou junto a mim, apontando a parte lateral do pé, e declarou:

- Tenho uma questão de hábito aqui.

😂😂😂😂😂😂😂

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