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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Fecha-se uma porta...

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Foto: Anders Petersen

 

O Manel termina hoje o 12º ano. Já fez o exame de Português, hoje faz o exame mais importante na admissão à universidade: o de Matemática. Quando penso nisso, não consigo deixar de sentir um nó na garganta. O meu primeiro filho está a caminho da universidade e, se tudo correr bem, em Setembro lá vai ele iniciar uma nova etapa. Não vou fazer as exclamações costumeiras sobre a voraz passagem do tempo ("comooooooo é que isto aconteceu, comooooo?"), mas não há dúvida de que, olhando para mim, é esquisto, tudo isto. Eu sou mãe de um quase-universitário. Sim, senhor. Está bonito. Tem coisas boas, claro. Conversamos imenso, ele ajuda a tomar conta dos irmãos (e até a educá-los), é delicioso ouvir o modo como ele pensa o mundo (se bem que por vezes perturbador, por ter um modo de pensar substancialmente diferente do meu). Hoje o Manel fecha definitivamente a porta ao Secundário e começa a abrir (esperamos) uma nova porta. Que tenha lá dentro um mundo inteiro de possibilidades e de caminhos e de novas portas. Nós cá estaremos para o que for preciso (nem que seja a olear as dobradiças).

Há por aí quem queira ser monitor de um campo de férias diferente? Será, sem dúvida, uma experiência para a vida toda

Há associações que fazem trabalhos tão notáveis que até me comovem, pelo tão extraordinárias que são. É o caso da AAMA - Associação de Atividade Motora Adaptada. Trata-se de uma associação sem fins lucrativos, com estatudo de IPSS, que apoia as populações com deficiência e outras necessidades especiais, no âmbito desportivo, terapêutico, recreativo, educacional e formativo. Além do campo de férias para crianças cegas (que têm como monitores crianças que vêem) de que já aqui falei (Camp Abilities), a AAMA tem vários outras colónias de férias desportivas para crianças, jovens e adultos com necessidades especiais autismo, trissomia 21 e dificuldade intelectual e de desenvolvimento). O modelo de colónias pressupõe um trabalho lúdico e recreativo, mas também terapêutico, pelo que, para para garantir um acompanhamento direto e efetivo, é indispensável que tenham um monitor para cada participante. 

Neste momento, a colónia de férias precisa de monitores! Acho que pode ser uma experiência espectacular para os jovens que agora vão estar de férias, muitas vezes sem saber bem o que fazer.

Assim: se têm mais de 18 anos, gostam de desporto e de ajudar o outro, não podesm perder esta experiência única a nível pessoal e profissional!

Juntem-se aos campos de férias da AAMA se:

- Têm interesse ou motivação em lidar/trabalhar com crianças com NEE;

- Querem ter mais de 26 horas gratuitas de formação prática e teórica em: intervenção em meio aquático, atividades de vida diária, atividade motora adaptada, estimulação e intervenção precoce, entre outras;

- Querem ter uma experiência única e gratificante a nível profissional e pessoal, ao veres as evoluções de cada participante!

 

Próximas colónias:

Colónia Interna Lisboa (13 de Julho a 19 de Julho) - Colégio Militar, Lisboa

Colónia Interna (regime 24h/por dia) com crianças e jovens com NEE

Colónia Interna Montemor o Novo (13 a 20 de Julho) - Herdade Agriculta Biológica de Montemor o Novo, Évora

Colónia Interna (regime 24h/por dia) com jovens e adultos com Dificuldades Intelectuais

Colónia Externa Odivelas (14 de Julho a 27 de Julho) - Externato Flor do Campo, Ramada

Colónia Externa (9h-18h) com crianças dos 3 aos 8 anos com NEE 

Colónia Externa Cascais (28 de Julho a 10 de Agosto) - Colégio Amor de Deus, Cascais

Colónia Externa (9h-18h) com crianças dos 5 aos 12 anos com NEE

Colónia Interna Algarve (4 de Agosto a 10 de Agosto) - Jardim de Infância Amigos dos Pequeninos, Silves

Colónia Interna com crianças e Jovens com NEE

 

Se tiverem interesse... vão AQUI

Voltar do Paraíso não é fácil

Captura de ecrã 2019-06-17, às 16.29.18.pngCaptura de ecrã 2019-06-17, às 16.29.30.pngCaptura de ecrã 2019-06-17, às 16.30.23.pngCaptura de ecrã 2019-06-17, às 16.30.42.pngFotos retiradas do site do Club Med Kani

 

Fomos de carro até Madrid e foi lá que apanhámos o avião. Porquê? Porque poupámos qualquer coisa como 600 euros com esta manobra e, ainda por cima, temos em Madrid um casal muito amigo que é sempre bom rever (e que nos guardou o carro no seu condomínio durante a nossa estadia pelas Maldivas). Fomos num voo da Qatar (aviões óptimos e, ao nível da Executiva são mesmo assim do além - nós fomos em Económica e já foi excelente). Fomos de Madrid até Doha (Catar) e depois de Doha até Malé (Maldivas). Ou seja: 5 horas e tal de carro + 7 horas + 5 horas. A seguir, apanhámos um barco (o transfer do Club Med ficava mais barato do que outras empresas que contactámos) até ao resort (Club Med Kani). Quando chegámos estávamos um bocado atordoados mas a visão do Paraíso permitiu logo sossegar-nos os espíritos. Logo no avião, olhar para as ilhas verdejantes no meio de um oceano azul clarinho fez com que qualquer cansaço se sumisse como que por magia.

Foi uma semana de sonho. Água quente e turquesa, areia tão branca que parecia ter sido alvo do "teste do algodão", coqueiros, palmeiras, silêncio, boa comida. Mas também animação, caso o sossego começasse a bolir-nos com os nervos (o que dificilmente aconteceria). O Club Med, uma vez mais, não desiludiu. Às vezes perguntam-me se os animadores não são do tipo chato, sempre a animarem mesmo quem não quer ser animado. E a verdade é que não. Quem quiser nem botar os olhos e os ouvidos na equipa que anda aos saltos... é perfeitamente possível (mas fica a perder seguramente porque eles são mesmo bons). Mas, além do mais, a equipa sabe com um rigor quase científico quem são as pessoas que querem estar em paz, e quem são os que adoram uma zumba, não dispensam uma participação no espectáculo da noite, não dizem que não a um jogo de volei.

Nós não somos nem eremitas nem frenéticos. Bom, se tivesse de nos classificar aproximava-nos mais dos eremitas do que dos frenéticos. Afinal, a idade já vai sendo mais amiga de sopas e descanso do que farra da grossa. Mas não é só isso. O facto é que vivemos durante todo o ano com quatro miúdos, o barulho e o caos são permanentes e, apanhando-nos num sítio paradisíaco como este, só queremos mesmo é desfrutar do silêncio apenas quebrado pelo leve quebrar das ondas na areia. Ainda assim, fomos sempre ver o espectáculo que eles têm depois do jantar e que nos proporcionou bons momentos (às vezes, quando vão buscar pessoas à plateia, proporcionam momentos verdadeiramente hilariantes).

Se há quem pense ir até às Maldivas com os filhos

 

Paraíso

Nos próximos dias vou estar aqui, mais ou menos do outro lado do mundo. Há 11 anos fomos às Maldivas e o Ricardo sempre disse que não queria morrer sem voltar. Como nunca se sabe o dia de amanhã decidimos despachar já o assunto (se bem que quer-me parecer que ele vai repetir a ladainha quando sairmos daqui, o que nos vai obrigar a um eterno retorno). 

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Club Med Kani, Maldivas

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Camp Abilities

Este campo de férias não é como os outros. É uma colónia de férias inclusiva com dois grandes objectivos: 

1º- Dar oportunidade a crianças e jovens cegos de terem uma colónia adaptada às suas necessidades.

2º - Dar oportunidade a jovens sem deficiência visual de acompanharem jovens cegos da mesma idade.

Nesta colónia cada jovem (12 aos 16 anos) acompanha uma criança ou jovem invisual, da mesma idade (8 aos 16 anos) de uma forma permanente. Existe um processo de selecção com uma entrevista e uma experiência prática em piscina com jovens cegos. Será realizada entre os dias 30 de Junho e 5 de Julho, na base naval do Alfeite, em Almada.

O Camp Abilities está neste momento a precisar de 2 candidatos rapazes que gostem de desporto e de ajudar o próximo.

Se o seu filho é um deles, por favor contacte a Rita Costa (916288340).

Obrigada!

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Pedalar não é para... rabinhos

Este sábado fui com um pequeno grupo de amigos pedalar. Na verdade, o grupo de anormais que anda nisto de treinar para uma cena macaca é bem grande. Não tenho de cor o número certo mas somos mais de 10 amigos metidos nesta embrulhada. É curioso como de quando em vez pessoas que até aparentam ter uma certa capacidade cognitiva se enfiam a si próprias em situações que envolvem uma boa dose de sacrifício, sofrimento e até dor. Umas porque garantem gostar de desafios, outras porque são arrastadas pelas primeiras (e portanto não passam de paus-mandados), outras porque são simplesmente parvas (algo que, de resto, é comum a todas). 

Mas então dizia eu que este sábado fomos pedalar. Já tínhamos ido no fim-de-semana anterior e foi um inferno (partimos da Guia e subimos até ao Cabo da Roca e eu senti mesmo vontade de dar meia volta e voltar para a minha cama). Desta vez, talvez por já levar as expectativas bem no fundo do poço, talvez por já esperar o pior possível, talvez por ir também com o Ricardo, desta vez correu menos mal. Reparem que não escrevi "correu bem". Nem sequer "correu melhor". O que eu escrevi - e reitero - foi: "correu menos mal".

Desta vez fizemos uma parte do percurso da prova que, se os astros se alinharem (mas mesmo bem alinhadinhos), faremos em Setembro (tantas dúvidas sobre o alinhamento astral, tantas dúvidas). Fomos da Guia até Carcavelos e depois demos mais umas voltas, regressámos até ao Estoril e fomos ter à subida para a Lagoa Azul (que é uma subida infernal).Eles foram avisando que a subida da Lagoa Azul era horrível. Eu pensei que não podia ser pior que a subida do Guincho para a Malveira. Desgraçadamente, era. Acabei a subir com a bicicleta à mão (e o Ricardo também). Depois disso, o Ricardo teve um furo. Quer dizer, não o Ricardo, que os pneus dele não furam assim com tanta facilidade, mas o pneu da bicicleta do Ricardo. Espectacular. Um furo na viagem inaugural da sua bicicleta. Parecia o Titanic. Ainda estou para saber se foi ele que esfaqueou o pneu para poder acabar ali com o sofrimento ou se foi mesmo um azar do catano. O Lourenço acelerou e foi buscar o carro para o ir salvar. Eu e o Zé continuámos num passo mais lento (por causa de mim, bem entendido). Deixámos o Ricardo à beira da estrada, com a sua bicicleta inutilizada, e seguimos então até à Malveira, descemos até ao Guincho e continuámos até à Guia, onde tínhamos o carro, num total de 60km. 

Nesse mesmo dia ainda tivemos duas festas de aniversário, uma das quais acabou às 2h da matina, pelo que ontem estivemos os dois num estado um pouco deprimente, a arrastar os nossos cus doridos ora pelo sofá ora pela cama, tudo acompanhado de alguns gemidos tristes. Hoje já fui correr mas o rabo ainda não está a 100%. Que isto de pedalar não é para rabinhos. Aposto que os ciclistas têm calosidades no traseiro, assim uma camada de pele grossa e rija que aleija se alguém se atrever a dar-lhes uma palmada. 

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A bicicleta do furo. Viagem inaugural e é isto. Já tem nome, pelo menos para mim: é a Titanic

Clube de Leitura de Lisboa

Foi na sexta-feira, no Brown's Hotel, e discutimos Caim, de José Saramago. Não vou desvendar nada do que analisámos, conversámos, concluímos, porque esta quinta-feira (dia 6), vou estar no Porto a fazer exactamente o mesmo: escrutinar este polémico livro de Saramago. E estou muito curiosa para ouvir o que os leitores do Porto têm a dizer. Em Lisboa houve quem gostasse muito, houve quem não tivesse conseguido ler, houve quem tivesse achado uma delícia, houve quem tivesse ficado incomodado com tanto rancor para com Deus. Como sempre, foi um prazer estar horas a conversar sobre um livro e as várias leituras que se podem fazer dele. Já disse que podia fazer disto vida? É que podia mesmo. 

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As meninas levaram gordices. Eu levei... cerejas. Estou uma santa. 

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Porto: temos encontro marcado esta quinta-feira, no Vila Galé Porto, às 19h! Já encomendei comida, por isso nada temam! 😂​ Até lá!

Obrigada, MultiOpticas pelo fantástico apoio a esta causa literária!

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Clube de Leitura de Lisboa é hoje!

É hoje a partir das 19h30, o encontro do Clube de Leitura de Lisboa (By MultiOpticas). No Brown's Hotel, na Rua da Assunção 15. Hoje é dia de discutir o livro que escolhemos ler: Caim, de Saramago. Aposto que será mesmo muito interessante ouvir como caiu a ficção de Saramago em alguns espíritos mais sensíveis. 

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No Porto... a nossa reunião está marcada para a semana, dia 6 (excepcionalmente uma quinta-feira), no Vila Galé Porto, às 19h. O livro em análise será o mesmo, pelo que a minha curiosidade se mantém elevada. Já houve, de resto, quem me tivesse enviado uma mensagem a pedir para convencer o padre Paulo Duarte a marcar presença nesta sessão, para ajudar a desconstruir este livro. :)

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Ambos os encontros têm o apoio da MultiOpticas.

Mãe em atraso, mãe a falhar, mãe a tentar remediar

Não queria divulgar antes de ler. E Maio foi andando e eu... sem ler a quarta revista do meu filho. Uma mãe que é uma vergonha, diga-se. Anda um filho a produzir revistas, umas atrás das outras, uma por mês, todo certinho como se tivesse um director a morder-lhe os calcanhares, ou contratos publicitários para cumprir, ou ordenados para pagar... e uma mãe a deixar o tempo passar sem sequer se dignar passar os olhos por um trabalhinho todo pensado e executado por este rapaz que leva os seus compromissos muito a sério. Palavra de honra. Dá Deus nozes a quem não tem dentes, dirão alguns, e dirão muito bem, eu própria não diria melhor.

Já está lida (e devidamente apreciada). Já está vista (e apropriadamente prezada). Só faltava mesmo partilhar. Para que, quem gosta de futebol, possa também ajuizar. Eis a Mibster... de Maio. 

(Cliquem na imagem da capa para verem o resto. E o resto são 40 páginas de análise futebolística. Quarenta. Que o rapaz não brinca. Mesmo sem directores, contratos ou salários)

 

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