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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Uma manhã

Gosto quando ela acorda com um sorriso, o que nem sempre acontece. Gosto de cheirar o seu pescoço, que ainda tem aquele perfume de bebé, um cheiro suado que é doce, não sei explicar. Gosto quando diz «dô-dô», não me perguntem, mas é uma espécie de palavra fofinha que usa quando está bem disposta e acabada de acordar. Dô-dô. Assim dita com a boca em circunferência, muito redondinha. E depois ficamos ali, num namoro gostoso, eu a vesti-la devagarinho, ela a pedir-me para lhe «comichar» as costas e a revirar os olhos de prazer, «aaaaah, tão bom, comicha, mãe, comicha». E depois damos marradinhas com o nariz e já não se sabe bem onde começa uma e acaba a outra, estamos como que fundidas naquele amor que se renova, tal como o dia que se inicia.
Um dia só pode correr bem quando começa assim. 

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