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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Um filho, um exame, um equívoco qualquer

O meu menino grande vai ter, amanhã, o seu primeiro exame a sério. Importante. Que vale 25% da nota de Português deste ano. Estudou. Estudou mesmo muito. Fez dezenas de testes. Repetiu os que já tinha feito na escola, fez os dos livros de preparação, fartou-se de trabalhar. Mas está uma pilha de nervos. Verificou dúzias de vezes se tinha tudo o que era preciso, pôs o despertador, está sempre a repetir que é uma grande responsabilidade, que basta um deslize e pode deitar tudo a perder. Na escola, prepararam-nos. Deram aulas de reforço. A directora foi às salas relembrar que não podiam levar telemóvel e que, se por acaso, um telemóvel fosse apanhado, o aluno em causa perderia o ano. Não é a disciplina. É o ano inteiro. A directora também lhes disse para terem calma, para beberem chá e comerem umas bolachinhas, hoje à noite, e foi difícil para caraças convencê-lo a não o fazer, mesmo com o argumento lógico de que tinha acabado de jantar há 20 minutos. O rapaz queria fazer tudo certo, e se chá e bolachas ajudavam a serenar os ânimos, então que viessem. "Por favor, mãe, a directora disse".
O meu menino grande vai ter, amanhã, o seu primeiro exame a sério.
E eu não sei como raio foi que isto aconteceu, ter um filho que já faz exames e que vai entrar no 7º ano.
Acho que é engano. Um equívoco qualquer.
É. Só pode ser.

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