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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Todos por Um

No outro dia, uma pessoa conhecida dizia-me: «tu és completamente doida. Fazes tanta coisa, metes-te em tudo... não admira que estejas tão cansada! E depois, ainda por cima, quando podias descansar, este sábado ainda te metes nisso da solidariedade».
«Isso» da solidariedade é o evento deste sábado, «Todos por Um», que estamos a organizar de forma ufana e empenhada, para ajudar o Rodrigo, um menino com leucemia que já não tem opções de sobrevivência em Portugal (o IPO já fez tudo o que podia, agora só talvez partir para tratamentos inovadores no estrangeiro que têm conseguido resultados surpreendentes em casos desesperados). Aquela frase ficou a ecoar-me na cabeça, sobretudo quando a pessoa em questão referiu, toda contente, que ia passar o dia na praia. Não tenho nada contra quem vai passar o dia à praia, atenção! Eu também ia, se não fosse este problema que tenho de não conviver bem com o sofrimento, tão cruel e injusto, das crianças. E com esta coisa de fazer dos dramas dos outros um espelho que me reflecte a mim. É claro que eu não posso ajudar todas as crianças (e pessoas em geral) do mundo. Mas quando olho para o Rodrigo, tão doente com uma leucemia agressiva, vejo a Madalena em primeiro lugar (têm a mesma idade), vejo o Martim, vejo o Manel. E penso que, se fosse um dos meus filhos, também gostava que houvesse alguém que se preocupasse com «isso» da solidariedade. E aposto que a minha conhecida, se pensasse um bocadinho, também daria a mão direita (e o braço, e uma perna ou até mesmo as duas) para que houvesse «isso» da solidariedade, se os seus filhos precisassem de ajuda para sobreviver.
Adiante.
Este sábado, na Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha, em Lisboa (Avenida de Ceuta, Edifício Urbiceuta), entre as 10h e as 18h, vai haver muitas coisas que vão merecer uma visita:

- Recolha de possíveis dadores de medula óssea - uma picada num braço e já está (depois, se um dia forem compatíveis com alguém, o processo é mais elaborado mas não mata ninguém - pelo contrário, pode bem salvar uma vida, que honra do caraças!) - Ainda não é dador? Vamusimbora! Fico lá a dar miminhos...

- Venda de coisas giras doadas por marcas várias. Vai haver roupa para criança, roupa para adulto, acessórios, discos, brinquedos, livros, etc., etc. Coisas lindas, mesmo! A preços muito mais baratos do que os de venda ao público - é aproveitar!

- Comes e bebes

- Espaço infantil - para não haver a desculpa dos filhos: «ah, não tenho onde deixar as crianças!» As crianças que venham! Vão adorar.

E, claro, vamos estar lá nós, Cocó, Pólo Norte e Miss Glittering, para vos receber com alegria.
Uma palavra especial a outras mulheres extraordinárias que têm sido verdadeiramente incansáveis nesta organização: Sandra Alves, Selma Veiros, Erica Rodrigues e Filipa Cortez Faria. Uma vénia a todas. Vocês (Pólo Norte e Glittering incluídas) podiam levar este país para a frente. Tenho dito.


Pessoal: venham daí!

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