Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Silêncio

Depois de "Manchester By The Sea", depois de "Eu, Daniel Blake", depois de "Lion, Um Longo Caminho Para Casa", ontem foi a vez de ir ver o "Silêncio", de Martin Scorsese. Um filme de uma beleza e de uma força e de uma dor incomensuráveis. E sim, ali há dor. Física e espiritual. Há tortura (não chinesa, mas japonesa) e há sofrimento e há morte, e é tudo filmado de forma crua e violenta. Mas, estranhamente, é belíssimo, poesia pura, fé no seu sentido mais profundo. Incompreensível, transcendente, fervoroso. A voz, do padre narrador, é pausada e quase sussurrada. E no meio da vegetação densa e permanentemente chuvosa e nublada do interior do Japão parece uma voz quase sobrenatural.

Dois padres portugueses vão ao Japão mais profundo para tentar perceber o que aconteceu a um terceiro padre, por se recusarem a acreditar nos boatos que sugerem que ele se converteu ao budismo e aos costumes locais. Quando lá chegam, testemunham a perseguição e os horrores de que são vítimas os cristãos e passam, eles próprios, pelo inferno (palavra muito apropriada). 

Silêncio merece, sem dúvida, o Óscar para a Fotografia, mas parece-me manifestamente pouco em termos de nomeações. É, sem dúvida, um grande filme.

 

 

 

4 comentários

Comentar post