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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

São Miguel, dia 3*

Acordar com este pequeno-almoço do Royal Garden Hotel é a certeza de começar bem o dia. Ao nível de um hotel 5 estrelas: vários tipos de pão, bolo lêvedo, bolos de chocolate, de banana, maçã, croiassants. Iogurtes vários, caseiros também (aquele com ameixa e amêndoa laminada... hummmmm). Vários tipos de queijo, vários tipos de doce. Manteigas e sumos e frutas e moooooontes de comidas para malta que gosta de verdadeira substância matinal, tipo cogumelos, ovos mexidos, bacon, tomate, salsichas e outras cenas que tais. 

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O pequeno-almoço termina às 10h mas ninguém nos apressa nem começa a levantar as coisas mal soam as 10 badaladas. Há hotéis onde uma pessoa parece que tem de engolir o papo-seco depressa antes que desapareça o bolinho para comer com o café. Nada disso. Mais: todos os dias tenho visto virem colocar, muito perto das 10h, mais pratos e mais pão ou bolos ou coisas que faltavam. Ou seja, quem chega perto do final da hora não sente que chegou no final da batalha, e que só já tem direito a ficar com os despojos. 

A primeira paragem do dia foi nas Furnas. Sempre tão impressionante ver a terra a borbulhar e o fumo a sair do chão. Saber que pisamos terreno instável, fervilhante, como uma panela de pressão. Sentir o cheiro a enxofre e pensar no que terão pensado os nossos antepassados, antes das explicações científicas. De certeza que era o demónio, uma maldição, um castigo pelos pecados. Hoje continua a impor respeito e a ser de admirável beleza. 

Há 15 anos, quando cá estivemos, os nossos amigos micaelenses fizeram uma panela de cozido e foram metê-la num dos buracos que se destinam a particulares (os outros são dos restaurantes da zona). Adorei a experiência. Desta vez não vimos nem a colocação (tem de se ir muito cedo) nem a recolha, mas fomos comer o cozido ao Tony's, até porque de outra vez já tínhamos ido ao Miroma.

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Mas antes do cozido... fomos ao Parque Terra Nostra. Outro dos ex-libris da ilha. E, claro, voltámos a mergulhar naquela água quente (não me lembrava que era TÃO quente).

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 O Mateus não parou de se deitar para trás o tempo todo, doido para mostrar os seus dotes de boiador, que aprendeu no curso de ISR. :) E até naquela água pesada e férrea conseguiu, meu querido nadador! 

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Depois do almoço ainda fomos à Poça da Dona Beija mas tenho de confessar a minha desilusão. Para mim a Poça da Dona Beija era uma nascente escondida, no meio de um carreiro conhecido apenas pelos locais e por alguns (poucos) turistas, onde se tomava um banho quentinho e num silêncio bom. Agora são uma série de piscinas construídas, muito bonitas sem dúvida, e com muito boa pinta, mas perdeu-se ali um lado selvagem e "secreto" que eu tive a oportunidade de conhecer há 15 anos. Não digo que esteja mau. Digo é que a diferença de então para agora me fez alguma confusão.

Só para se perceber, esta era a Poça da Dona Beija que eu conheci há 15 anos:

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E esta é a Poça da Dona Beija agora, vários "tanques" iguais a estes, em diferentes patamares:

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Eu percebo. Está muito mais moderno, civilizado, com balneários e loja de merchandising e passadiços de madeira. 

Está bonito, bem cuidado, não choca. Mas... para mim... a Poça era mesmo uma poça. Escondida no meio da vegetação, e à qual se acedia através de um caminho de terra e lama. Mas as coisas evoluem. E ainda bem.

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 *Esta viagem teve o apoio do Turismo dos Açores 

 

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