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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Quando o jornalismo é uma faca de dois gumes

Há dias em que ter a minha profissão é viver num oscilar esquizofrénico entre o adorar uma história, achar que ela é perfeita, que é melhor ainda do que se tinha imaginado e, ao mesmo tempo, saber que ela é pungente, que é uma história terrível, tenebrosa, de fugir. É oscilar entre ter vontade de chorar porque a pessoa que temos à frente está no fundo de um poço e, simultaneamente, ter vontade de dar dois mortais encarpados porque aquilo que escutamos fará toda a diferença no nosso trabalho. Há dias em que a minha profissão provoca esta dualidade terrível de sentimentos. Um jornalista sente-se exultante e deprimido, tudo ao mesmo tempo. Hoje é um desses dias.

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