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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Plantar o futuro

Já vos tinha aqui falado do Movimento Terra de Esperança, uma iniciativa da ANEFA (Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente) que pretende garantir a plantação de 500.000 árvores, oferecidas pela GALP, o que corresponde a uma área equivalente a 600 campos de futebol. 

No site terradeesperanca.pt/ está toda a informação sobre o projecto e é lá que se podem inscrever para participarem nas próximas iniciativas de reflorestação. No sábado passado houve uma, em Esculca (Arganil), e nós participámos todos. A ideia era começarmos logo de manhã mas como queríamos ir entregar roupas, brinquedos e outras coisas a Midões, uma das freguesias muito afectadas pelos incêndios, acabámos por ir só da parte da tarde. Para a próxima (em princípio será em Leiria), vamos o dia todo.

O caminho fez-se quase todo de vidros abertos (o Mateus enjoa e está sempre a pedir para se abrirem as janelas para apanhar ar fresco) mas mesmo assim, a 15 km de Midões ouvimos aquele som caraterístico e pronto. Caldo entornado, literalmente. Vomitou, vomitou, e mesmo quando o tirámos, seguiu vomitando. E depois seguir viagem com aquele perfume? Tão bom. 

Em Midões fez-nos muita impressão ver a casa da Rita (mãe de um ex-colega da Mada, que se mudou para lá para mudar de vida) toda queimada, só paredes e mais nada. Entregámos as coisas, fomos almoçar a um restaurante que a Rita aconselhou e que era excelente (Paparoca, mesmo em Midões). Comida caseira, a fazer lembrar a da minha avó, um ambiente super confortável e a dona um amor, simpática, rápida, soliícita. Soubemos pela Rita que ela emprestou o andar de cima do restaurante a uma mulher que estava grávida na altura do incêndio e ficou sem nada. Agora o bebé já nasceu e tentam refazer a vida, com a ajuda desta benfeitora. Ainda há gente boa. Já mereciam casa cheia só pelo gesto, mas merecem mesmo pela comida e pelo bem-receber. 

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Seguimos para Esculca, o local da plantação. Pelo caminho, um cenário de devastação. Quilómetros de terra queimada, árvores mortas, casas destruídas. Doloroso.

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Quando chegámos, a Vera (um amor!), da ANEFA, esperava por nós. Levou-nos até ao local, onde uns 30 voluntários cavavam a terra para plantarem pequenas árvores. As espécies escolhidas variavam entre plátanos, castanheiros, freixos, cerejeira brava, carvalhos, salgueiros e pinheiros bravos e mansos. E lá fomos. Deram-nos umas camisolas para vestirmos, uma enxada a cada um, e cá vai disto.

 

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A Mada foi a mais trabalhadora. O Martim, apesar de se ter lesionado num joelho no futebol no dia anterior, fez questão de descer connosco, apesar de não ter conseguido cavar. Não sei ao todo quantas árvores plantámos nós, mas no final do dia ficámos a saber que naquele dia a equipa de voluntários em geral plantou cerca de 1700 árvores. Yeyyyy!

Saímos de lá com a esperança de ver aquele sítio todo reflorestado, sabendo que contribuímos um bocadinho para isso. Obrigada à ANEFA pela iniciativa e à GALP pela doação de tantas árvores! 

Gostámos muito de estar envolvidos nisto e já combinámos que para a próxima vamos o dia todo. 

Encontro-vos na próxima? Vamos reflorestar Portugal? 

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