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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Perder

Tenho um filho que perde o casaco, perde a carteira, perde o saco da ginástica, perde a mochila, perde o caderno, perde a caneta, perde a camisola. Todas as semanas perde alguma coisa. Felizmente, todas as semanas encontra o que perdeu porque vai aos «Perdidos e Achados» do colégio e está lá o seu séquito, mais o de outras (muitas) cabeças de vento. Agora acaba de me informar que o novo perdido foi o livro de História. E que este, ao contrário de todos os outros, não deu à costa nos «Perdidos e Achados». Eu faço um ar indignado, zango-me, ameaço-o, digo que é um irresponsável. Faço o que me compete, como mãe e educadora. Mas, na verdade, tenho pouca moral. Sempre fui assim. Ao longo dos anos, fui perdendo coisas e mais coisas, como quem deixa lastro. A minha mãe dizia que só não perdia a cabeça porque a trazia agarrada ao corpo - e mesmo assim ainda a consegui perder algumas vezes. Não é fácil repreender um filho quando se sofre do mesmo mal. Estava a ouvir-me ralhar e a pensar, ao mesmo tempo: «Diz o roto ao nu...». Mas, claro, faz parte das competências deste meu trabalho. E agora deixa-me lá ir descobrir como é que vou resolver mais esta.

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