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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Pensar e sentir

Na maior parte dos meus dias adoro a minha tropa fandanga. Adoro estar rodeada dos meus filhos, gosto que sejam muitos (e, na verdade, também não são assim tantos), gosto quando chegamos e se nota claramente que chegámos (será porventura um qualquer complexo de inferioridade, aposto).
Na maior parte do tempo, adoro ter a casa cheia, ter tanto com que me ocupar que não me sobre tempo para as minudências pequeninas (ou as maiorzinhas) da minha existência. Gosto da azáfama que abafa o resto e que me impede de me enredar demasiado em mim própria.
Mas depois há as excepções. E às vezes sabe-me bem estar comigo. Ontem ter-me-ia sabido lindamente ter um tempo de reflexão, um momento de sossego, um instante só. Ontem, que foi o tal dia especial, um dia de paz pousada no peito, ter-me-ia sabido bem esse silêncio. Não foi possível. Só à noite, quando todos dormiam e eu digeria o meu Nederburg de 2006, é que pude olhar para a minha vida de trás para a frente e de frente para trás e, enfim, dedicar-me a pensar e a sentir. Às vezes sabe bem pensar e sentir. Sobretudo quando não faz doer.

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