Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Obras report - Parte 1867

obras.jpg

 

Ora então tive a casa em obras. Um mês inteiro. Ah e tal, isto em 4 dias resolve-se. Não resolveu. Azares atrás de azares empurraram a coisa durante 4 longas semanas. Nós a viver num estaleiro, seis pessoas a galgar objectos, milhares de livros enfiados numa das banheiras da casa, tudo espalhado por todo o lado, escadotes, baldes de tinta, folhas de jornal, o caos. Quando finalmente terminou, vieram os móveis. Foi montar, aparafusar, meter nos lugares certos. Um prazer ver tudo a ficar composto, arrumado, limpo, novo. Faltavam ainda alguns detalhes, pendurar os quadros, um candeeiro que só chegou há pouco, o autoclismo que continua avariado e a fazer tortura (juro que estou quase a confessar o inconfessável, mais dois ou três dias de ping-ping-ping e digo tudo o que quiserem), um interruptor que desapareceu com o entulho, substituir uma cena eléctrica para libertar uma parede de fios. O responsável pela obra esteve cá toda a manhã a resolver coisas e estávamos muito perto de ver o fim a isto.

E digo estávamos porquê?

Bom, porque em paralelo com as obras dentro de casa, temos estado também com obras no prédio. Primeiro toda a fachada e telhado, depois as traseiras. O meu terraço todo carregado de andaimes, uma alegria incomensurável para a vista. Como o prédio apresentava algumas falhas estruturais, o condomínio decidiu responsabilizar-se pelo arranjo de alguns problemas na casa de cada condómino, provocados por essas falhas. Ora... hoje vieram cá dizer que vão arrancar algumas tábuas de madeira do chão da sala, que terão de ser substituídas e... por causa disso... vão ter de afagar TODO o chão.

O que é que isto significa? Uma boa e uma má notícia. A boa é que vou ficar com um chão novo, e ele estava muito estragado pelos pés assassinos do sofá anterior (que nem aquelas protecções impediram de rasgar a madeira toda). Não tínhamos incluído o afagamento nas nossas obras porque o mestre disse que talvez conseguisse uma forma de disfarçar mas quando tentou - já as obras iam avançadas - e não conseguiu disfarçar nada, nós já não tivemos coragem de nos metermos em mais essa empreitada. A má notícia é que vai ser preciso retirar TUDO da sala. E quando digo TUDO é mesmo TUDO. Estante com milhares de livros incluída. E não vamos poder dormir cá, e vai haver pó por todo o lado. 

 

Vou só ali chorar e voltarei, depois de recomposta (ou seja, talvez nunca).

18 comentários

Comentar post

Pág. 1/2