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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

O bolo

Eu já estou um bocado ansiosa por ir fazer o bolo dos 40 anos do meu homem.
Eu, que nem sequer sou assim uma tão grande doceira.
Eu que terei a responsabilidade de fazer um bolo em condições, para uma festança de arromba.
Ainda por cima, não vou fazer o bolo que faço melhor, quase de olhos fechados. Vou arriscar outro, pela primeira vez, o que torna a coisa ainda mais arriscada.
Neste estado de alguma tensão, fui à mercearia comprar os ingredientes já hoje para, amanhã, fazer o bolo logo bem cedo. Assim, se por acaso a coisa desse para o torto, ainda tinha tempo para fazer outro.
É então que, na caixa, o senhor da mercearia olha os ingredientes e, ufano, atira:
- Com que então um bolinho, hein?
Eu, ensopada até aos ossos graças a uma chuvada que me apanhou desprevenida, não estive para grandes revelações e esbocei apenas um sorriso amarelo.
No final, o senhor disse:
- Então que corra bem, o bolo. Mas se não ficar bom à primeira não tem problema. Nós temos aqui muitos ingredientes para uma segunda tentativa.

Oi??? «Se não ficar bom à primeira?» Foi impressão minha ou houve por ali um desejo confesso de me ver por lá a comprar a segunda ronda de ovos, fermento e chocolate para culinária?
A menina não gostou. Uma coisa é certa. Se o bolo ficar uma desgraça, vou a outro lado comprar o que for preciso. Ide lá agoirar para outra freguesia, sim?
Humpf!

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