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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Mãe: 1; Madalena: 0

Hoje lixei-te.
Aqueci a sopa com batata doce. Cozi maçã e passei-a. Pus cada coisa no seu prato.
Enfiei-te um babete à prova de javardice. Pus um avental. Sentei-te ao meu colo, com um braço atrás de mim, a cabeça entalada, o outro braço agarrado. Peguei na colher, mergulhei-a na maçã, dirigi-a à tua boca. Fechaste-a muito bem fechadinha. Mas eu estava determinada a vencer-te. Forcei a entrada e a colher entrou na tua boca. Fizeste uma careta, o que só prova que és mesmo esquisitinha, que a maçã era doce como mel. A seguir, outra colherada de maçã, e tu furiosa, a fazer força mas sem saída. Depois, a sopa. Tu a quereres vomitar e eu a dar-te água e a soprar para a tua cara. Tu a arqueares o corpo, demoníaca, e eu a fazer uma força do caraças para te agarrar.
Hoje lixei-te.
Comeste para aí 6 colheres de sopa mais umas 5 de puré de maçã. Tens sopa seca nas orelhas e no cabelo e no nariz e nas pestanas. Mas comeste.
Agora vou só ali estender-me um bocado que eu lixo-te mas quem fica de rastos sou eu.

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