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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Madrinha

No sábado à noite fomos jantar com uns amigos que, como nós, também têm 4 filhos. O quarto nasceu há 4 meses e chama-se António. Chegámos ao restaurante, cá beijinho, cá abracinho, deixa cá ver este amor, ai que lindo, igual às manas, que amor, que querido, até que o Ricardo apontou o dedo para a parte de baixo do ovo, onde estava um bilhetinho. Não há dúvida: havendo um bebé no pedaço, até podia o ovo estar revestido a notas de 500 euros que eu era capaz de não ver e continuar a babar, ai que amor, tão lindo, e o narizinho, e as pestanas, e esta boquinha?

Bom, quando por fim vi o bilhete, ia tendo um colapso. 

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Fiquei derretida. Mesmo. Acho uma honra brutal ser convidada para madrinha. Tenho outros dois afilhados e o que sinto por eles é um carinho e uma ternura mesmo grandes. E quero acompanhá-los e quero que saibam que podem sempre contar comigo. Para tudo. Sim, sim, já sei. É estranho convidar uma ateia para ser madrinha. Mas é bom não perder de vista que o meu ateísmo não é um ateísmo orgulhoso, ou desrespeitoso para com as crenças alheias. É mais um ateísmo com pena de existir. É um ateísmo com baixa auto-estima, sempre a tentar encontrar uma luz qualquer. Porque, acreditem no que vos digo: não acreditar em nada é uma chatice dos diabos. Dá cá umas voltas à mioleira que nem vos passa pela cabeça. Seja como for, os pais das crianças que me convidaram para ser madrinha sabem que não será por mim que os filhos hão-de deixar de acreditar no que quer que seja. Veja-se a minha filha Madalena, que me pede imensas vezes para ir à igreja rezar e nunca ouviu um não (bom, a menos que eu tenha outras coisas marcadas e não me dê jeito nenhum estar a levá-la 😅).

Estou portanto vaidosíssima da minha nova missão. E o pequeno António entrou directamente para o meu coração e já lá está instaladinho, num dos ventrículos, ao lado dos outros afilhados.

Obrigada, Ana e Rudy. Prometo dar o meu melhor. 

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