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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Jantar com pronúncia

Ontem os nossos amigos de S. Miguel vieram cá jantar. Gostamos muito deles e é giro porque podem passar anos sem estarmos juntos mas existe sempre uma espontaneidade tão grande no reencontro e na conversa que parece que estivemos juntos há meia dúzia de dias. Estes amigos têm uma acentuada pronúncia micaelense e eu fico sempre encantada a ouvi-los. Lembro-me da primeira vez que os conheci (há 13 anos), na própria da ilha de São Miguel, de ficar doida com aquele falar, começar automaticamente a dar uma certa entoação - sou uma esponja de pronúncias, e de notar que o Chico me olhava sem ter a certeza se estaria a gozar com eles ou quê. Rapidamente expliquei que não era gozo, era mesmo fascínio e um contágio quase imediato. Ontem ficámos malucos com a severidade da pronúncia do filho mais velho. Não percebíamos rigorosamente NADA do que ele dizia e só nos ríamos porque ele era tão engraçado, cheio de histórias para contar, a falar a uma velocidade estonteante, e nós de olhos muito abertos a implorar tradução simultânea aos pais.
Rever estes amigos deixou-me ainda mais vontade de voltar aos Açores mas, sobretudo, a São Miguel, onde já fui três vezes. Talvez o único sítio do mundo que conheço onde caio a dormir por tudo e por nada, tal é a paz que aquilo me dá. No ano passado fomos com os miúdos à Madeira, temos mesmo de ir com eles aos Açores. Está decidido!

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