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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Hein?

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/coadocao-luis-villas-boas--refugio-aboim-ascensao-tvi24/1450829-4071.html

«Um menino que vive em casa de duas mulheres nunca poderá perceber o que é um homem»????
Oi???

Eu vivi numa casa onde havia apenas uma mulher (às vezes duas, quando estava a minha avó) e percebi perfeitamente a diferença. Tive amigos rapazes que viviam só com a mãe e também conseguiram perceber o que é um homem! (se calhar era sobredotados, mas não me dei conta disso).

Ainda há quem insista na tecla do «ai, os rapazinhos educados com duas mães vão virar gays porque não sabem como se comportar como homens»? Ainda, a sério? Ou o contrário: «ai, os rapazinhos educados com dois homens vão querer copiar o modelo e vão virar gays?» (e vice-versa, para as meninas). Ainda, a sério?

Então como raio explicam que um rapazinho, criado numa família tradicional, heterossexual, tudo «comme il faut» (segundo estas cabeças) se torne um adulto homossexual? Não foi por cópia dos modelos que tinha em casa, certo?

As pessoas esquecem-se que a família é apenas uma parte (importante, sem dúvida) da vida de uma criança. Mas há a escola, há os tios, os primos, os amigos, os vizinhos. Há toda uma teia de relações mútliplas que fazem o ninho em que cresce. A criança não vive numa bolha, trancada em casa, que a impeça de conhecer outras realidades! A criança vive rodeada do mundo e cedo perceberá que em casa tem uma realidade e que, fora de casa, há todo um mundo de outras realidades. Umas parecidas com a sua, outras completamente diferentes. E isso é que é a riqueza da vida. Volto a insistir: o que importa é uma casa onde há amor, estabilidade, felicidade. Isso é que importa, no crescimento de uma criança. Custa-me que o director de um refúgio para crianças em risco tenha esta cabeça, sinceramente.

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