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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Fiz uma descida aos oceanos e quase fui comida por um tubarão

Sou pessoa que gosta de experimentar coisas novas e já há muito que tinha curiosidade sobre isso da realidade virtual. Seria uma coisa assim tão incrível, tão imersiva, tão capaz de nos transportar mesmo para outra dimensão? 

Epá... e nem sei se vou conseguir transmitir devidamente o que vivi. Convidaram-me a experimentar o PlayStation VR, com o VR Worlds, que mais do que um jogo foi uma experiência, de seu nome "Descida aos Oceanos". E que experiência, senhores! Basicamente, depois de meter os óculos de realidade virtual, comecei a ver-me como se estivesse dentro de uma daquelas jaulas que vão para dentro do oceano com um mergulhador lá dentro. Ora o mergulhador era... eu. Começou por ser logo tão real quanto isto: enquanto a jaula estava a descer eu sentia aquele desequilíbrio típico de quem está dentro de algo que não desce bem a direito mas tem alguns solavancos. Depois, rodando o corpo, só via o fundo do mar. E não apenas a 360º, mas também olhando para cima, para baixo, a toda a volta. Ou seja, com o PlayStation VR a sensação é de que estamos efectivamente lá, no jogo. Acaba-se a nossa realidade, começa outra. O nosso corpo está ali, noutra dimensão que nos rodeia por todos os lados. Neste caso, no fundo do oceano. E era tudo lindo, havia peixinhos bonitos, rochas, algas, um navio afundado. Como tinha auscultadores, todo o som parecia o do fundo do mar. E praticamente não ouvia nada do que se passava na minha sala - era mesmo intenso.

Às tantas, está a pessoa naquilo - ai que peixe tão lindo, olha um barco afundado, olha as medusas, olha isto e aquilo - quando de repente... tubarão. Claro. Tanta beleza e traquilidade não podiam durar muito. A cena é que, como se está noutra dimensão, parece MESMO que o bicho é real, parece mesmo que se põe à dentada à nossa jaula, parece mesmo que estamos ali à mercê do bicho. A gente bem repete que aquilo é só um jogo e que estamos sossegatidos na nossa sala onde de maneira nenhuma podem existir tubarões mas quê? O cérebro acredita no que vê e não admira, porque o que se vê é como se fosse verdade. O tubarão investe contra a jaula, depois some-se, e começamos à procura dele, pelos lados, atrás, em cima, em baixo, e dá uma insegurança do caraças (por muito ridículo que isto possa parecer). Quando ele volta e arranca a grade, deixando-nos frente a frente, exibindo aquela dentuça afiada... upa, upa... só não se faz xixi pelas pernas abaixo se se tiver ido à casa de banho antes de entrar nesta vida tridimensional. 

Tive de interromper nessa altura porque estava a transpirar e tinha as mãos geladas. À minha volta, os miúdos e o Ricardo riam mas estavam muito impressionados por terem percebido o poder da realidade virtual.

Esta e outras experiências vêm com a PlayStation 4 e o PlayStation VR. E vale mesmo, mesmo a pena. É realmente outro patamar nisto dos videojogos. Im-pre-ssio-nan-te.

 

 

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