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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

E.R.

Os rapazes foram ao futebol, eu fiquei em casa para escrever. Mas pequena Mada teimou em não me deixar. Colo, colo, colo, minhaminhaminhaminhamãe, e eu escrever nada. Então, desisti. Sentei-me com ela no sofá, procurei uma coisa de jeito na televisão e... zás! E.R., a minha série preferida. Claro que, agora, estou aqui quase a chorar, porque uma mãe de quatro filhos tem uma septicémia e vai marar de certeza, e porque um pai se recusa a doar parte do fígado para salvar o filho transsexual, que agora é filha.
Lembro-me que houve uma fase na minha vida em que via o E.R. de manhã, antes de sair para o trabalho. E andava angustiada, triste, mais reflexiva, sorumbática. Depois percebi: era o raio da série. Continua a ser a minha preferida de sempre, mas é triste e pesada para caraças, com uma realização que favorece isso mesmo, e por isso a prescrição é a seguinte: tomar em doses curtas, uma vez por semana no máximo.
Adoro médicos, séries de médicos, hospitais, gente no limite. Mas nunca na vida podia ser médica. Ao primeiro quinanço de alguém deprimia e nunca mais punha os pés no emprego.

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