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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

É oficial

A Electra chegou cá a casa.
Até agora, ela parecia só gostar de mim. Quer dizer, claro que também gostava do pai, mas era só mãe para tudo. Beijinhos à mãe, abraços à mãe, a mãe para dormir, a mãe para isto, a mãe para aquilo, a mãe para tudo.
O pai, que sempre tinha ouvido dizer que as meninas «eram mais pai», desanimou. Às vezes, quando ela era ríspida para com ele, uma besta mesmo, ficava triste. Ele e eu, que não gostava nada de o ver assim desprezado (se bem que estava encantada com tanto amor dedicado à minha pessoa).
De há uns tempos para cá tem andado mais amiga dele. Desde a semana passada, então, tem sido um amor pegado. Ele estranhou (quando a esmola é muita...). Eu desconfiei.
Hoje, quando cheguei a casa, ela tinha umas meias com laços, um vestido e uma coroa na cabeça. E disse: «Estou à espera do meu príncipe para casar com ele». E quem é o teu príncipe? «É o pai!»
Depois, ele chegou. Ela deu-lhe o maior dos abraços, disse que queria casar com ele, beijocou-o por toda a cara, e deu cerca de vários pulinhos. Está agora a fazer desenhos, «para oferecer ao noivo».
De maneira que é oficial. A Electra chegou. E eu, apesar de sentir já alguma nostalgia desse amor quase obsessivo por mim, sou a cornuda mais feliz da História.

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