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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Comentários que merecem posts - o regresso

Ahhhhh, que saudades que eu tinha disto! Recebi aqui um comentário de um senhor que merece ser destacado:
«Ser Pai ou Mãe é isso mesmo, apoio incondicional aos filhos e que eles sejam felizes a fazer o que mais gostam. Não querem ter trabalho, não os façam, por mim até podia haver torneios todos os dias (salve ter de trabalhar, 100% com ele e o que mais gosta de fazer, para mais sendo bom aluno até hoje!!!»

Uiiiiiiiiiii, que ME-DO! Habemus fundamentalista no pedaço. E o que eu adoro um fundamentalista? Adoro estas pessoas que abdicam de toda a existência em benefício dos filhos. Adoro. Deixar de viver, deixar de ter feriados, fins-de-semana, tudo em prol de um filho! Para que ele faça o que mais gosta! Claro! Se houver torneios todos os dias, seja! Queria ir à praia? Queria ir para uma patuscada com amigos? Queria ficar no sofá, a descansar de uma semana louca? Aaaaaahhhh, mas não pode! Tem um filho e é preciso dar-lhe dedicação total e absoluta (100%!!!!), para que ele faça aquilo de que mais gosta.

Epá... não.
Dar o nosso melhor aos filhos? Sim senhor. Estar lá nos momentos importantes? Sim senhor (sublinho que este torneio do Manel nem sequer foi chamado de «torneio» pelo mister, foi chamado de «convívio», ou seja, era uma gracinha - mas longa!)
Nós, cá por casa, escolhemos uma escola que julgamos proporcionar uma excelente educação aos miúdos, vamos levá-los, vamos buscá-los, levamo-los ao futebol, à guitarra, fazemos de motorista com muuuuita frequência para que possam ir a todas as festas dos amigos. Beijamo-los, damos mimo, compramos-lhes roupas giras, ralhamos, dizemos que não, viajamos juntos, passamos 3 semanas maravilhosas no Algarve desde que eles existem. Rimos, somos cúmplices.
Mas eu, enquanto pessoa, continuo a existir. A ter os meus momentos. O pai idem. E nós, enquanto casal, não nos esquecemos um do outro. É que... se os filhos são muito importantes, nós não somos menos importantes. Somos gente!

Todas as pessoas têm direito a viver como acham melhor, claro. E o simpático leitor tem todo o direito a anular-se em benefício do seu tesouro. Mas com tamanho desrespeito que revela por si próprio e pela sua própria existência... cheira-me que ainda vai acabar depositado num lar pelo precioso filho a quem se dedica com tanto desvelo.
(se calhar as nossas crias também lá nos metem... mas ao menos vivemos comó caraças antes disso!)

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