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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Coadopção por casais homossexuais aprovada no Parlamento

Hoje é um dia bom. Podia ser melhor (sê-lo-á quando se aprovar a adopção plena) mas é um dia bom para este país. O projecto de alguns deputados do PS conseguiu passar por cinco votos na Assembleia e, não sendo tudo, já é alguma coisa. Hoje é um dia bom para as crianças portuguesas, que precisam é de quem as ame, seja homem, seja mulher, seja heterossexual ou homossexual. Que eu saiba, o amor pelos filhos não tem nada que ver com o facto de gostarmos de homens ou de mulheres, de pessoas de outro sexo ou de um sexo igual ao nosso. As crianças precisam é de amor, de educação, de quem as aconchegue na cama, de alguém a quem chamar «mãe» ou «pai». E se puder ser a dobrar melhor ainda: se puder ser mãe e pai, ou mãe e mãe, ou pai e pai. Ah, mas depois é discriminada na escola. Por favor, não me cansem. Se for negra também é, se for baixa também será, se estiver numa cadeira de rodas também pode ser, se for loira numa escola de morenos idem, se for gorda ibidem. Não me lixem. Os miúdos, quando querem, são uns patifórios. Mas são-no porque escutaram barbaridades dessas em casa. Ou porque copiam o idiota do puto racista, xenófobo e homofóbico que recebeu dos pais essa «herança». A educação é o princípio de tudo. E se educarmos os miúdos contra a discriminação, se tudo isto passar a ser normal, trivial, banal... então haverá cada vez menos patetas a apontar o dedo. Acreditem no que vos digo: não há nada melhor para uma criança do que uma casa onde há amor e estabilidade. Uma instituição, por melhor que seja, não é o lugar ideal. O lugar ideal é a família. E as famílias não são todas iguais. Senão era uma chatice do caraças.

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