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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Carnaval (ainda)

Há uma imagem que não me sai da cabeça. Ontem, quando fui levar o disfarce de indiana à Madalena, estava um menino vestido de fato-de-treino com as mãos coladas ao vidro, enquanto atrás dele havia um verdadeiro arraial de mascarados. Ele tinha uma expressão entre o apavorado, o triste, e o perdido. Eu passei, aparentemente sem dar muita importância à coisa, mas aquele olhar perseguiu-me o resto do dia (e até hoje).
Não sei a sua história. A Mada contou que havia um menino da sala dela, por exemplo, que não foi mascarado porque tem medo de se mascarar (não deixa de ser interessante, o medo do não reconhecimento do eu). Também sei que há pais que odeiam mais o Carnaval do que eu e que decididamente optam por não mascarar os filhos - mas isso faz-me alguma confusão, tenho de confessar. Como se sentirá um miúdo vestido "à civil" quando todos os outros encarnam personagens? Como se sentirá vendo os amigos com fatos tão giros (que os há), podendo fazer de conta que são cavaleiros, dragões, princesas, heróis, e eles ali tão cingidos à sua normalidade?
Hoje foi a vez do Martim se transvestir. Disto, que é uma mistura de Punk, dread, rebelde, coiso. Sim, é todos os anos a mesma coisa, porque o Martim é aquele que não gosta de mudanças.

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