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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Bootcoiso

Fui. Parecia os cães à entrada do veterinário, quando começam a travar com as patas. O meu corpo implorava-me baixinho: não váaaas, não váaaaaaaaaaaas, por favor não váaaaaaaaaaaaaaaas! Fiz-me de surda umas quantas vezes mas às tantas dei-lhe um grito (sim, ao meu corpo, temos uma relação muito próxima): ó-meu-calão-do-catano! Estás a abanar como gelatina, aumentaste como um milho oleado no microondas e ainda queres sossego? Vai mas é pró diabo que te carregue (e fiz figas, que isto nunca se sabe, e goste dele ou não sempre é o meu corpo, o único que tenho).
Os meus companheiros fizeram uma festa quando me viram e o Zé Pedro até garantiu que se não aparecesse ia convencer os outros a irem buscar-me a casa. Era um pouco embaraçoso, lá isso era. Mas julgo que seria eficaz.
O instrutor, para mim, era novo. Parece que começou em Outubro ou Novembro mas eu nunca o vi mais feroz. Chama-se Bruno mas bem podia substituir-se o «n» por um «t» que a coisa batia certa na mesma. Brincadeirinha. Ele até fechou os olhos a muita ronha que eu fiz. E fiz. Porque amanhã tenho várias entrevistas e não posso dar-me ao luxo de ficar na cama, paralisada, de termómetro na boca e «ais» a saírem da boca para fora a cada 2 minutos. Poupei-me. Dentro do género que é possível uma alminha poupar-se neste tipo de treino.
Ainda assim, chegada a casa já tive alguma dificuldade em segurar no chuveiro, e outro tanto trabalho a levar a colher da sopa à boca. Quando fui dar o beijo de boas noites aos meus rapazes gemi duas vezes para baixar e outras duas para levantar. E agora estou aqui pousada no sofá, mais pesada que nunca, e duvido que tenha forças para me erguer e caminhar até ao meu quarto, lá do outro lado da casa.
Por isso, amanhã se eu não escrever aqui no blogue não se surpreendam. Estarei naquela forma sub-humana a que a primeira sessão de Bootcamp me remete. Serei uma pequena minhoca. Uma lesma. Uma larva. E é sabido que as larvas não escrevem em blogues.

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