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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Blackberry: uma vénia

É oficial. O Blackberry é o melhor telemóvel do mundo. O meu filho Manel herdou o meu este ano e, este fim-de-semana, num mergulho entusiasmado para a piscina, aquela «besta» (foi ele próprio que se intitulou assim) esqueceu-se de o tirar do bolso dos calções. Depois desse santo mergulho, o rapaz não deu logo conta da asneira. Só percebeu que tinha os óculos postos porque, quando veio à tona, viu a vida toda pingada. «Ah, espera, tenho os óculos, grande barraca». Saiu da piscina, tirou os óculos, e mergulhou de novo. Só daí a pouco é que o vi nadar a alta velocidade para a escada, sair com um ar aterrorizado, levar a mão ao bolso e tirar de lá o meu ex-telemóvel, agora seu. Fiz aquela cara que as mães fazem nestas circunstâncias, um misto de condenação e pena, abanando a cabeça e enrugando o nariz como se estivesse agoniada, e dei logo ali a minha extrema unção ao dito cujo, pobrezinho, paz à sua alma, já foste. O pai, pessoa de bastante mais fé do que eu, acreditou. Pôs o miúdo a secar o telemóvel comatoso com o secador do quarto, deixou-o dois dias na varanda. Hoje, pai e filho foram liga-lo. Eu, da cozinha, ia rosnando um «deve ser deve, claro, liguem-no, querem um desfibrilhador, também?» E, afinal, não é que o bicho sobreviveu? Sem sequelas? Nem uma gota de água a lixar a placa gráfica, nem uma humidadezinha, nem uma tecla sem funcionar? Grande telemóvel, pá! E que sorte do caraças a do maluco mergulhador, porque já lhe tínhamos garantido que não teria direito a mais nenhum este ano.

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