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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Amola...dor!

Isto tem sido uma saga.
Aqui no meu bairro vinha um amolador. Eu até cheguei a entrevistá-lo para a Antena 1.
Agora que preciso dele, sumiu.
Ando à procura de um amolador há mais de uma semana.
Toda a gente me diz: «Ah, costuma passar um à minha porta».
Obrigadinha.
À minha também, mas cadê?
Fiz pedidos e apelos. Aqui e no facebook e em emails para amigos.
Só faltou um anúncio de jornal.
Andei a pesquisar na net.
Liguei para dezenas de números.
Nada.
Este fim-de-semana, uma prima apanhou um, na rua, e ficou tipo cão de fila, agarrada aos calcanhares do homem até eu chegar.
Fui a correr desenfreada, de tal modo que quando cheguei estive uns 3 minutos ofegante, quase sem conseguir falar.
Quando falei, o homem exclamou: «Entrevista? Não, não! Nada! Estou reformado e depois vêem a minha fotografia no jornal e tiram-me a reforma.»
Insisti. Que não ia acontecer isso. Que não tinha mal. Que as finanças não iam atrás das fotografias do jornal, cruzes credo, nem tanto ao mar nem tanto à terra.
Não quis, peremptório. «Não me leve a mal mas não.»
Ontem, uma leitora saltou para cima de outro. Pediu-lhe o número do telemóvel. E ele deu. Enviou-mo, toda contente. E contente fiquei eu.
Oh, alegria, oh esperança, oh finalmente.
Liguei-lhe.
«Se quer entrevista tem de pagar!»

...
E, de repente, entrevistar um amolador pode tornar-se uma mula de uma dor. Tanta gente difícil que eu já catei, tanta história macaca que eu já saquei. E agora, aos quase 40 anos, 17 de profissão, eis que me esbarro num amolador, ou na ausência dele, como se fosse agulha em palheiro, botão em retrosaria, pena em galinheiro.
Ele há coisas do arco da velha.
Se vislumbrarem um espécime destes, peçam-lhe o contacto, por favor. Mas vão com cuidado. É gente esquiva como as enguias.

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