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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Ainda, as crianças

A crise parece trazer consigo mais casos de separações e divórcios. Os jornais dizem que há efectivamente um aumento, não sei, não vi os dados, mas a verdade é que, perto de nós, temos conhecido uns casos e ouvido falar de outros tantos. De repente, parece que está tudo doido. Casais que pareciam tão bem (como se os casais fossem parecer mal no meio da rua), casais onde parecia reinar a harmonia (como se a desarmonia fosse dar-se assim, aos olhos de qualquer um), gente que aparentava ser feliz (como se entre aquilo que se aparenta e aquilo que efectivamente é não existisse, por vezes, um milhar de quilómetros de distância). Já diz o ditado: quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro.
Os miúdos também vão ouvindo as histórias de divórcio e é assim que temos cá por casa um Martim mais sensível, muito mais amoroso, que até dá beijos e até se deixa beijar, que se aninha e pede mimos, coisa muito pouco habitual nele. Ontem, eu e o pai tivemos uma ligeira troca de palavras, mais tortas do que é costume, e de repente vimos os olhos dele muito fixos em nós. «Vocês... vocês... vocês estão a discutir?» Não estávamos. Não chegou a ser uma discussão. Podia ter sido (que também as temos), mas não foi. Mas ele, que anda de cristal com tudo isto, há-de ter pensado «queres ver que agora são estes?» A verdade é que todas as notícias que a crise traz por arrasto também mexem com as crianças, que vão ouvindo aqui e ali e que misturam tudo, numa espécie de Bimby da ingenuidade. O resultado há-de ser um bolo estapafúrdio que é, na verdade, o que tudo isto parece. 

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