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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Pedrógão

Não há muito a dizer. Não mais do que tudo o que já se tem dito. Só lamentar. Lamentar profundamente. As imagens do incêndio doem-me, as imagens da já conhecida como estrada da morte creio que me perseguirão durante muito tempo. Até imaginar faz mal. Um beco sem saída. Um inferno. As histórias que começam a partilhar-se são todas tão medonhas que preferia não as conhecer. A nossa vulnerabilidade é total. E achamo-nos tantas vezes invencíveis. 

Toda a força para quem perdeu familiares, amigos, património, vidas inteiras. 

E um profundo respeito pelos nossos bombeiros, heróis esquecidos o ano inteiro. 

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Foto tirada pelo drone da Tomar TV

 

Concerto Solidário

A Sons em Trânsito chegou-se à frente e desafiou a MEO Arena, algumas empresas parceiras e muitos dos principais artistas nacionais a fazerem um concerto solidário. Não obteve uma única resposta negativa, para além daqueles que, infelizmente, não dispunham de agenda. Assim, no dia 27 de Junho haverá um concerto com mais de 20 artistas e transmitido em directo pela RTP, que também se associou imediatamente. Ninguém vai ganhar um tostão com isto e todas as receitas obtidas reverterão para o apoio às vítimas e à reconstrução das áreas afectadas. Agora é preciso encher a MEO Arena.

 

Obrigada, Sons em Trânsito! 

Passatempo Monte da Cabeça Gorda

E o que é que Cocó tem hoje para vos oferecer, o que é?

Um fim-de-semana (2 noites) no Monte da Cabeça Gorda (Alcáçovas, Évora), para uma família de 4 pessoas, em unidade T1, válido até ao fim de Junho ou a partir de 5 de Setembro até dia 19 de Dezembro de 2017.

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Para se candidatarem só têm de preencher o formulário que está em baixo e fazerem like na página de Facebook do Monte da Cabeça Gorda (AQUI)

Têm até terça-feira, dia 20 de Junho! O vencedor será encontrado via Random.

Boa sorteeeeee!

 

 

Livros que nos mudam

Ontem à noite o meu filho Martim apareceu na sala, depois de ter estado na cama um bocado a ler. Vinha com ar de quem tinha estado a pensar e disse:

- O Afonso Cruz escreve de uma maneira diferente. É diferente de tudo o que já li.

Eu sorri.

- Diferente para bom ou diferente para mau?

- Para bom. É incrível. Tem cá uma imaginação! E a maneira de escrever... a maneira como conta... é mesmo diferente.

E saiu da sala, pensativo.

 

(O Martim está a ler "Os Livros que Devoraram o Meu Pai", de Afonso Cruz, e ainda estou a ver se o convenço a ir comigo à Fnac, no dia 23, para participar na nossa tertúlia)

Incêndio

As imagens terríficas do incêndio em Londres fazem-me pensar em como, de facto, teria dificuldade em viver num andar alto (e vivi toda a minha vida até casar num 6º andar). Gosto de viver no rés-do-chão, de ter um terraço que é um prolongamento da casa (onde fazemos refeições, festas, onde lemos, jogamos à bola, andamos de baloiço), de ter várias janelas com acesso directo à rua e - ainda melhor - a ruas diferentes (porque tem duas frentes). Sim, estou mais vulnerável a assaltos, talvez. E a tsunamis. Mas a ideia de ter filhos pequenos em andares altos, com janelas para o precipício, e só a remota possibilidade de ficarmos encurralados em caso de incêndio... epá... esqueçam lá a vista e o catano. Se quiser ver as vistas vou a um miradouro. Por mim, rés-do-chão está impecável. 

(aquelas imagens da torre feita tocha gigantesca... aquilo, mais agora as histórias das mães que atiraram os filhos das janelas para os tentarem salvar, dá cabo de mim)

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E para onde é que a miudagem vai em breve?

E lá irão os meus filhos, mais uma vez, para o Sniper, um Campo de Férias absolutamente fantástico e que faz a criança e adolescente que eu fui ter uma inveja maluca das crianças e adolescentes que os meus filhos são. Nunca fui para um campo de férias e, de cada vez que oiço os relatos deles (e depois vejo as fotos), fico cheia de pena. Bom, provavelmente também não havia, na altura, sítios tão giros como este, mas pronto. Fico com tanta pena que qualquer dia fico lá também a passar uma semana (sim, a minha idade mental também não está assim tãoooo distante da deles). 

Este ano, vão com eles mais 7 ou 8 amigos (entre colegas de escola, vizinhos, e filhos de amigos). Ou seja: tem tudo para ser ainda mais espectacular. 

E o que se faz nestes campos de férias?, perguntam vocês. Imensa coisa (respirar fundo para ganhar fôlego): Paintball, Rappel, Escalada, Escalada Nocturna, Slide, Slide Nocturno, Bubble Football, Arrow Tag, baptismo a cavalo, jogos de piscina, Jantar com Quizz, Caminhada, Simulação de salto de paraquedas, Pontes de Cordas, Tiro com Arco, Karaoke, Incursão Nocturna por uma gruta, Acampamento, Matraquilhos Humanos, Orientação Nocturna, entre outras coisas que não me esteja agora a lembrar.

Além disto, o Nuno Sousa, mentor, criador e orientador deste campo de férias é uma pessoa com um talento especial para lidar com miúdos e adolescentes. Tem olho para ver os que estão a passar por momentos complicados, tem conversas com eles que os ajudam a reorganizar-se, além de lhes passar valores que, por vezes, nós pais nos cansamos de tentar passar mas, como vêm de nós, entram-lhes a 100 e saem a 2000. Não me canso de repetir (e não, não é publicidade, até porque acho que eles já nem precisam disso): houve um ano em que o Manel estava a passar por uma fase do armário bastante exigente e foi depois de uma conversa que teve com o Nuno que mudou a sua atitude, melhorando substancialmente a vida de todos. 

Sou oficialmente a fã número 1 destes senhores. Quer do Campo de Férias, quer da Academia de Sobrevivência (que acontece de fim-de-semana sim, fim-de-semana não, durante todo o ano). 

Se não souberem onde deixar as vossas adoráveis criancinhas... esta é definitivamente a minha sugestão. Ah, e mesmo que tenham filhos mais sossegados, com medo de aventuras, alturas, escuro, e dormir fora de casa... esqueçam! Passa-lhes tudo! No final, quando os forem buscar, vão ter imensa vontade de lá continuar.

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www.sniper.pt

Santos

Vamos todos os anos para a Madragoa com o mesmo grupo de amigos. Há anos. Desta vez, porém, encontrámos um arraial incrível, no Largo Agostinho da Silva, mesmo ao pé da Praça das Flores. A nossa amiga Sónia (ex-gerente do Pão de Canela) tem aí um restaurante, Largo ao Tacho, e organizou um arraial fantástico. Fomos lá no sábado à noite com os miúdos e ficámos logo com a certeza de que era para ali que queríamos ir na noite de Santo António. E assim foi. Mesa para 12, sardinhas, febras, chouriço, e muita sangria. Depois, o bailarico. Os miúdos mais crescidos foram ter com os amigos para Santos e para o Chiado, nós ficámos a cantar e a dançar os clássicos dos arraiais. 

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A caminho da rambóia 

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Entretanto, eu e duas amigas sabíamos que tínhamos uma foto as três nos santos de há 4 anos. Decidimos repetir, numa espécie de "Veja as diferenças". E não é que estamos na mesma??? 😂😂😂

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Há 4 anos 

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O treino de hoje

Foi fenomenal. Fenomenal mesmo no sentido de fenómeno. Aquilo que ali aconteceu foi um fenómeno do Entroncamento. Acho que foi o treino mais duro de sempre. 

Então, senhor doutor mister Pedro Almeida decidiu que era "giro" (palavra que, sempre que é aplicada por ele, quer dizer "uma ideia demoníaca, não se metam nisso") levarmos a bicicleta e os rolos para o jardim onde costumamos treinar. Nós, que somos um bocado parvos, dissemos que sim. Vai daí que o treino consistiu na seguinte graça: enquanto um fazia 5 minutos de bicicleta, o outro saltava à corda, ou fazia abdominais, ou dava uma volta ao quarteirão a correr, ou saltava por cima de uns pinos estúpidos, ou fazia lounges, ou fazia séries de sprints numa rampa com a inclinação do Kilimanjaro. Alternadamente. Agora vais tu sofrer na bicla enquanto o outro idiota salta como um coelho durante 5 minutos, agora vais tu correr que nem um demente enquanto o outro pedala energicamente durante 5 minutos.

Muito "giro", sim senhor.

Deixo uma pequena amostra do sofrimento por que passámos entre as 13h e as 14h.

Obrigada, Pedro Almeida. Odeio-te um bocadinho mas sei que isto é tudo para nosso bem. Amanhã já passou (ou então não, que amanhã há mais).

Este filme fez-me ver que eu tenho uma forma esquisita de sprintar. Parece que me vou desconjuntar... 

(ah, e o gemido no final também é do best)

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