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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Storyline

Storyline é uma ideia de 3 amigas. Duas arquitectas que vivem para criar espaços bonitos e uma designer que adora dar vida às ideias através de bonecos (uma delas andou comigo na escola). Basicamente, a Storyline adapta histórias tradicionais e coloca-a numa linha, para pendurar na parede. 
Cá a casa chegaram duas caixinhas. Lá dentro, cartões, fio de pasteleiro e molas pequeninas. Numa das caixas a história é dos Três Porquinhos e tem a cara do Mateus. Na outra caixa a história é do Capuchinho Vermelho e vinha a capuchinha com a fotografia da Madalena. Um amor! Dizia o cartão que eles podiam pendurar a história no quarto pela ordem em que estava ou então trocá-la toda: "Fazer do lenhador o mau da fita? A avózinha uma fiteira? O lobo um animalzinho em dieta e como tal, com algum geniozinho?"

Achei a ideia apetitosa. E as histórias já estão penduradas. Para já estão com uma determinada ordem mas a graça é também podermos mudá-la quando nos apetecer (com as molas todas as trocas são possíveis).

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 Podem ver mais AQUI

 

(Quase) Toda uma Vida: Frei Bento Domingues

Foi ontem, no Pequeno Auditório do CCB. Chegámos um bocadinho atrasados e, à porta, o funcionário diz o que eu não esperava:

- Desculpe, mas já não há lugares.

- Como??

- Já não tenho mais lugares disponíveis.

- Para a entrevista da Anabela Mota Ribeiro ao Frei Bento Domingues? - perguntei com tom embaraçosamente incrédulo.

- Sim.

 

Abri a boca de espanto. Não é que a Anabela não seja fascinante nas perguntas (se é!) e que os seus entrevistados não sejam sempre interessantíssimos (se são!). Mas não é costume, infelizmente, uma sala esgotar em Portugal para um programa destes. Sorri, orgulhosa, e já estava a gerir interiormente a desilusão quando aparece uma senhora a dizer que ainda havia lugares para as laterais, se nós queríamos. Claro que queremos!!!! 

E que maravilha. Que deslumbre. Frei Bento Domingues, 82 anos, apresenta uma vida inteira em cada resposta, pelo que compreendi ontem que já viveu pelo menos umas trinta ou quarenta vidas inteiras. Nunca respondeu a uma questão sem contar uma história daquelas que agarram os interlocutores mais empedernidos e os comovem ou divertem ou ensinam. A forma que tem de falar da religião é totalmente livre, desempoeirada, quase subversiva (seguramente que para muitos será absolutamente subversiva).

Uma delícia ouvi-lo falar da sua infância: "A natureza da minha terra era esplendorosa [nasceu no Minho]. Mas era assustadora também. Só se falava em inferno, castigo, medo. A minha avó era especialista nisso." E, mais adiante, de novo. Quando Anabela lhe pergunta se pensa na morte, responde: "Claro! Mas quando era novo pensava muito mais!" Anabela surpreende-se e ele explica: "Estavam sempre a repetir: se morres em pecado mortal vais para o Inferno. Ora, uma pessoa sabia lá se estava ou se não estava! A catequese era um susto e dava-me muitos problemas. Tinha muito em que pensar. Diziam que os inimigos da alma eram o mundo, o demónio e a carne. O mundo? Bom, eu não o conhecia mas era tão bonita a minha terra... o demónio, tudo bem, percebia, era feio e chifrudo. A carne? O mal era ser pouca!"

Foram muitas as gargalhadas que fez a audiência dar. Como quando disse, a propósito de certos fundamentalismos: "Um Deus que manda matar??? Que se mate ele!"

Gostei de lhe sentir as dúvidas, a abertura total para a incerteza, para o questionamento, para o fim da infalibilidade. Sobre Fátima e o comércio adjacente e a promiscuidade entre credo e negócio, preferiu a ternura, definida numa frase belíssima que não vou mais esquecer: "Fátima é o cais de Portugal. É onde as pessoas se vão despedir dos que amaram e partiram, onde se vão despedir de pessoas e coisas que perderam. É onde vão chorar em conjunto as suas dores. É uma simbolologia, uma representação. Agora se Nossa Senhora apareceu aos pastorinhos ou não! Sei lá eu! Provavelmente sim, como aparece a tanta gente, até a mim. É preciso é estar atento. Somos demasiado desatentos de nós, da nossa vida, do nosso interior! E demasiado desatentos dos outros. Espero que Deus tenha muita capacidade de rir de tanta asneira que fazemos!"

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No próximo dia 5 de Fevereiro, às 17h, há mais (Quase) Toda uma Vida no CCB. E eu estou lá batida (logo às 16h, por causa das tosses).

 

Qualidades de uma casa pelos olhos de uma criança

Levamos os miúdos a verem uma casa que nos pôs a balançar.

Eles entram e andam a correr por todo o lado durante toda a visita.

Saem suados e a arfar. Quando chegamos ao carro, perguntamos:

- Então, o que acharam da casa?

Responde a Mada:

- Adorei. É tão grande que dá para fazer várias actividades.

- Várias actividades?

- Sim! Correr, jogar à apanhada, jogar às escondidas...

 

😂

Este domingo...

... vou estar na Feira do Bebé do Continente de Oeiras entre as 11h e as 12h, para falar da nova geração de fraldas Dodot, ideal para uma nova geração de pais muito mais atentos às necessidades dos seus filhos, muito mais envolvidos nesta tarefa de cuidar. Fraldas com tubos ultra-absorventes que distribuem a humidade de forma uniforme, evitando que a fralda descaia como outras. Estive há uns tempos com um dos especialistas envolvidos na criação desta tecnologia e fiz a experiência de entornar o mesmo líquido para dentro de uma destas fraldas e para outra... e a diferença foi bru-tal! As outras ficavam ao pendurão, a fazer o efeito "abelhinha", e estas ficavam todas bem acomodadas no rabinho do bebé. De resto, não há fralda que suporte os maxi-chichis do Mateus durante a noite como esta.

Venham ter comigo, no domingo ao Continente de Oeiras. Entre as 11h e o meio-dia!

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post escrito em parceria com a Dodot

 

 

 

Acredita Portugal

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Estão mesmo a terminar as candidaturas a mais um concurso da Acredita Portugal.

Este concurso tem como objetivo premiar os melhores projetos e ajudar todos os portugueses a desenvolver as suas ideias empreendedoras. Não interessa se os candidatos têm ou não formação prévia em empreendedorismo. Podem candidatar-se todos os que já têm uma ideia de negócio mas não fazem ideia de como a levar à prática ou os que já arrancaram com a ideia mas que gostavam de ter o feedback e o apoio de especialistas para avançar.

Há muitos prémios para distribuir mas o principal é o apoio para a concretização do negócio que sonharam ter.

Lembro-me da primeira vez que entrevistei o mentor desta ideia (José Miguel Queimado) e do quão fascinada fiquei com todo o projecto. Foi há muitos anos e, desde então, eles têm apoiado tanta gente a realizar os seus sonhos!

Inscrevam-se AQUI.

Avaliação biomecânica da corrida

No outro dia fui convidada para ir a um programa de televisão falar da minha lesão, a pretexto do lançamento do livro "Corre sem lesões" do conhecido fisioterapeuta Ernesto Ferreira. Nos bastidores, ele perguntou-me como tinha sido a lesão, eu expliquei, e vai daí ele diz aquilo que eu mais temia: que talvez não tenha sido uma torção, como sugeriu o médico que me operou, mas talvez tenham sido várias micro-lesões no menisco, originadas por má postura na corrida, a causar a ruptura total que me levou à cirurgia. E foi então que ele me sugeriu que fosse ao seu gabinete (GFD) para fazer uma avaliação biomecânica da corrida. Lá fui.

É muito interessante, aquilo. Põem a pessoa a correr numa passadeira, com os seus ténis habituais, filmada de lado e de costas. Tudo ligado a um computador que vai mostrando gráficos e números e percentagens. A seguir corremos descalços. Fazemos alguns testes físicos, para despistar debilidades ao nível dos glúteos ou das ancas, e por fim analisamos os resultados.

Ora então, o que se concluiu?

1 - Que eu não corro. Faço marcha. Oi? Pois é. Um dos ítens avaliados é o "voo" - o tempo em que vamos no ar, depois de feito o impulso para correr. Eu... não tenho. Não voo. Ao nível das aves serei uma galinha, não um condor. É lamentável.

2 - Está explicado por que caio tanto. "Costuma cair?" Sim! Pois, claro. Mal levanta os pés do chão. (é o chamado voo rasteiro)

3 - Aterro de calcanhar. Este é um dos principais erros cometidos por quem corre. Ao pousar o pé no chão, pousamos de calcanhar e não com o terço anterior do pé, que é o correcto. Qual é o problema disto? Pode causar lesões, sobretudo ao nível do calcanhar de aquiles, da anca e... pois: dos joelhos.

 

Ou seja, naquela avaliação percebi que o modo como corro (ou devo dizer marcho?) não só me faz tropeçar com enorme facilidade (convém levantar os pés) como não me permite atingir grandes velocidades (já me tinha perguntado porquê mas realmente se só marcho...) como ainda me pode provocar lesões como a que tive há quase um ano e que obrigou a cirurgia e a uma paragem de que ainda hoje estou a tentar recuperar (não da lesão mas da preguiça que se instalou).

No GFD existem aulas para aprender a correr como deve ser. Uma pessoa acha que isto é só mexer as pernas e já está mas, pelos vistos, tem mais que se lhe diga. Na altura recebi logo umas dicas e, depois de as aprender, fizemos novo teste. Foi impressionante: já conseguia "voar", já levantava as pernas, já corria e não marchava. E foram apenas uns minutos de dicas... Ainda não sei se vou meter-me nisto das aulas, mas foi muito interessante perceber os erros e que existe solução. Já ando a tentar correr "em pontas" mas é muuuuuuito difícil. E dá cá umas dores nos gémeos que nem vos passa pela cabeça!

Se quiserem saber mais, é só ir aqui: www.gfd.pt  (o Ernesto é conceituadíssimo, diz que sabe mais do corpinho dos atletas a dormir que nós todos juntos acordados)

Queridos, vou mudar de escritório #7

O título já está desactualizado, claro, já mudámos há muito, somos felizes juntas, trabalhamos cada uma nas suas coisas ou em projectos comuns, tudo no Chiado que é o bairro mais bonito de Lisboa.

O The Woffice ficou lindo, as obras correram muito bem e a decoração está um mimo. Quando à artilharia pesada para podermos trabalhar (leia-se computadores, impressora mas também frigorífico, microondas e ar condicionado) contámos com a parceria da Worten, que foi assim para cima de espectacular. Serviço prático e eficiente do Click & Collect: a pessoa faz a encomenda online e depois vai levantar tudo à loja sem custos adicionais (ou manda entregar onde pretende). Querem ver como foi? Pronto, mesmo que não queiram eu mostro. 

 

 

 

Joan Miró

Fui hoje ver a exposição de Miró, patente no Museu de Serralves.

O surrealismo não é a minha praia, confesso. Sinto-me sempre como boi mirando palácio, e nem é tanto pelo nível de abstracção e desconstrução, é mais porque é um tipo de movimento que, em geral, não produz aquele efeito em mim que outro tipo de corrente produz, a ponto de me comover ou de me causar repulsa ou de me deixar com vontade de trazer para casa para poder continuar a contemplar. O surrealismo simplesmente não me abana, não mexe comigo, não tem outro efeito em mim que não o de alguma indiferença. Ainda assim, não gosto de perder uma boa exposição, e esta termina já a 28 de Janeiro. Gosto de me desafiar, de me testar, até porque os anos permitem-nos apreciar coisas que antes não apreciávamos. Gostei de ir. Apesar da incompreensão ter permanecido, creio que houve algumas obras que me provocaram qualquer coisa, o que já não é mau.

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 E pronto. Serralves é Serralves. E este caminho é este caminho.

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A minha Patrícia, finalmente

Trabalhámos "juntas" sem nunca termos estado juntas. Ela era produtora do programa Pais & Filhos, que apresentei na TVI 24, era ela que ajudava na escolha dos nomes, que ligava às pessoas, que marcava tudo. Era o apoio que nunca tive, enquanto jornalista de jornais ou rádio. Nos jornais (e na rádio enquanto colaboradora) nunca tive essas mariquices de alguém que fizesse os contactos por mim e marcasse tudo. Sempre me acostumei ao "one woman show" e soube-me muito bem essa diferença, desta vez. Mas soube-me bem sobretudo porque era ela. Uma miúda esperta, desenrascada, com sentido de humor, super profissional. Os anos de vida e de profissão deram-me uma certa intolerância para gente que se leva muito a sério ou que tem peneiras a rodos ou - pior que tudo - que é incompetente e mole e que não só não ajuda como atrapalha. Ora, a Patrícia era o oposto de tudo isto. Era vivaça, alegre e despachada. Quando havia um problema solucionava-o; não ficava às voltas sobre si mesma, lastimando a "desgraça". Em suma, um deslumbramento.

Acontece que a Patrícia vivia e trabalhava no Porto. E eu em Lisboa. De maneira que o nosso contacto se fez sempre por email, por telefone, por mensagens várias. Mas criou-se entre nós uma empatia daquelas raras, imediatas, genuínas.

Hoje foi o dia de a conhecer, finalmente. Demos um abraço daqueles que - está provado cientificamente - fazem bem ao coração. Um à chegada e outro à partida, ou seja, hoje o meu coração recebeu uma dose suplementar de saúde. Almoçámos juntas, conversámos sobre as nossas coisas e, tenho para mim, que a vida nos pôs no mesmo caminho e hoje em particular no mesmo abraço por uma forte razão. Obrigada por isso, vida. 

 

 

Ah, sobre o programa Pais & Filhos, houve muita gente a perguntar se tinha acabado e eu nunca respondi porque não sabia (e não pelas razões maquiavélicas e secretas e dignas de um filme de conspirações que alguns chegaram aqui a apontar - há malta que devia cancelar os Netflix da vida, e parar com as séries, mesmo a sério). A TVI 24 dizia que queria uma segunda série, que sim, depois que talvez, quem sabe, se calhar não. Acho que agora já é seguro dizer, sem cometer um erro de julgamento ou uma injustificada precipitação, que o programa Pais & Filhos terminou.