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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Vencedores do passatempo Rhinomer

Eis os vencedores dos kits Rhinomer do último passatempo! Parabéns!!!!

 

Pedro Pinto Para o meu pequenino, escolho o que há de melhor, escolho Rhinomer baby, uma escolha com muito Amor, porque sei que narizinhos limpos, respiram muito melhor, e a saúde em primeiro, é algo a que dou muito valor!

 

Paula Teorgas O Inverno chegou em força e com ele as maleitas chatas. A ranhoca no nariz da minha filha é tanto, que mais parecem duas cascatas. Cocó, ajude-me, já estou a hiperventilar. O dinheirão gasto em lenços de papel, já tinha dado para comprar uma casa junto ao mar. Como mãe de quatro percebe-me bem, este Rhinomer Baby preciso mesmo de ganhar. Quero narizinhos limpos o tempo todo, para bons momentos em família desfrutar.

 

Marta Santos Acordar às 2h, às 4h e às 6h Por que o nariz está entupido É a coisa mais desesperante Que tenho nestas noites vivido! O Rhinomer Baby veio fazer magia, Deixa os Narizinhos limpos ao deitar As noites tornaram-se felizes e tranquilas E pude finalmente descansar!

Conta-me #6 (para maiores de 18)

O pior de tudo são as noites. É o costume, não é? Imagino que lhe digam sempre isto. É um daqueles clichés. Mas é. O pior são as noites. Os fins de dia e as noites. Limpo o pó, limpo todos os dias, é ponto assente, há sempre pó que se acumula. Endireito os livros, os bibelôs, parece que nunca estão no sítio certo. Mas as noites custam por causa do silêncio. Saber que nas outras casas há conversas, discussões, gargalhadas. E eu ali com aquele silêncio, sem ter alguém com quem comentar as notícias. Quer dizer, ter até tenho, que falo muito sozinha. Pronto, agora é que me interna de vez. Falo tanto sozinha. Se não o fizer, ao fim-de-semana em que não vejo ninguém, fico com medo que a voz se cole na garganta e deixe de sair na segunda, quando torno a precisar dela. De maneira que falo. Falo muito com a televisão: "Olha, o Marcelo, benza-o Deus, isto é que é um presidente"; "Olha mais um que se explodiu... isto era rebentá-los a todos, acabar com esta gente que nem gente é, a aterrorizar assim todo o mundo, não estamos seguros em lado nenhum". No outro dia, veja bem, dei por mim a dar as boas noites à Clara de Sousa. Até me lembrei da minha avó que Deus tem. Ela é que cumprimentava os locutores, porque achava que eles falavam para ela. É... somos assim uma família de gente doida. Eu bem digo que um dia destes me interna...

A verdade é que gostava de ter um homem com quem partilhar a vida. Nem sei bem como foi que aconteceu acabar assim sozinha. Nunca fui uma estampa mas, caramba, também não me acho assim um mono tão grande! Sou? Oh, diga a verdade... Nunca ia dizer se achasse, não é? Como é que fazia? Ah, sim, Marisa, tenho de ser sincero, é feia como a noite dos trovões, como é que esperava que alguém lhe pegasse? Ah ah ah. Já não lhe pagava a consulta hoje e nunca mais cá punha os pés! Mas agora fora de brincadeiras, vejo por aí com cada camafeu feliz de mão dada com alguém... e eu aqui sozinha. Saio de manhã para ir dar aulas, passo o dia com os miúdos, almoço com outros professores, durante algum tempo ainda procurava na sala de professores algum olhar, algum sinal de que podia ali nascer alguma coisa. Cheguei a fantasiar um clima com um colega, acreditei que ele olhava para mim da mesma maneira que eu olhava para ele. Chegava a casa e imaginava-nos juntos. Vai-se rir mas cheguei a pôr a mesa para dois. Com uma vela e tudo. Não foi uma vez nem duas. Foram muitas noites de mesa posta para dois. Ridícula. Depois, levantava a mesa, lavava a loiça, e a seguir fechava os olhos e chegava a sentir o calor da mão dele na minha, quando me enroscava no sofá a ver a novela. À noite, deitada, fingia que ele me tocava, que me queria, que me despia. Os meus dedos eram os dedos dele, entrava por mim como se não fosse eu, e quando atingia o auge do prazer, cansada, podia sentir a sua respiração ofegante, palavra de honra que sentia, o calor da sua respiração no meu pescoço, o corpo quente em cima do meu. A seguir invadia-me uma tristeza funda e abafava o choro na almofada, porque acordava do meu sonho e ali estava eu sozinha, como sempre.

Parei de fantasiar com ele quando começou a sair com uma colega nossa. Da primeira vez que os vi sairem da escola de mão dada pensei que o meu coração ia parar. Aquelas mãos eram as nossas. Aqueles risos deviam ser os nossos. Ele devia ser meu e eu dele. Os nossos corpos entendiam-se tão bem nos meus sonhos... Disparate. Eram só sonhos. Nada mais. Desde então não voltei a entregar-me a essas imaginações. São veneno. Mais vale assumir que é assim e assim será. Tenho 50 anos. Quem é que me vai pegar agora? Ainda se fosse divorciada, viúva... Mas solteira? Encalhada? Não. Ninguém me pegou até agora, não é agora que vão pegar. 

Vou-lhe contar uma coisa. Vai achar que sou perversa, uma tarada. Se calhar é mesmo desta que me interna. Tenho uma fantasia... oh, não conto. Tenho vergonha. Tenho tanta vergonha. Sim, eu sei. É para isso que cá estou, para contar estas coisas que me vão dentro e que o ajudam a ajudar-me. Mas vai achar que sou uma depravada e a crua verdade é que nada disto passa da minha cabeça para a realidade. Ok, eu conto, que se lixe. Imagino-me muitas vezes a entrar num táxi com uma saia e sem cuecas vestidas. E depois fantasio que abro as pernas e deixo o taxista ver-me, pelo espelho. A seguir, ele para o carro num ermo qualquer, abre a porta de trás e penetra-me com violência, uma violência que não é mais que um desejo animal. Pronto. Já contei. É a isto que cheguei. À vontade de ser tomada por um homem à bruta. Bati no fundo. No fundo da solidão mais funda.

Desculpe. Já lhe gastei quase os lenços todos de papel. 

Sim, já estou mais calma. Já passou. Tenho de agradecer a vida que tenho, deixar-me destes queixumes. Afinal, tenho saúde, tenho trabalho, tenho uma casinha para onde vou a seguir. Faço uma sopa de hortaliça, vejo os testes dos miúdos, levo a sopinha num tabuleiro para a sala, talvez beba um copo de vinho, e a seguir vejo a novela. O que é que quer? Gosto, pronto. Distrai-me. Depois deito-me, que amanhã o dia começa cedo. Durante o dia esqueço-me da solidão, porque estou rodeada de gente. O pior é à noite. Já tinha dito. Passo a vida a repetir-me, eu sei. Mas é que fora daqui tudo se repete também. Vá, não o maço mais. Até para a semana. 

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Edward Hopper 

Consultório #6

Então e como vamos de saídas a dois? Sim, sem a criança... Só a dois. Não vale a desculpa de que não têm com quem a deixar, caramba! A menos que estejam sozinhos no mundo, sem uma mãe, um pai, uma sogra, um sogro, uma irmã, uma cunhada, uma babysitter, uma prima, uma vizinha, um ÚNICO amigo... a menos que, pronto, tenham banido TODOS os seres vivos da vossa vida haverá alguém que não se importe de ficar com a vossa cria uma hora ou duas para que possam jantar a dois, ir ao cinema, beber um copo, dançar... Ah, e não vale dizerem "ah, ela/ele não fica com ninguém!" Tá bem, abelha. Ela ou ele fica com quem tiver de ficar. Pode estranhar no início mas depois acostuma-se! Não é como se a fossem abandonar! E também não vale dizerem "Não tenho dinheiro para saídas a dois!" Tenho a solução: levam a criança para casa de quem fique com ela, voltam para a vossa casinha, onde podem jantar a dois na sala do costume, uma salada de atum. Se acenderem uma vela, ligarem uma boa música... até o atum sabe a caviar!

Agora fora de brincadeiras... é importante não nos esquecermos de que somos em primeiro lugar pessoas. Depois, casais. E, por fim, pais. Não é por sermos pais que temos de esquecer tudo o resto. Acreditem no que vos digo: é bom para nós, é bom para eles, é bom para quem fica com eles. Não tem contra-indicações. Bom... podem nascer outras crianças a seguir. Mas isso também pode ser bom! 😉

No Consultório de hoje, o pediatra Paulo Oom defende as saídas a dois. Se não o fizerem por vocês, façam por eles!

 

A minha sweatshirt (linda) é da Happy Company. As calças da Zara. As botas não me lembro. 😬

Malas grandes

Já fui pior. Tempos houve em que não conseguia sequer andar com malas pequeninas. Não me cabia lá nada, que nervos, então e a maquilhagem, então e a carteira gigante, então e o telefone, então e um agasalho, uma garrafa de água, o molho de chaves (pareço o São Pedro), a agenda, um caderno, quiçá um computador?

Agora estou mais despojada, já consigo ser mais minimalista, mas continuo a ter um fraquinho por malas grandes. Como esta, da Lacoste. Que ainda por cima é reversível. Adorei-a na loja mas era amarela, ah e tal se calhar depois não dá com quase nada, mas depois a senhora explicou que virando do avesso era camel (ou bege ou creme ou cor de burro quando foge). Perfeito! Resta-me tentar ser uma senhora e não deixar canetas abertas em nenhum dos interiores manchando-o para todo o sempre, impedindo que esse interior venha um dia a ser promovido a exterior. 😂

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 Obrigada à Lacoste pela simpática oferta. 

Sismo...zinho

De repente, o meu telemóvel enche-se de mensagens a perguntar se mais alguém sentiu a terra a tremer.

Não senti nada.

Logo eu, que sinto sempre (mesmo quando não tremeu nada e só eu é que senti e juro a pés juntos que o Instituto do Mar e da Atmosfera ainda há-de vir confirmar - e não vem). 

Ligo a televisão num canal que aprecia estar em cima de tudo o que é potencial desgraça.

Choro a rir com a pivô (de quem gosto muito), a perguntar às pessoas o que estavam a fazer no momento em que sentiram o sismo e dou por mim a tremer (agora sim) com as possíveis respostas. "O que estava a fazer no momento do sismo, Adelina?", "O que estava a fazer no momento, José?" Uiiii, que perigo esta pergunta em directo. 

De seguida, perguntas em busca de danos: "Partiu-se alguma coisa aí em casa?" As respostas, sucessivas, a desanimar: "Não, não. Nada". 

Nada?

Nada.

"Nada caiu? Ninguém se magoou?"

Não, não.

Ah... Quanto tempo demorou?

Pouco.

Hummm.

 

Vidas lixadas. A minha solidariedade. 

São Gonçalinho

Já tínhamos ido a esta festa de Aveiro três vezes. A primeira foi há 4 anos. Eu estava há 2 anos a tentar engravidar, sem sucesso. A minha irmã garantiu que São Gonçalinho era santo para nos ouvir. Fomos lá, atirámos cavacas, pedimos ajuda ao santo. Eu faço o que sempre fiz: antes de fazer o pedido expliquei ao santo que não era crente, mas pronto, se ele me pudesse mesmo ouvir havia de compreender a minha descrença e, ainda assim, ter a generosidade de atender um pedido tão sentido. Achei a festa muito divertida, chorei a rir com as pessoas a saltarem por cima umas das outras para apanhar as cavacas que voavam da capela, nem queria acreditar na quantidade de camaroeiros e chapéus de chuva ao contrário prontos para recolher os bolos voadores. Subi ao cimo da capela, fechei os olhos, falei com o santo, atirei as cavacas. Um mês depois estava grávida. 

Um ano depois, voltei, para agradecer. Foi uma dessas alturas em que fiquei mais perto de acreditar em alguma coisa, que não nas simples coincidências da vida. O Mateus esteve mesmo para se chamar Gonçalo, não fosse dar-se o caso de os irmãos se terem oposto com veemência. Ficou Mateus, que também é santo, mas começa por M 😜.

Este ano tínhamos um pedido muito sério para fazer e, por isso, não podíamos não marcar presença. Não, não é outro filho, que já estamos bem servidos com quatro, obrigadinha. Combinámos com a minha irmã, que lá vive, e com outros dois casais, e acabou por ser um fim-de-semana mesmo bom.

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Flying Alice

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Cocó numas ruínas que vão dar lugar a um sítio bonito. Para memória futura.

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IMG_9997.JPGChovem cavacas!

 

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No dia a seguir, começámos por um passeio de moliceiro. Há várias empresas por ali. Quando passámos pela primeira, disseram-nos que era 10€ por adulto, 5€ por criança. Ora, como somos gente que procriou um bocado, aquela brincadeira ia ficar para cima de uma fortuna. Desistimos. Mas, mais adiante, o responsável por outra empresa começou a fazer descontos, a negociar (excelente vendedor, diga-se), e às tantas já estávamos todos dentro da embarcação. O guia também era um fixe e o capitão deixou todos os miúdos irem ao leme um bocado. A empresa chama-se Aveitour. Acho que vale a pena dizer o nome quando fomos tão bem tratados (e não, em momento algum proferi o nome do blogue, ou seja, foram impecáveis mesmo sem supor que podiam ganhar alguma coisa com isso).

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 Miudagem de BUGA, para a despedida!

 

 

Fim

Felizmente, a pessoa da família que sofria de forma dilacerante já não sofre mais.

Adormeceu hoje de manhã e terminou, assim, um castigo que não merecia suportar.

Obrigada pelos vossos comentários sobre a eutanásia. Foi bom perceber que há tanta gente com a mesma opinião que eu. E foi também bom perceber que também há outras opiniões, opostas, mas que a troca de ideias pode ser feita sem agressões e com civismo, mesmo quando são assuntos em que geralmente as posições tendem a extremar-se.

Espero que este início de ano, na sequência do final do anterior, não reflita o modo como o resto do ano vai decorrer. 

 

 

Casas onde a cocó não se importava de morar #95

Na semana passada pus aqui uma casa mas, afinal, mudei de ideias. Quero antes esta. É certo que é no Lumiar, zona que por acaso nem aprecio muito, mas pronto, nem tudo pode ser perfeito. E a casa merece. Até tem uma sala oval, caneco! E uma capela, para a minha beatinha.

São, ao todo, 988,10m2

 
Piso 2
1 Suite com closet 37m2 
1 Suite com closet 37,3m2
2 Quartos de apoio
 
Piso 1
Salão (39,7 m2) com wc social
2 Salas de jantar (uma delas com 45,2m2)
Cozinha equipada 
1 Quarto de apoio
Biblioteca/Escritório 35,5m2 
1 WC social 75m2
 
Piso 0
Sala de estar
1 Suite com closet 17,2m2 
1 Suite com closet  47,2m2 
2 Quartos
1 Quarto de apoio
1 WC completo 
1 WC social
Hall
Capela do séc. XX
 
Anexo 65m 
Cozinha equipada
1 Quarto
WC completo
Arrecadação 110m2
 
Jardim 1500m2
Terraços
Pé Direito Alto
Aquecimento central
Sala de Jogos 61m2
Videovigilância
3 Lugares de garagem 110m2
 
 

Está feito.

Ah, espera. Ainda tenho de arranjar 7 milhões e meio. É só tratar disso e mudo-me. 

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Mantinha

Sempre que via no trânsito uma mota daquelas com uma mantinha a tapar as pernas tinha pensamentos contraditórios:

- Bah! Que mariquice! Motard que é motard tem de rapar frio, chuva, calor, granizo, intempérie. É isso que faz de um motard um motard! Entregar o corpo aos elementos! Se é para estar de mantinha comprem um carro! Bah! Meninos!

Numa parte escondida do meu cérebro, o pensamento era outro:

- Hummmm... deve ir quentinho aquele fulano debaixo da manta... Não fica muito motard mas... lá quentinho deve ir. E se chover não se molha, enquanto que eu... vou ficar um pinto motociclista. 

Ontem fui com a mota à revisão. Quando a fui buscar, perguntei se tinham a dita cobertura para as pernas. Disseram que sim. Decidi desabafar os meus pensamentos: "Sempre achei isso um bocado parvo. Afinal, motard que se preze é rijo! Não tem cá mantas!" A funcionária, ela própria dona de uma mota, riu-se:

- Mas olhe que é cá um conforto...

Num impulso, decidi comprar. Montaram aquilo (que fica aparafusado à mota até o Inverno ir embora) e saí já devidamente tapada. Pronto, é verdade que pareço uma velhinha ao borralho. Perdi qualquer pinta que pudesse ter, quando por vezes montava de vestido e salto alto. Mas que se lixe. Começo oficialmente a entrar na idade em que o desejo de conforto se sobrepõe ao desejo de ter um look estiloso. De maneira que hoje lá saí de casa, de vestido, salto alto, e a minha mantinha pelas pernas. Aaaaaaaaaaaaaah, maravilha.

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Mada no seu melhor

A Mada tem 8 anos e ainda acredita no Pai Natal. 

Cá em casa, a coisa processa-se do seguinte modo: o Pai Natal chega à meia-noite para dar presentes às crianças, e os adultos (pais incluídos) também oferecem os seus presentes. Sei que em algumas casas se opta por dar ao Pai Natal todo o protagonismo, saindo os pais de cena (apesar de serem eles a escolher criteriosamente os presentes e a comprá-los). Sempre nos pareceu injusto e, por isso, mal nasceu o primeiro filho, decidimos que o Pai Natal dava um presente, nós dávamos outro, e todos contribuíamos para a felicidade da criançada.

Este ano, o Pai Natal trouxe à Mada uns Bayblades (uns piões modernos que ela pediu) e um livro.

Nós demos o nosso presente. E ela ficou muito satisfeita com o saldo da coisa.

No outro dia, porém, estava inquieta:

- Ó mãe, sabes uma coisa que me deixou muito surpreendida? O Pai Natal trouxe à Mariana tantos presentes, tantos presentes... Olha: uma bicicleta, uma trotineta, Legos, uma boneca... a sério que não percebi. Eu gostei dos meus presentes mas foram só dois! Pensei que oferecia mais ou menos a mesma quantidade a todos, e afinal não!

Ui.... O Pai Natal a perder a aura e a revelar-se um discriminador. 

Pensa, mulher, pensa, pensa rápidooooooo, como é que te sais desta airosamente, defendendo o pobre idoso das barbas, pensaaaaaa. Já sei!

- Sabes, querida, há casas em que os pais optam por não comprar presentes aos filhos no Natal. Como sabem que o Pai Natal vai trazer, explicam aos filhos que não vão comprar nada. Pode ser por várias razões: por acharem que já são brinquedos a mais, por razões financeiras, por falta de espaço para tanta coisa... enfim. E, nesses casos, o Pai Natal, sabendo dessa decisão, tenta compensar trazendo mais presentes para essas crianças. 

Disse isto torcendo para que ela não fosse perguntar à amiga se porventura os pais também lhe deram presente de Natal. Se ela disser que sim, estou oficialmente lixada. Para já, porém, a resposta convenceu, que eu bem a vi a assentir com a cabeça, no banco de trás do carro, como que a dizer "ok, faz sentido, é justo".

Uffffff! 😅

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