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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

A escola onde eu gostava de ter o meu filho

Chama-se Tutor T e o Mateus andou lá no ano passado. Este ano, por razões de logística e de mudanças, não será provavelmente a escola dele, e é precisamente por isso que posso agora dizer da escola o melhor possível. E não, não se trata de um post comercial. No ano passado já aqui tinha falado da escola porque fui convidada a conhecê-la e depois acabei por me apaixonar e inscrever o Mateus, antecipando a entrada dele para a escola, que estava prevista para mais tarde. Mas uma coisa é um post de uma paixão, sem conhecimento de causa, sem a experiência, sem a vivência. Outra coisa, totalmente diferente, é escrever tendo visto tudo o que vi, e sentido tudo o que senti.

1) Primeiro que tudo, senti que ele era feliz por lá. Mesmo feliz. E, cumprido este ponto, talvez nem fosse preciso acrescentar mais nada porque aos dois anos é tudo o que se pode desejar de uma escola. Era absolutamente tranquilizador vê-lo a pedir para ir para a escola (por vezes até ao sábado), a cantar e a rir. Claro que houve dias em que chorou quando nos separámos, mas percebi pelos relatos das educadoras que era mesmo só isso: angústia da separação.

2) A educadora e a auxiliar do Mateus eram muito dedicadas e atentas. Não conheço todas mas conheço algumas e acho que há por ali muito amor para distribuir pelas crianças. E muita criatividade (no final do ano, as salas são explosões de cor e de materiais de toda a espécie, nas paredes, suspensas no ar, no tecto, em todo o lado!)

3) Todos os dias, por volta das 17h, recebíamos um email com o relato do dia. O que tinham feito, que livro tinham lido, peripécias gerais e... fotos. Não imaginam como sabe bem, no meio de um dia às vezes ruim de trabalho receber aquele rebuçado. 

4) A escola não fecha nunca. Nem em Agosto. Quer dizer, claro que fecha ao fim-de-semana e ao feriado mas não há cá aquela coisa de fechar durante as várias férias escolares. E está aberta das 8h às 20h.

5) As salas são enormes (mesmo enormes) e cheias de janelas por onde entra muita luz. 

6) O número de crianças por sala é inferior ao estipulado por lei, porque a escola entende que menos é mais. Menos crianças faz toda a diferença na atenção que cada uma recebe. E isso... é ouro.

7) Na parte de cima da escola há um terraço enorme com baloiços e pneus e carrinhos, para onde as crianças vão mesmo no Inverno. Só o evitam se chover.

8) Nesse terraço há uma horta, onde cultivam vegetais. Semear, cuidar e colher são formas de aprender, de amar e de respeitar o que comemos.

9) A escola faz passeios com frequência às redondezas: à marina do Parque das Nações, aos baloiços, ao Oceanário...

10) No verão, houve dias de praia e houve dias de piscina. E foram ainda mais felizes.

 

E deve haver outras tantas coisas de que me estou a esquecer. 

Foi muito bom ter lá o Mateus e aconselho-a vivamente a todos os pais que vivam ou trabalhem no Parque das Nações. 

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Clube de Leitura

É já no dia 29 de Setembro, às 19h, na Fnac do Colombo, que vamos ter mais um encontro à volta dos livros.

Eu estou à vontadinha porque já li três livros: "O Retorno", de Dulce Maria Cardoso (que amei de paixão e ganhou de imediato o estatuto de um dos meus preferidos), já li "Mataram a Cotovia", de Harper Lee (que gostei muito), e "Escrito na Água", de Paula Hawkins (médio). Agora estou na fase de escolher o próximo. Mas ansiosa por mais um encontro!!!!!

Inscrevam-se por favor no formulário em baixo. Desta vez enviarei um email a todos os inscritos com a data e ameaças a quem não apareça. 😜

 

Entretanto, a Fnac deixa algumas sugestões de livros para quem esteja indeciso quanto ao livro a ler:

- Para fãs de policiais nórdicos, o novo livro da saga Millennium, que é lançado a 7 setembro: O Homem que Perseguia a Sua Sombra

- Para quem acompanhou de perto a tendência do Hygge, chegou a versão Sueca: A Arte Sueca para Uma Vida Equilibrada, de Linnea Dunne 

- Para quem procurar a qualidade comprovada de um livro premiado: A Estrada Subterrânea, de Colson Whitehead (vencedor do Pulitzer e nomeado ao Man Booker Prize - lançamento dia 6 setembro)

- Para quem procura uma literatura mais suave, mas igualmente inteligente: O Efeito Rosie, de Graeme Simsion  

- Para quem procura ler um livro em bom português: Os Cus de Judas, de António Lobo Antunes (o autor fez 75 anos no dia 1 de setembro)

 

 

 

Os meus filhos Youtubers 😍

Estiveram nem sei quanto tempo a fazer isto. Tiveram a ideia mal ouviram a música pela primeira vez, mas depois foram adiando, adiando, e por isso só conseguiram fazer agora, nas férias. O Manel trabalhou a letra, o Martim cantou (a fazer a parte de Rihanna). Depois, o Manel também participou na parte em que é Bryson Tiller a cantar. Filmaram, gravaram a voz "em estúdio" (fechados num quarto na casa do Algarve, obrigando toda a família a um silêncio conventual), repetiram. Não estava bem, ainda não estava bem, nunca estava bem. Um massacre. Já ouvi isto tantas e tantas vezes que já acordo a cantar. E já não consigo ouvir a versão original sem cantar esta. Adorei o resultado final. Queridos miúdos. Se gostarem... vão lá directamente ao canal de Youtube, subscrevam, partilhem. Eles iam adorar.

 

1/6 de Iron Woman

Foi ontem o Half IronMan de Cascais. Como vos disse, optei - há cerca de um mês e tal - por não fazer. O nível de treinos ia dar-me cabo das férias e nem ontem, ao ver aquela festa desportiva incrível, me arrependi. Fiquei cheia de vontade de o fazer mas não me arrependi nem um bocadinho de não ter feito este. Desta vez escutei-me bem e percebi que precisava deste tempo para mim, sem obrigações, ou melhor, sem mais obrigações do que as já são normais.

De qualquer modo, participei numa Estafeta (praticamente obrigada pelo Zé). Assim, fizemos o Half IronMan a três. Eu nadei os 1900 metros, o Zé pedalou 90km, o Ricardo correu 21km.

Foi muito giro. Fiz os 1900 metros em 40 minutos (o que me impressionou, confesso, porque não treinei) e, no conjunto, acabámosas três modalidades em 6h41m. Pelo meio, torcemos muito pelos nossos amigos a fazerem o Half completo. E ficámos em histeria quando vimos que a Vanessa Fernandes tinha ganho (tínhamos uma App que nos permitia ir acompanhando tudo quase em tempo real).

No final, a claque mais espectacular do mundo tinha surpresas: orelhinhas para a Iron Mouse Team, e até uma pinhata-Cocó carregada de doces. Esta equipa de torcedores é verdadeiramente impressionante. Obrigada, queridas pessoas!

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 Acabada de chegar da água e finalmente assumindo a condição de Orca 😂

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O Ricardo a terminar os 21km e a equipa reunida para cortar a meta 

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 Iron Mouse Team medalhada

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Foi um dia muito giro, sem dúvida. O Lourenço sagrou-se Half IronMan, e com toda a justiça porque se fartou de treinar e é um desportista empenhado e valente. O Francisco voltou a fazer aquilo com meia dúzia de treinos, o que prova que, se o bicho treinar, vai acabar a ser daqueles que faz um IronMan atrás do outro. Isto já para nem falar do Vasco e do Edu, que são de outro planeta qualquer.

 

Além dos agradecimentos aos meus amigos, que treinaram comigo até ter saído de cena, aos outros que estão sempre lá a bater palmas, quero agradecer ao Zé por praticamente me ter obrigado a participar nisto com a Estafeta. Não me apetecia nada mas afinal valeu muito a pena ter estado lá. E agradecer ao meu homem, que está sempre comigo independentemente de ir ou de não ir, de fazer ou não fazer. E à Catarina Portela Morais, que me emprestou a bicicleta para treinar e para a prova (mas afinal a pequenina ficou em casa). E à minha mãe, que ficou com as crianças o dia inteiro para os pais irem para mais uma aventura. E mandar um beijo do tamanho do mundo à Raquel, que não deve ter unhas porque ficou em casa a torcer por nós (felizmente imperou o bom senso), gravidíssima e com um pé partido. 

Love u all, guys!

Venha o próximo desafio! 

 

 

E agora sim, o regresso

O melhor das férias, destas férias pelo menos, foi a sensação de que os ponteiros do relógio pararam. Mais do que isso, na verdade. A sensação era a de que não havia ponteiros, não havia relógio, não havia tempo a passar. E isso dá para tudo. Para viver com vagar. Sem esta voracidade que não nos permite - tantas e tantas vezes - apreciar o mais simples disto tudo: um cheiro, um abraço, uma frase, um gesto, o sol a aquecer a pele, o frio da água a despertar-nos do torpor. 

Cheguei há dois dias e já disse à Madalena umas 20 vezes (sem exagero) que não, agora não posso brincar com ela. E são 5h da manhã de sábado e estou de novo de volta às insónias (algo que não me acometeu em férias). Tudo porque vejo os ponteiros do relógio passar e sinto que tenho tanto para fazer que o tempo não me chega. Porque quando as férias terminam há ponteiros, há relógio e o tempo que passa é implacável. E é uma merda. Não faz sentido. Só vivemos uma vez e cada vez mais acho que vivemos isto tudo ao contrário. 

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Half IronMan

Não cheguei a contar-vos mas acabei por desistir de participar do Half IronMan, que acontece já este domingo, em Cascais. Tudo começou muito bem, comigo acabadinha de sair do meu primeiro triatlo toda contente (Challenge Lisboa - 1500m a nadar, 45km de bicicleta e 10km a correr), a achar que afinal não tinha sido assim tão difícil e que queria continuar a nadar, pedalar e correr, desafiando-me ao mais alto nível. Tudo isto, claro, rodeada de gente chanfrada que mal termina um colosso já quer enfiar-se numa cena titânica, e assim, para aí um dia ou dois depois de terminado o Challenge Lisboa estava a inscrever-me no Half IronMan. Parvalhona do caraças. 

Bom, iniciei os treinos com ânimo, 60Km de bicicleta, mais 50km, com subidas demoníacas e tal. Mas faltava-me tempo para tudo. E disponibilidade (sobretudo essa, que conseguindo essa o resto vem por arrasto - acreditem). Comecei a imaginar as minhas férias com treinos diários intensíssimos e um regime alimentar cuidado, os meus dias a dois com o meu marido sem poder beber e obrigada a trabalhos forçados e... desmoralizei. Não me apeteceu. E fui-me convencendo de que não queria fazer realmente aquilo. E, devagarinho, fui informando o grupo de malucos das minhas intenções (digo devagarinho porque aquilo é gente incrivelmente persuasiva, não podem imaginar). E posso dizer-vos: foi a melhor decisão que podia ter tomado. Passei umas férias estupendas, sem fazer nada, nicles, niente. E foi tãoooooooo bom! 

Quando o Zé percebeu que eu estava mesmo dedicida a não ir, convenceu-me (sacana) a fazer uma estafeta. "Ao menos participas", "vá lá", "tu nadas tão bem, não vai custar nada", "vou-te inscrever e não se fala mais nisso", "não tens hipótese" e mimimimimimi. E pronto, mais ou menos enrolada, aceitei. Estupida do caraças. 

É certo que não treinei nada (só nadei no mar uma vez 750 metros e outra 1500 metros) mas agora estou a dois dias da prova e tenho a barriga às voltas. Basicamente, terei de nadar 1900 metros em Cascais, o Zé vai pedalar 90km e o Ricardo vai correr 21km. Acho que, entre todos, sou a que está melhor (leia-se: a que vai ter menos dores de cabeça porque nadar custa muuuuito menos que pedalar e correr). Mas mesmo assim, dispensava esta gracinha. 

Lá estarei, este domingo, a tentar não lixar a minha equipa, tão bem denominada "Iron Mice".🐭

 

 

De qualquer maneira, não sentindo uma pontinha de pena ou remorso por ter posto o corpinho fora do Half IronMan, acho que talvez volte a sentir vontade de me meter numa maluquice dessas. Ou voltar a uma maratona. Logo se vê. O importante é escutar o corpo e a alma. Perceber quando queremos mesmo pôr-nos à prova ou quanto estamos a forçar a barra. E, desta vez, foi sem dúvida a melhor decisão de todas (mas estarei a torcer por todos os meus amigos campeões).

We're back

Voltámos.

Há muito, muito tempo que não me sentia tão feliz por voltar a casa. Geralmente fico triste, a suspirar pelos cantos, relembrando os dias maravilhosos no sotavento algarvio, como se a vida por cá fosse ruim (e não é).

Poder-se-ia pensar que esta felicidade no regresso teria que ver com umas más férias, mas foi exactamente o contrário. Há muito tempo que não tinhas umas férias tão retemperadoras, tão boas, tão felizes. São sempre, na verdade, mas estas... estas tiveram algumas nuances que as tornaram mesmo especiais. Talvez justamente por isso, o regresso foi de alegria e não de angústia ou nostalgia. A máquina de lavar roupa já está a bombar, ainda há malas abertas no corredor, mas a alegria dos miúdos por chegarem à sua casa conseguiu ser quase comovente. Afinal, já não vinham a casa há quase 2 meses! O mais enternecedor foi o Mateus, que há quase 2 meses dorme numa cama de viagem (primeiro em casa da avó, depois em casa dos avós, depois no Algarve). Quando chegou à sua caminha, esticou as pernas, abraçou a almofada e sorriu de olhinhos fechados. Que amoooooor! 

 

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