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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Já estão fartos disto da comida saudável? Então façam o favor de não ler mais este post

Hoje de manhã decidi seguir o conselho da Joana Roque e fazer panquecas saudáveis. Quando ela pôs esse comentário no meu facebook pensei que seriam panquecas de aveia, que eu já experimentei e o Martim não apreciou. Não eram. Tinham apenas 3 ingredientes: banana, ovo e canela. Olhei para a minha cozinha: tinha bananas, tinha ovos, tinha canela. Perfeito! Pelo sim pelo não, juntei um niquinho de mel (mas foi mesmo só um cheirinho). O que sucedeu? Sucedeu o milagre de, com a receita mais fácil do mundo, ter feito um pequeno-almoço que agradou a todos.

Adoraria ter tirado fotos mas, quando olhei, tinham desaparecido. Um bom sinal, mas uma maçada para quem tem um blogue. 😂

 

Quanto ao anónimo que sugeriu que haveria, entre mim e a Joana, qualquer tipo de desentendimento... fica a clarificação. Não há. Sei que trocámos umas palavras no facebook, que o que ela escreveu na altura me irritou e me fez ir lá mostrar-lhe que não tinha gostado, mas juro pela saúde dos meus filhos (e eu não faço estas juras infantis de ânimo leve, apesar de saber que são infantis e parvas e que não produzem nenhum efeito, mas... que las hay las hay), dizia, juro pela saúde dos meus filhos que já não me recordo do que foi que nos pôs em discórdia. Não me lembro. A idade não perdoa, por um lado, e por outro, sinceramente, não perco tempo a guardar rancores ou incómodos com opiniões que são contrárias da minha. Fui educada em democracia (felizmente) e respeito muito isto de cada um poder ter a sua opinião e expressá-la. 

(caneco, mas agora que penso nisto, tenho de ir rever o que foi que nos opôs porque estou mesmo danada por não me lembrar).

 

Nota: entretanto a Joana disse que a receita dela leva 2 colheres de sopa de aveia triturada ou de farinha de linhaça. Vejam lá. Não li. E o que é mais giro? Não precisaram de farinha! Ficaram mesmo boas assim.

Cocó gourmet

Como já aqui disse várias vezes, nunca me dediquei às artes culinárias. Com excepção dos jantares com amigos cá em casa, em que até gosto de me esmerar (e regra geral nem me saio mal), nunca fui daquelas pessoas que se põe a seguir uma receita, ou com particular jeito para inventar. Seguir a receita parecia-me sempre redutor (que seca, estar aqui a obedecer a um guião), inventar obrigava a puxar muito pela cabeça e, à hora do jantar, a cabeça tem invariavelmente já pouco para dar.

Mas as queixas dos miúdos ("outra vez salmão no forno????") aliadas a uma vontade de introduzir uma alimentação um bocadinho mais saudável e diversificada fizeram-me pensar: vou ter de mudar isto. Vou fazer um esforço. Não, não vou ser fundamentalista. Cá em casa continuar-se-á a comer batatas fritas, cereais com chocolate e sumos, a questão é torná-lo a excepção e não a regra. O Ricardo juntou-se a esta iniciativa e estamos a tentar.

Nem de propósito, ontem recebi este livro cá em casa, uma oferta da Manuscrito.

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Comecei a folhear e, como a sopa tinha acabado e estava mesmo para ir às compras para fazer uma nova, detive-me numa receita de sopa. Para muitos de vocês será uma receita que já conhecem de ginjeira. Mas para mim foi como se ouvisse sinos, estrelinhas de fadas, harpas a tocar! "Isto deve ficar muito bom!", pensei. E lá fui às compras, com o livro atrás.

Bom, tenho a dizer que foi a melhor sopa que já fiz. Sabe a assado, a alecrim, a louro! Mais parece um molho do que uma sopa - e é muito saudável mesmo!

Juntei-lhe um ovo escalfado por pessoa, o que foi mais uma inovação na minha vida. Como nunca fui muito amante de ovos, NUNCA TINHA FEITO OVOS ESCALFADOS. Fui ler como se fazia, e ficou... sublime! Os miúdos adoraram (ok, o Martim nem por isso e a Madalena começou por dizer que sabia a pizza mas depois começou a ficar com ar de enjoada). Mas o Manel, o Mateus e o Ricardo não paravam de elogiar.

Além disso, o tempo em que ali estou, a preparar tudo, é como uma terapia. Em alguns momentos peço ajuda aos miúdos, outras vezes estou só eu e a minha poção mágica. E não é que estou a adorar?

Deixo-vos a receita mas, já agora, aconselho a compra deste livro, que tem imensas receitas que me parecem deliciosas e alcalinas (sim, porque além dos cuidados com o glúten, com os açúcares, com as gorduras, com as carnes, com os mercúrios dos peixes, também há a questão da alcalinidade, dos jejuns intermitentes, e do caneco. Não, em princípio não me tornarei uma papa-sementes, mas estou atenta a estas novas correntes e vou picando daqui e dali, no equilíbrio que me parecer possível.

 

Sopa de Tomate no Forno (sopa quente)

Ingredientes (nota: eu dupliquei as quantidades porque somos muitos - e mesmo assim quase não sobrou!)

6 tomates maduros

1 cebola grande

1 curgete média

2 dentes de alho

Sal integral q.b. (substituí por sal normal)

Azeite virgem ou óleo de coco

1 ramo pequeno de alecrim ou rosmaninho (usei alecrim)

1 folha de louro

Pimenta q.b.

 

Sugestão para guarnição:

- Coentros, hortelã, mangericão, cebolinho, salsa, orégãos ou tomilho

 

Preparação

Pré-aqueça o forno a 160-180ºC. Lave os legumes e corte em pedaços a cebola, o tomate e a curgete. Num recipiente de levar ao forno coloque todos os legumes, a folha de louro, o alecrim, e tempere com sal, pimenta, um fio de azeite e uma chávena de café de água filtrada ou alcalina (por acaso usei Monchique, que é alcalina, porque tinha cá). Asse no forno durante pelo menos 45 minutos ou até os legumes estarem assados e macios. Vá mexendo de vez em quando e caso esteja muito seco adicione um pouco mais de água. Retire o louro e o alecrim. Triture tudo. Se necessário adicione água até ficar com a consistência pretendida.

Sirva a sopa e guarneça com ervas aromáticas a gosto.

Nota: Pode ser vir a sopa com uma colher de sopa de queijo ricota ou com um ovo escalfado.

 

Para fazer os ovos escalfados fui AQUI.

 

 

Mateus, o implacável

Mateus: - Mãeeee! Mãeeeeee! Já cudei [acordei]!

Eu: - Já lá vou! Estou só aqui a acabar uma coisa, mas vou já!

Mateus: - Mãeeeeeeeeeeeeeeeeee! 

 

Demorei mais um minuto. Cheguei esbaforida mas com um enorme sorriso:

Eu: - Olá! Bom dia, meu amor!

Mateus: - Bom dia, seu demónio.

👀

 

Então e como vai isso da alimentação saudável?

Vai óptimo. O Martim tem ido praticamente em jejum para a escola porque depois de engolir 4 colheradas de iogurte com fruta e granola diz que já não aguenta mais, que vai vomitar, que nojo, não aguento, blhéc. A Madalena, de cada vez que vê o iogurte com fruta ou o pão rosna e começamos logo a manhã com o pé esquerdo. Ao jantar, todos comem sopa, até a Madalena que sempre se vomitou com sopa, desde que, aos 6 meses, a introduzi na sua vida. Conclusão: duas horas para jantar, com ela verde a meter uma colherada à boca e a apressar-se a engolir água de seguida para aquilo seguir mais depressa. A seguir, é o Martim a fazer drama, a dizer que só come 2 feijões verdes ou um ramo de brócolo ou uma folha de rúcula. Vai óptimo. 😳

 

Pôr o corpinho a mexer

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Na semana passada voltei oficialmente aos treinos. Corri todos os dias da semana, umas vezes 5 outras 6 quilómetros. No domingo fiz os 10km da Corrida da Linha. Tenho corrido algumas vezes com o Mojito, que não chega a correr porque, como é grande e eu não corro depressa, ele acaba a fazer uma caminhada em passo ligeiramente mais rápido. Acho que gosta porque, quando vê a trela especial de correr fica ainda mais feliz por ir à rua. Depois, estica as orelhinhas para trás e lá vai, ao meu lado, grande cãopanheiro. 

Esta semana vou tentar correr todos os dias mas já não consigo prometer a mim própria esta regularidade. Entre o trabalho, os regressos às aulas, as actividades extra-curriculares, os banhos e os jantares de final de dia, mais o convívio familiar que também convém não descurar... pois que não é fácil. O ideal seria acordar às 6h para correr mas também custa comó raio. Vamos lá ver como corre (literalmente). E vocês? Já voltaram às lides?