Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Regresso às Aulas (já despachámos o assunto,YEAHHH!)

Regresso às aulas é sinónimo de... compras e mais compras e mais compras. Cadernos, dossiers, pastas, canetas, lápis, borrachas, guaches, pincéis, papéis de todo o tipo, formato e feitio, mochilas, estojos, compassos, máquinas de calcular... aaaaaaaaaaaaahhhhhhh! É todo um mundo de coisas que é preciso comprar. Abasteço-me todos os anos na Staples e juro que não sei como era antes de haver um sítio onde há TUDO para o regresso às aulas. Lembro-me de ir à papelaria minúscula que ficava no final da minha rua, mas depois vinham os professores com os seus pedidos exóticos e era preciso andar a percorrer capelinhas fora de mão até descobrir uma que tinha, como que por milagre, o pincel xpto que o stôr de Educação Visual tinha pedido. Valha-nos santa Staples, é o que tenho para vos dizer. É verdade que este ano somos parceiros mas não é menos verdade que é lá que me safo nos outros anos todos. 

Como queremos ter tudo despachado a tempo e horas já resolvemos o assunto aqui mesmo nos Algarves. Fomos à loja de Faro e foi como ir à loja onde vamos sempre em Lisboa. Igual. E lá os miúdos escolheram as mochilas preferidas (é perfeito porque há para todos os gostos: todas de uma só cor, com flores, riscas, padrões geométricos, com bonecada, com troley, sem troley, grandes, pequenas, médias, de marcas várias, sem marca... é à vontade do freguês), os cadernos, e tudo o que, assim de repente, nos lembrámos que se repete de ano para ano. Claro que vai haver aquele professor excêntrico que vai pedir um material qualquer estrambólico mas aí já será só uma coisa ou outra que vai faltar. 

Outra das coisas que gostamos na Staples é o nível de conhecimento dos funcionários. Uma pessoa pergunta-lhes por um tipo de agrafo, por uma espécie de capa, por um determinado lápis ou pasta arquivadora e eles sabem sempre em que corredor está, se existe ou se está esgotado, e só falta saberem de cor quantos têm ainda em stock. Às vezes pedem que os sigamos e lá vão eles, à frente, com passo decidido prontos a mostrar-nos a luz. Fico sempre impressionada.

Problema da Staples? De tanto ter tudo, eles querem TUDO. "Ahhhh, olha só este bloco pequenino com separadores coloridos, que giro, dava-me tanto jeito...." ou "Olhaaaaa, estas canetas de apagam e têm tinta metalizada... é mesmo o que eu preciso!" Está bem, está. O Mateus conseguiu chagar-nos tanto a paciência com uma mochila da "pilhapata" (leia-se Patrulha Pata) que lá cedemos (coitado, a ver os outros todos com as respectivas mochilas também era foleiro não trazer uma para ele). 

Bom, o que importa é que estamos despachadinhos e já não vamos chegar a Setembro desprevenidos. Ah, importante deixar esta nota: em encomendas online de livros escolares feitas até 26 de Agosto têm 10% de desconto e entrega grátis em casa. Vale bem a pena! E vocês, já trataram do regresso às aulas?

IMG_3299.JPG

IMG_3301.JPG

IMG_3307.JPG

IMG_3315.JPG

 

IMG_3305.JPG

 *post escrito em parceria com a Staples: https://www.facebook.com/staplesportugal/

 

 

😔

E ontem... de novo. 

Em Fevereiro do ano passado, quando estivemos em Barcelona para a maratona, eu e o Ricardo comentámos um com o outro: "Um dia ainda um daqueles assassinos entra pelas Ramblas a matar gente". Foi ontem. E foi dilacerante. E, sim, é óbvio que nos dói mais quando é mais perto, quando é um sítio aqui ao lado, quando é um lugar que conhecemos e onde já fomos felizes. Claro que nos magoa sempre a morte de inocentes, mas desde sempre que sentimos mais quando, de algum modo, existe um processo de identificação. Sim, as mortes em Ouagadougou também nos incomodam. Mas não como em Barcelona, porque em Barcelona podíamos ser nós. E em Ouagadougou podíamos menos ser nós. 

Ontem doeu como doeu Paris. Ontem fiz 19 anos de namoro e, por coincidência, fui pedida em casamento em Barcelona. É uma daquelas cidades onde não me importava de viver. Onde já estive nem sei quantas vezes. 

Tenho cada vez mais a sensação de que não estamos seguros em parte alguma. Sim, é o que eles querem. Infelizmente estão a conseguir. A nós resta-nos continuar a viver, a viajar e a aproveitar cada momento, sem cedências. 

19 anos de namoro 😮

Se me dissessem, quando comecei a namorar que havia de um dia comemorar os 19 anos de namoro com alguém... era coisinha para me largar a rir à gargalhada. Sinceramente, não esperava ser uma maratonista das relações amorosas. O que é que sucede? Sucede que tive a sorte de ser convidada, faz hoje precisamente 19 anos, para ir jantar com um colega lá do Diário de Notícias que estava sempre a lançar-me sorrisos nas escadas e a dizer "olá Sónia". Eu, que nem sequer sabia o nome dele, pensei: "vamos lá então aceitar o convite, que se lixe". 

Correu bem. Já lá vão quase duas décadas de namoro. 17 anos de casamento. 4 filhos. 

Já tivemos as nossas cenas, os nossos amuos, os nossos desatinos. Há dias em que não o posso nem ver à frente. E ele a mim (apesar de ser um cavalheiro e dizer sempre que nunca tal lhe aconteceu). Mas na esmagadora maioria dos dias sinto que foi uma sorte do caraças ter dito que sim ao jantar. Não imagino mesmo a minha vida sem ele e sou capaz de apostar (apesar de jamais poder saber) que seria hoje uma sprinter das relações, se não fosse ter-me aparecido este sábio que me amestrou o coração.  

Parabéns a nós, gordo!

IMG_3328.JPG

A busca

“Escrevo de pé, ereto, com sapatos mocassins folgados. A minha produção diária de palavras varia de quatrocentas e cinquenta a duas mil e quinhentas. No dia seguinte ao pico da criação de palavras, vou pescar; assim não me sinto culpado. Reescrevo sempre o que fiz. Reescrevi o final de Adeus às Armas, a última página do livro, trinta e nove vezes antes de ficar satisfeito. Porquê? A busca pelas palavras certas”. 

Ernest Hemingway

Vamos lá a orientar isso

Acabo de ver uma entrevista do nosso presidente Marcelo a partir da praia, no Algarve, e constato com pesar que esta ventania desenfreada que por aqui grassa também por lá sopra. Chapéus de sol com as varetas em esforço, cabelos em desvario, a bandeira amarela toda agitada e as águas... sem vivalma. O vendaval está à vista e, quanto à temperatura da água, Marcelo queixa-se (ele que nada habitualmente em Cascais). De maneira que me ocorre dizer que é bom que esta brincadeira se vá orientando, que faltam poucos dias para rumar a sul. Compreendo alguma atrapalhação de São Pedro, que já não vai para novo, mas meio de Agosto já vai sendo tempo de perceber que estamos no verão. Está bem?

(logo eu, que odeio vento e água fria).

O Retorno

A minha amiga Maria João tinha-mo oferecido há uns anos, já. Não sei porquê, fui adiando a leitura. Talvez tenha sido a capa, não sei. Havia ali qualquer coisa a afastar-nos. Na semana passada, peguei-lhe. Comecei a ler e uma semana depois terminei-o. Demorei uma semana porque quis degustá-lo, senão teria levado menos tempo. É simplesmente maravilhoso. A escrita é deliciosa, a história toca na verdade de muitas famílias que tiveram de regressar à metrópole, com o fim das colónias, é emocionante, belo, puro, duro. O retrato do fim da inocência. Tão bom. Está definitivamente no grupo dos meus livros preferidos. E, pensando bem, talvez houvesse uma razão para que adiássemos este encontro. Ele aconteceu na altura certa. Mesmo sem acreditar nestes acasos do universo... às vezes eles parecem acontecer. 

FullSizeRender-10.jpg

 Malta do Clube de Leitura: preparem-se! Já li o livro para Setembro e ainda falta imeeeenso tempo para o nosso encontro! Acho que vou levar um trolley carregadinho... 😂

Pág. 1/2