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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Mini-férias com filho único

Em primeiro lugar, desculpem lá estes dias de blogue tão parado mas tive mesmo de desacelerar. Na semana passada, fomos quatro dias para Beja, para umas mini-férias a três.

Acho que o Mateus nunca tinha estado connosco uma semana (quase) sem a malta toda. Ainda pensámos ir só os dois, em modo namoro, mas depois custou-nos deixá-lo, até porque se esperam algumas semanas sem miúdos, Mateus incluído.

Estávamos há que tempos para conhecer o Vila Galé Clube de Campo e foi desta. O sítio é lindo. São 1620 hectares de herdade onde há vinha (154 hectares que dão 1 milhão de garrafas de vinho por ano), pêras (45 hectares), ameixas, pêssegos e damascos. Ah, claro, e oliveiras também são muitas, que o azeite do hotel é feito com azeitona da herdade. Também há uma parcela da barragem do Roxo, onde se pode praticar kayak, e vários animais: burros, cavalos, vacas, lamas, ovelhas, cabras. E, em modo selvagem, veados, lebres, patos, garças e toda a sorte de bicharada do campo.

Para os miúdos, é uma maravilha. Poderem ver de perto os bichos, poderem ir alimentá-los todas as manhãs, chamarem-nos pelos nomes, terem-nos ali mesmo ao lado. 

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Mateus a dar o pequeno-almoço ao Vítor

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O Mateus portou-se mal no primeiro dia (cheio de manhas e mimo, "quéo água, quéo bolacha, quéo carro, quéo piscina, quéo, quéo, quéo, quéo") e nós só pensávamos: aaaaaaah, devias TANTO ter ficado em Lisboa, caneco! Sempre que queríamos ir para a piscina grande ele guinchava e só queria ir para a piscina dos pequeninos (que tem escorregas) e nós chateados que nem perús, a querer ler e a querer sossego. Ao segundo dia, nós cedemos na parte da piscina (resignámo-nos) e pusemos de lado a ideia de dias completamente descansados (como o fim-de-semana anterior, a dois), e ele começou a amansar, a ficar muito querido e doce. No fundo, acho que foi uma questão de cedência e habituação de parte a parte. Afinal, ele também teve de se acostumar a ser filho único, algo que nunca tinha experimentado. A partir daí, foi tudo maravilhoso.

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Como tínhamos todas as refeições incluídas, não saímos dali para nada, a não ser para irmos a Beja comprar umas braçadeiras (porque nos esquecemos de as trazer). A ideia era mesmo pousar. O buffet era super completo, tinha imensas opções, sem esquecer os mais pequenos.

Aproveitei para recuperar o tempo perdido e fazer a foto da praxe com um flamingo - diz que blogger que se preze tem necessariamente que ter uma e eu estava em falta. Ufff! 😂

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Ali perto da piscina e dos quartos, há um relvado gigante com uma rede, baloiços, e um baloiço para gente crescida onde eu podia tranquilamente passar a noite. Tudo muito bonito e bem pensado para famílias.

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O hotel dispõe de uma série de actividades. Para ser franca, são actividades que nunca mais acabam e que podem ir do simples passeio de charrete ou de bicicleta pela herdade até passeios de jipe, moto 4, ou de balão de ar quente, sem esquecer os workshops de cozinha em que os clientes podem fazer o seu próprio jantar, acompanhados pelo chef. Durante o dia, há tiro com arco, actividades na piscina para os mais pequenos, e uma série de entretenimentos. Nós optámos mais pelo sossego total. A única coisa que fizemos foi o passeio de charrete e de bicicleta. E ainda fomos ambos ao ginásio, dar umas corridinhas.

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E pronto. Foram dias super tranquilos, em que nos dedicámos a mimar pequeno gnomo, sempre habituado a andar em bolandas com o resto da grupeta.

Obrigada ao Vila Galé Clube de Campo por nos ter recebido tão bem.

Salsa solidária

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Até ao dia 14 de Julho (esta sexta-feira!), a Salsa associa-se a três instituições que lutam contra o Cancro da Mama. Como? A marca vai doar 1€ por cada dois novos seguidores na sua página oficial do Instagram (@salsaofficial). O mote para esta acção foi o Dia Mundial das Redes Sociais (30 de Junho). Com a importância que as redes sociais têm cada vez mais no nosso dia-a-dia, a marca considerou importante assinalar o Social Media Day apoiando uma Instituição de Solidariedade de referência.

Em Portugal, a Salsa vai apoiar o Fundo iMM-Laço, criado em 2015 pela Associação Laço e Instituto de Medicina Molecular e que visa apoiar projetos de investigação na área do cancro da mama, procurando assim trazer esperança a milhares de mulheres que são anualmente diagnosticadas com esta doença. Todos os projetos de investigação na área do cancro da mama visam encontrar as causas do cancro da mama e me resultado diminuir a sua incidência, proporcionando tratamentos mais eficazes, assim como descobrir os mecanismos que desencadeiam o cancro da mama metastático

 

Juntem-se a esta causa solidária. Partilhem com os hashtags #SalsaSocialMediaDay; #GoPink e #salsajeans, porque juntos conseguimos mais! 

Para que esta causa mantenha uma comunicação homogénea, as publicações no Instagram devem ser colocadas com o filtro 1977.

Venham fazer parte do movimento #GOPINK

Fim-de-semana

No sábado foi a festa de aniversário da Mada. Ela já fez anos no dia 28 de Junho, nesse dia teve duas amigas a passarem o dia e a noite com ela, teve um jantar com bolo de anos, mas faltava a festa para os amigos da escola. No fim-de-semana passado estávamos no Alentejo a comemorar os 17 anos de casados e, por isso, a festa foi adiada para este sábado. De manhã fiz o bolo  (faço quase sempre os bolos dos miúdos, excepto em algumas datas mais marcantes em que compro daqueles XPTO) e ao fim do dia lá fomos (felizmente ainda havia por cá amigos - não estavam todos de férias).

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 Estava tão feliz, a minha índia. 

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 Bolo do demónio 

 

O Manel e o Martim também foram e, a meio da festa, o Ricardo foi levá-los ao Alive. A seguir, mal chegou a última mãe para recolher os últimos miúdos, voámos para casa para deixar a Mada e o Mateus com a babysitter. Era uma babysitter nova (as nossas do costume estavam todas ocupadas) e estava um pouco apreensiva com a reacção do Mateus (às vezes dá-lhe para se agarrar às minhas pernas e é um sarilho) mas ela foi incrível e conquistou-lhe o coração de imediato. Mal pôs um pé dentro de casa começou logo a brincar com ele e a fazê-lo rir. Fui mudar de roupa, passar um batonzinho e quando cheguei à sala estavam todos sentados no chão e ele começou logo a dizer "Adeussssss". Maravilha! 

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Os bilhetes iam muuuuuito bem guardados, já que na sexta-feira tinha-nos acontecido algo insólito. Fomos para o Alive, de mota, e quando íamos deixar os capacetes nos cacifos, o Ricardo começou a mexer nos bolsos todos e a ficar esverdeado. Os bilhetes? Largou a correr a olhar para o chão e eu fiquei ali, incrédula. Sentei-me no passeio e fiz um directo no Instagram a gozar com a situação (confesso que também para não me enervar). Ele lá fez uns quantos telefonemas e resolveu o assunto (confesso que fiquei com alguma pena porque cá em casa sou sempre eu quem perde coisas e era uma boa oportunidade para mostrar que, afinal, Mr. Always Right também falha). Bom, posto isto, no sábado íamos de bilhetes bem guardados, a ver se não se repetia a peripécia.

Adorei Imagine Dragons (o tipo é um animal de palco impressionante e o Radioactive final foi apoteótico). E depois... Depeche Mode. Tão bom. Amei as de sempre (sou absolutamente louca por Personal Jesus - basta começar a tocar que largo aos saltos) e fiquei rendida a Wrong, que apesar de já ter uns anos valentes, não conhecia. E falando em animais de palco... Dave Gahan é um monstro. Como dizia o Observador: "Dave Gahan é um monstro, é o homem que todos queremos ser, é a mulher que todos queremos ser, é tudo ao mesmo tempo porque tem tudo o que há para desejar. Dança para convocar demónios, chama-os para bem perto e depois canta “Wrong”, para dizer que é ele que manda, é ele que tem a palavra final sobre tudo."

Isso.

 

 

Autoridade poucochinha

Ontem fui entregar a minha carta de condução. Por dois meses, terei de andar de transportes públicos, de bicicleta ou a pé, para não ser burra.

A multa data de 2014 mas foi a tribunal, onde se conseguiu reduzir a sanção de 4 meses para dois. Se 60 dias já é mau, 120 nem imagino.

Quando fui levar o documento à esquadra da minha residência, o agente foi amoroso. Olhou para mim com uma expressão solidária, quase dolorida, desabafando que também ele tinha recebido uma multa por excesso de velocidade há pouco tempo, uma distracção à hora errada e pumba, já foste. Fiquei surpreendida com aquele desabafo, que o tornou um cidadão comum, e que me deixou a mim com uma menor sensação de culpa pelo meu desaire.

Enquanto lá estava, à espera que ele tratasse das papeladas da ordem, apareceu um outro agente a dar notícias de um terceiro, hospitalizado. Esse teria então sido brutalmente agredido em Loures, tendo ficado com a cara em muito mau estado, pelo que teria sido operado para levar parafusos e uma placa de titânio.

Fiquei a pensar naquilo. No difícil que é ser polícia, ainda para mais num país que não compensa devidamente a autoridade. Além do perigo que correm todos os dias, ainda há a velha questão de terem de pagar pelos seus uniformes, já para não falar dos carros a precisar de reforma e de poupanças diversas em material de que supostamente precisavam para exercer condignamente a sua profissão. 

Dizia-me o chefe da esquadra, que me atendia: "Sabia que não temos subsídio de risco? Arriscamos a nossa vida todos os dias, mas ninguém nos paga para isso. Ouviu o que o meu colega disse? Aquele agente que foi agredido ficou mesmo mal tratado... mas enfim, é uma luta perdida."

Ser agente da autoridade neste país mais parece voluntariado. E isso abre caminho para uma série de problemas de segurança que nos deviam inquietar a todos. Bem sei que o cobertor é curto. Se tapamos o pescoço, destapamos os pés. Mas há partes deste corpo que deviam estar mais aquecidas que outras. Digo eu.

 

Silêncio

Este fim-de-semana foi feito de silêncio. E as saudades que eu tenho de silêncio.

Saímos de Lisboa depois da festa na escola do Mateus, rumo a sul. Tinha feito esta reserva em Maio, quando fizemos 17 anos de casados, e era justamente o meu presente para o Ricardo. Marquei para o fim-de-semana anterior, mas entretanto soube que havia a audição dos miúdos e estava completamente fora de cogitação não os irmos ver. De maneira que mandei um email a pedir muitas desculpas mas teríamos que adiar uma semana. Estava com algum receio porque já tinha tudo pago e ao fazer o pagamento tinha recebido uma nota dizendo que era uma reserva "non refundable". Mas correu tudo bem. O adiamento foi feito e nós lá fomos.

Escolhi irmos para o Redondo porque queria levá-lo ao São Rosas, um estupendo restaurante em Estremoz que não só faz parte da nossa história como tem a particularidade de ter um nome que vem mesmo a calhar quando se faz Bodas de Rosa. A Herdade Água d'Alte pareceu-me uma boa opção por ser um turismo rural pequenino, bonito, e perto de Estremoz. O que eu não sabia era que o São Rosas fechou (facadas no meu coração) e a Herdade era ainda melhor do que eu tinha imaginado. 

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A nossa casinha

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Os outros hóspedes (nunca são muitos porque a herdade só dispõe de 8 quartos) andaram o sábado e o domingo inteirinhos a passear - coisinhas mais queridas de sua Cocó - de maneira que a piscina ficou só para nós, praticamente os dias inteiros. Houve um casal ou outro que passou, mergulhou, e sumiu. E o que nós lhes agradecemos! Lemos muito, dormimos, apanhámos sol, nadámos... e sobretudo, como dizia ao início, desfrutámos do silêncio que é algo que nos falta muitas e muitas vezes. À beira desta piscina, ouvia-se nada. Ou então os guizos e os balidos das ovelhas, ao longe.

Incrível o que descansámos. E o que sonhámos em ter um sítio assim. Igualzinho. Sem tirar nem pôr. 

Quem sabe um dia?

 

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