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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Torneio de Padel solidário

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A Fundação Rui Osório de Castro organiza, no dia 1 de julho, no Clube de Padel nas Docas, em Lisboa, o seu evento anual de angariação de fundos.

Com a duração de um dia, esta iniciativa solidária visa incentivar ao desporto, proporcionar um dia diferente a todas as pessoas que queiram participar e dar a conhecer a Fundação Rui Osório de Castro e o seu trabalho no apoio às crianças com cancro e suas famílias. Ao longo do dia, e porque se pretende que este seja um programa para toda a família, serão também promovidas clínicas de iniciação para todas as crianças interessadas em aprender.

Este torneio conta, até ao momento, com os apoios do Banco BNI Europa, Vitalis, Head, Academia do Padel, Paletaria,e Planimagem e para os prémios Paez, Inspira – Santa Marta Hotel, Padel Box, VIBOR-A, Memmo Baleeira, Pestana – Pousadas de Portugal, Swarovski, Mesh, Sanjo, Tasca da Esquina e Cooperativa Agrícola do Távora e contamos ter ainda mais!

A inscrição no torneio tem o valor de 15€ por jogador e a participação nas clínicas de iniciação ao padel para crianças de 5€.

O valor das inscrições reverte na totalidade para a Fundação Rui Osório de Castro o que apenas é possível graças ao fantástico apoio do Clube do Padel e da Academia do Padel.

Paralelamente a este torneio, será proporcionada uma experiência de padel a grupo de crianças e jovens em tratamento e sobreviventes de cancro, com professores especializados da Academia do Padel.

Quem se junta? 

Estou frita

Ter quatro filhos (e sofrer de um mal chamado "não-ler-os-emails-com-olhos-de-ler") dá nisto: o prazo para inscrever a Madalena na CAF (Componente de Apoio à Família) terminou no final de Maio e eu não vi, não percebo bem como, não inscrevi. 

Conclusão: para a semana e para a outra, tenho-a em casa (os outros dois já lá estão, mas os outros dois passam o dia de um lado para o outro com os amigos). 

Estou tão lixada.

Fiquem atentos!

Vou tentar divulgar ainda hoje os resultados do passatempo Herdade da Cabeça Gorda!!!!!

A ver quem é o sortudo ou sortuda que vai passar um fim-de-semana de papo para o ar!

Test drive ao novo SUV Peugeot 5008

A Peugeot desafiou-me a fazer um test drive ao novo SUV Peugeot 5008. Ora... eu tenho um 5008! É o meu carro há uns 3 ou 4 anos, gosto dele e, sobretudo, já tinha andado a mirar o irmão mais novo e a achar que era LINDO. Por isso, foi com alguma rapidez que aceitei a proposta. 'Bora lá então experimentar esse bichinho!

Assim que o vi fiquei logo apanhadinha. O carro tem uma pinta descomunal. Tem um ar robusto mas sem perder a elegância. É alto e tem 7 lugares mas não parece um camião. É mesmo giro, o sacana.

Enquanto me explicavam tudo, eu tentava não parecer muito parola mas a verdade é que o meu velhinho 5008 não possui nenhuma daquelas mariquices. E o carro do meu marido, que é superior ao meu, também não dispõe de 1/3 das funcionalidades daquele. É evidente que também estamos a falar de um dos topos de gama deste Peugeot 5008, o GT Line, que até nos massaja a alma. Mas adiante.

Para começar, tem mudanças automáticas. Achei que me ia trocar toda, que ia estar sempre a levar a mãozinha ao manípulo à procura das mudanças mas quais quê! Habituei-me que foi um instante. E o alívio que é? A pessoa já faz aquilo de forma automática mas a verdade é que é bestial não ter de estar sempre a fazer pontos de embraiagem e o diabo a sete. 

Depois, o volante é pequenino e hexagonal - tem assim ar de carro de corrida e dá imenso jeito a conduzir. De resto, o carro é tão mas tão fácil de guiar... E tão giro. Já disse que é lindo de morrer? Com aquele tecto de abrir que deixa entrar luz e fresquinho (lembro-me que a minha boadrasta tinha um carro descapotável e eu ia sempre de cabeça ao vento - outros tempos! Hoje isso não é possível, por razões de segurança, só quando paramos o veículo. Mas dá uma certa pena, vá).

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Os bancos de trás são todos independentes, o que significa que se um quiser ir mais para a frente vai, para que o de trás possa esticar mais as pernas, por exemplo. Ou então podemos deitar um dos bancos, ou dois, ou todos, para levar mercadorias até 3 metros e qualquer coisa. 

Nós não precisamos geralmente de transportar metros de mercadorias mas temos grande necessidade de transportar metros de pessoas. Somos seis e um cão. Por isso: espaço, precisa-se! E este amorzinho dispõe de espaço. Ó para nós, todos!

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E as massagens? Ah, pois é. Os bancos da frente massajam as pessoas. Podem massajar só os ombros, só a zona lombar, só não sei o quê, ou então tudo! E também podem ser aquecidos. O que significa que, por mim, podia perfeitamente dormir dentro do automóvel. Camas para quê, se temos um carro aquecido que ainda nos massaja?

Os meus filhos ficaram tão fãs que ontem à noite queriam ir para a garagem a fim de serem massajados... Pfffffffff.

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Martim e Madalena na hora da massagem 

 

Há muito a dizer sobre este carro. Como o computador de bordo. Que é touch, que tem sistema de navegação integrado, que permite ligar o nosso telemóvel ao carro e ficar com TUDO o que o telemóvel contém no ecrã do próprio carro, inclusive as aplicações. Que permite que uma simpática voz nos leia em voz alta as mensagens escritas e os emails, para não cometermos infracções que nos levem a carteira, a carta ou até a vida. Nesse ecrã dá para controlar imensas coisas, até o perfume do ambientador que o carro traz integrado. Ah ah ah! Ele há coisas!

 

As portas não se abrem com chave - ela pode estar na mala e, só a sua proximidade basta para que, com a mãozinha no puxador, voilà! O carro destranca. Ora, só uma mulher pode compreender o alcance desta funcionalidade. Só uma mulher pode até emocionar-se - às lágrimas - com esta maravilha. Poder chegar ao carro e não ter de fuçar na mala como uma louca, primeiro com calma, a seguir com mais agresssividade, para acabar a rosnar e a despejar tudo no chão, transpirando e cuspindo impropérios. Com este bebé acabaram esses dias difíceis! Basta chegar, meter a mão, e o som do carro a destrancar parece uma melodia!

O mesmo com a bagageira. Quem nunca chegou cheio de sacos, para pôr na bagageira, pousou os sacos que entretanto tombaram, deixando escorregar lá de dentro uma courgette, um pack de iogurtes e uma garrafa de azeite que entretanto partiu? Acabou-se. Basta chegar, passar o pézinho por debaixo da zona da bagageira (assim uma coisa meio dançada, dá para animar um pouco um fim de tarde) e a bagageira abre-se sem recurso a mãos, chaves e essas coisas perfeitamente ultrapassadas.

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Bom, agora o problema vai ser entregar o carro.

O dia marcado é sexta-feira mas acho que não vai suceder. 

Temos muita pena mas isto não é assim. Não entregam um mimo destes a uma pessoa para depois o tirar de forma vil... É como depositar um chupa na mão de uma criança, esperar que ela esteja deliciada, de olhos revirados e sorriso franco, para depois, Zac!, sacarem o chupa sem dó nem piedade. Não. Ainda por cima a matrícula tem as letras SS, iniciais do meu nome e apelido. Santa paciência mas se isto não é o destino, então não sei que possa ser. Acho que lá para 2020 apareço!

O ódio que arde além das labaredas

Juro que não consigo perceber. Há-de ser uma coisa tipo catarse psicológica, uma espécie de expurga dos males que cada um sente, uma vingança contra a vida, quiçá contra uma infância difícil, contra o presente que acabou por não se revelar tão presente assim. Não percebo e creio que jamais irei perceber como é que o ódio grassa nas redes sociais, contra tudo e contra todos, mesmo quando falamos de uma tragédia desta dimensão. Em vez de nos centrarmos no essencial, rendemo-nos ao ódio. Odeiam-se as pessoas que mostram as compras que fizeram e foram entregar aos bombeiros (são umas exibicionistas e se fossem boas de verdade não tinham de mostrar nada a ninguém), odeiam-se as pessoas que prantam fotos da sua vidinha de sempre (são umas insensíveis, autocentradas na sua existência, incapazes de sentir compaixão alheia), odeiam-se as pessoas que só publicam fotos da tragédia (são as carpideiras de serviço). Odeiam-se os jornalistas (esses abutres). Odeiam-se os governantes (que fingem dores que não sentem, e que são os culpados de tudo). Odeiam-se as pessoas que vão ao local em acções de solidariedade (só para a foto). Odeiam-se as pessoas que não vão a parte alguma (e que só choram no facebook e no sofá lágrimas de crocodilo). Odeiam-se os bombeiros, que não apareceram na povoação. Odeia-se a GNR (que enviou pessoas para a estrada da morte). Odeia-se Deus, que abandonou as gentes à sua sorte, em dias de profundo azar.

 

Cada vez me custa mais, isto. Esta sede de sangue, de ódio. Estes cães danados, sempre à espreita, a ver quem hão-de estraçalhar a seguir. Mesmo sem saberem das razões de cada um, do contexto, da verdade. Querem lá saber disso! Importante é odiar. Esperar o momento certo e a vítima certa, para a desfazer em pedaços, quanto mais depressa melhor. 

Há 64 mortos, foda-se. 

Odeiem o fogo, se quiserem. 

É ódio mais que bastante para já.

 

 

Nadar, pedalar, correr

Este sábado pedalámos da Guia, em Cascais, até ao Cabo da Roca e voltámos. 

Nunca na minha vida imaginei que pudesse subir tanto, sem ser num veículo motorizado.

Nunca, como desde que me meti nisto de fazer maratonas e agora triatlos, cuidei ser capaz de tanto.

Talvez tudo isto tenha como ponto de partida a autoestima. Talvez tenha sentido prazer genuíno nisto de sentir que consigo alcançar coisas que nunca julguei possíveis, pela simples razão de nunca me ter julgado capaz de grandes coisas. Ou então não. E é tudo fruto apenas e só de estar rodeada de malucos que querem sempre mais, chegar mais longe, mais depressa, fazer mais coisas, agora correr, agora nadar, agora pedalar. 

Não sei se vou fazer o Half IronMan em Setembro, porque é muito, são muitos quilómetros e serão muitas horas a obrigar este corpo cansado a um esforço intenso. Não sei se me apetece correr 21 km debaixo de um sol que imagino abrasador (dia 3 de Setembro), depois de ter pedalado 90 km e nadado 1900 metros. Correr uma meia maratona por volta da uma da tarde é algo que, só por si, já me parece cruel, quanto mais. Estou inscrita mas não sei. 

Até ver, estou a treinar para isso. Pela simples razão de que me está a dar gozo. Mesmo que não faça a prova, os treinos estão a ser um desafio. E acho que vocês já sabem como me pelo por desafios. 

O resto, logo se vê.

A Farmacêutica

Há um novo blogue no pedaço, que vale muito a pena acompanhar. Chama-se A Farmacêutica e a sua autora chama-se Luísa Leal. Conheci a Luísa num daqueles workshop de cozinha que organizei no Cooking Memories (e que há-de regressar, em princípio depois do verão) e gostei logo dela. Uma mulher de armas que mudou a vida toda para seguir com o negócio da família, depois de um acontecimento trágico. Neta, filha e irmã de farmacêuticos, tornou-se farmacêutica também. 

Este blogue nasce para contar algumas histórias de quem frequenta a sua farmácia e, a talhe de foice, para falar de prevenção, sinais de alerta, dicas. A Farmacêutica escreve bem e é um doce. Quando me pediu para ver o blogue (pediu-me para ser uma espécie de madrinha, e eu adoro amadrinhar) perguntou dezenas de vezes "achas que pode ajudar as pessoas?". É esse o seu principal propósito. Ajudar também através da identificação com algumas das histórias que ali serão contadas. Algumas com os nomes certos e até as caras (daqueles que não se importam de partilhar), outras com nomes fictícios (mas com histórias tão reais como as restantes).

Desejo a Luísa muito sucesso para este novo projecto. Que, no seu caso, equivale a desejar que ajude muita gente. E que a faça feliz, por escrever. 

A Farmacêutica está AQUI.

Boa viagem, querida Luísa. 

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Foto: Pau Storch

15 anos depois e continua a custar

Tenho 4 filhos. O mais velho tem 15 anos (não tarda 16). E hoje, ao despedir-me do Mateus, que vai para a praia com a escola, não consegui deixar de sentir um aperto no peito, uma espécie de engolir em seco, tipo glup, lá vai mais um, espero que volte.

Mais uma vez, creio que poderia ter 10 filhos que isto ia sempre acontecer-me. A ida de autocarro, a praia em si, o mar... são muitos factores para uma mãe, que fica para trás, a ver o bicho pequeno partir. 

Vai tudo correr bem, claro. Não tarda já não me lembro. 

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