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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Onde ficar em Paris

Houve algumas pessoas a perguntarem em que hotel ficámos hospedados em Paris, algumas por comentários, outras por email. Pelo que percebi vai meio mundo para a cidade-luz em breve. Uns para a cidade mesmo, outros têm como destino a Disney mas, claro, não deixarão de passar por Paris.

Há um monte de hotéis onde ficar, uns mais centrais que outros, uns mais caros que outros, uns mais modernos, outros mais clássicos. Da última vez que fui, com as meninas do The Woffice, ficámos no Crowne Plaza, e ficámos muito bem instaladas. Mas antes dessa vez, tinha ido com os miúdos e optámos por ficar numa casa, justamente por ir toda a família, ou quase, e porque assim saiu muito mais barato e tem sempre a vantagem da cozinha, que dá para safar refeições inteiras a um preço mais em conta ou para aquele leitinho quente antes de dormir.

Ora, desta vez foi igual. Não íamos com a miudagem mas íamos com os meus sogros, que agradeceram bem a ideia de estarmos todos juntos numa casa de férias, bem no centro de Paris, onde puderam ter a experiência de viver um bocadinho como parisienses, com a vantagem de termos jantado um dia em casa (eles estavam exaustos, queriam pôr-se à vontade, descalçar os sapatos, e a última coisa que lhes apetecia era estar num restaurante qualquer).

Há vários sites onde alugar casa mas encontrámos a nossa na HomeAway. Enquanto as coisas correm bem, tenho esta tendência para a fidelidade. Afinal, o ditado diz (e com razão) que em equipa que ganha não se mexe, e até ver não tivemos qualquer problema com este portal de alojamento para férias. Desta vez foi igual. Correu tudo bem. Houve um pequeno desencontro com a pessoa que nos ia entregar a chave, porque o nosso aeroporto ficava a 1 hora e meia do centro de Paris e basicamente a pessoa percebeu que chegaríamos ao apartamento a uma determinada hora, esperou, esperou, esperou, mas depois tinha outras chaves para entregar e foi embora. Nada que um telefonema não tenha resolvido logo de seguida. Em menos de nada, tínhamos a chave, o código da porta da rua (que não era bem uma porta, mais parecia o portão de um palácio), o código da sala onde se punha o lixo, e uma série de explicações sobre o apartamento. Que era lindo, por sinal.

E pronto. Foi isto. 

Gosto muito desta opção, sou franca. Também adoro um bom hotel, claro. Mas em Paris um bom hotel é uma fortuna. E esta possibilidade, além de mais em conta, tem as vantagens já descritas.

Se quiserem saber mais, é só ir aqui: www.homeAway.pt

 

Blue eyes nurse (and jellyfish)

Já o disse aqui uma vez mas não me importo de repetir. Eu já fui muito tola, no que respeita à amizade. Já achei que só duas ou três pessoas é que eram minhas amigas, desconfiando sempre das outras (talvez não seja despiciendo dizer que fui educada segundo o princípio de que os amigos verdadeiros "contam-se pelos dedos de uma mão"), já achei que a amizade verdadeira era a que se fazia até determinada idade (não sei se teria ideia do limite a partir do qual, pufff, acabou-se, mas seria qualquer coisa ali perto do início da idade adulta), já achei que tinha absolutamente de fazer a destrinça entre amigos e conhecidos, sem dar hipótese a que pessoas novas entrassem na minha vida, já me deixei levar por relações de amizade obsessivas onde me sentia feliz mas que, como se estava mesmo a ver, deram para o torto.

Enfim. Já fui tola, no que respeita à amizade. Acho que essa foi uma das facetas em que mais terei amadurecido. E ainda bem. Porque foi por causa desse amadurecimento que abri as portas, nos últimos anos, a pessoas que se tornaram mesmo fundamentais na minha vida. Não sei se ficarão para sempre - a vida dá tantas voltas - mas ficarão até fazer sentido que fiquem. E isso é o mais importante.

A minha Inês é uma dessas pessoas. Conheci-a através de outra amiga e foi ganhando um espaço tal que, neste momento, não me imagino sem ela. Tenho muita pena que não me tenha aparecido mais cedo, que não tenha partilhado comigo tantos momentos e eu com ela - tenho quase a certeza de que a teria mantido até hoje (como de resto mantenho tantos amigos de há muitos anos). A minha Inês é doce, é querida, é atenta. Tem uma qualidade raríssima: cuida e não esquece. Não esquece do exame médico que íamos fazer, não esquece de perguntar como estamos quando andamos em baixo, não esquece de estar lá nos bons e maus momentos. Quando fui para Paris, mandou-me uma mensagem a dizer "Vou estar em casa todo o fim-de-semana. Dá o meu número à tua mãe e diz-lhe para me ligar, se precisar de alguma coisa." Esta é a minha Inês.

Gosto de lhe dar na mesma medida. Porque também gosto de ser essa amiga. E porque é tão raro encontrar alguém que, como eu, gosta de receber mas também gosta de dar. 

Acho que há por aí muita gente que só recebe. Gosta de ter um séquito, gosta de receber atenção, gosta que os outros se preocupem. Mas quando chega a vez de fazer o movimento contrário... está quieto. Nada. Só silêncio. São pessoas que estão lá para os bons momentos, para a galhofa, ou então para nos ter à mão nos maus momentos. Agora, se formos nós a estar na merda... nem sequer lhes ocorre fazer a mais simples de todas as perguntas: "como é que estás?"

A Inês é o contrário disto. Ela pode estar um caco mas não se esquece de cuidar. É por isso que às vezes gosto de lhe chamar "enfermeira". Porque acho que devia ter seguido uma profissão em que estivesse diariamente a cuidar dos outros, com aquela doçura que faz mesmo falta quando estamos doentes. Bom, na verdade, ainda bem que não seguiu esse caminho. Ter-se-ia perdido uma excelente fotógrafa.

A minha Inês merece tudo. No que depender de mim... terá tudo o que lhe puder dar.

 

(tenho montes de outras amigas que também merecem textos bonitos, mas hoje tocou-lhe a ela)

Os terrible two duram mesmo até quando, que eu não me lembro? 😬

Birras para tudo. Para acordar. Para despir a fralda. Para despir o pijama. Para vestir a roupa. Para sair de casa. Para ir ao colo. Para sair do colo. Para ir para a escola. Para sair da escola. Para andar. Para ir no carrinho. Para fechar a porta. Para abrir a porta. Para tocar à campainha. Para comer. Para parar de comer. Para dormir.

 

Foi preciso chegar ao quarto filho para perceber o que é isso dos "Terrible Two". Ou então já não me lembro de como foi das outras vezes. Seja como for, ou a minha paciência já não é a mesma ou isto é mesmo uma fase do demo.

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 A foto já tem uns meses. Mas continua desgraçadamente actual

 

Alô Porto, alô Aveiro?

Amanhã vou ao Porto e a Aveiro.

Há por aí pessoas espectaculares com tempo para conversarem comigo? Ou alguém que corra muito (rubrica Papa-Léguas), ou alguém que tenha mudado radicalmente de vida (rubrica Mudar de Vida), ou uma mulher inspiradora (Mulheres do Caraças)?

Digam-me coisas para sonia.morais.santos@gmail.com

Páscoa

Esta Páscoa, como já vem sendo habitual, as peças da Zippy são pensadas para os almoços de família. Acontece o mesmo no Natal, com linhas mais delicadas, com padrões a condizer para irmãos de várias idades, com coisas queridas e irresistíveis. É giro como uma marca pode ser tão versátil. Para o dia-a-dia tem tudo o que é preciso, numa excelente relação qualidade/preço, mas não falha nas épocas especiais, com peças mimosas e cheias de detalhes que fazem a diferença.

Obrigada, Zippy! ❤️​

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Obrigada, Cut a Party!

Por este tapete absolutamente irresistível, que já está à nossa porta.

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 A caixa para os dentes também é amorosa... acontece que eu nunca guardo dentes. A Madalena, que já me perguntou pelos dentes que lhe caíram, ficou a olhar para a caixinha tão gira e exclamou: "Vês??? Se tivesses guardado os meus dentes agora ficavam todos guardadinhos aqui". Pois era. Mas guardar dentes faz-me lembrar os vendedores de Marraquexe, não sei, não consigo achar giro. Mas confesso que a caixa é tão gira e organizadinha que me fez repensar o assunto. 

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A Cut a Party tem artigos para festas mas também objectos giros e decorativos. E está AQUI.

Obrigada!

Bom diaaaaaaaa!

Pessoas mais interessadas de vossa Cocó, já temos 30 inscritos para a próxima tertúlia. É um número interessante - se forem todos é mesmo um show - mas acho que há por aí mais leitores com vontade deste empurrãozinho para lerem mais. Ainda vão muito a tempo! O nosso encontro é no dia 5 de Maio, às 19h, na Fnac do Colombo!!!! Têm um mês inteirinho para lerem o vosso livro.

Eu parei agora o meu, porque é daqueles tão bons, tão bons, que merece que esteja 100% desperta para ele - e viver nesta casa de doidos geralmente não me deixa assim tanta percentagem de concentração numa coisa só. Mas vou voltar já hoje!

Por isso, malta vamos lá voltar a sentir prazer com os livros... é tão bom! Arranjamos sempre mil desculpas mas quando nos deixamos disso só retiramos prazer. Há imensa gente a dizer que não consegue sair para correr, para ir ao ginásio, para sair com o parceiro, com os amigos. Uns queixam-se da falta de tempo, outros da falta de dinheiro! Aqui não têm de ir para lado nenhum - é só ficar em casa e dedicar um bocadinho a um livro (que, à falta de dinheiro, pode ser emprestado ou levantado numa biblioteca, por exemplo). Quando digo um bocadinho pode ser mesmo só um bocadinho: 15 a 20 minutos por dia não sabe o bem que lhe fazia! :)

Deixo aqui o formulário de inscrição, para quem quiser juntar-se à festa (quem já se inscreveu não precisa repetir!).

Boas leituras!

 

A única coisa boa de um momento desagradável (preencher o IRS) é ajudar quem precisa (sem custos)

Como sabem,  de acordo com a Lei nº 16/2001, de 22 de Junho, o Estado dá a possibilidade a cada contribuinte de aplicar 0,5% do seu imposto numa IPSS à escolha, sem qualquer custo para o próprio.
 
Há imensas instituições a fazerem um trabalhao notável e a percentagem dos que assinalam a vontade de aplicar 0.5% do seu imposto numa delas é mínima. Só pode ser por desconhecimento, porque não tem qualquer custo. É ajuda pura e simples.
Tenho vários amores, no que toca à solidariedade. Colaboro com algumas instituições (cujo trabalho me comove) e, por isso, o meu coração balança, na hora de vos pedir que não esqueçam os outros, quando fizerem o vosso IRS.
Hoje deixo aqui o NIF da AJU, que acompanha 350 famílias (cerca de 900 pessoas) durante todo o ano. Uma instituição que não quer dar o peixe, antes ensinar a pescar. E que acompanha bebés, crianças, adolescentes, adultos, mães em apuros, idosos - pessoas, em geral, que atravessam fases difíceis da vida e que merecem uma segunda oportunidade.
 
Anotem, por favor, o NIF da Fundação AJU para o terem à mão quando preencherem o vosso IRS:
NIF AJU: 510 900 631.
 
Muito obrigada!

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Paris de presente

Fomos na sexta, voltámos ontem. Eu, o Ricardo e os meus sogros. O meu sogro está a dias de fazer 80 anos e dissemos-lhe que um dos presentes era irmos passar o fim-de-semana a Paris. Também era. Mas o motivo principal de irmos a Paris e não outro destino qualquer foi o outro presente: levá-lo a um concerto do violinista André Rieu, cujo trabalho segue há muito tempo, à distância, através de discos e dvds.

Vimos a agenda de concertos logo no início do ano e mal vimos que ia a Paris marcámos. Era um dois-em-um perfeito. Oitenta anos, concerto, cidade luz. 

Há umas semanas contámos da viagem, para se prepararem, mas não contámos do concerto.

Na sexta-feira à noite, quando entrou no Zenith, não fazia ideia ao que ia. Tivemos a sorte de não haver nenhum poster, nenhum cartaz, nenhuma foto do homem em parte alguma. Não me esquecerei jamais da expressão de espanto e felicidade quando o viu.

Eu confesso que não ia com grandes expectativas. Já tinha visto algumas coisas dele e achava aquilo um bocado apalhaçado, muito na base da música clássica tocada para o povo gostar, muito easy listening, com um reportório muito ligeiro e conhecido das massas, tudo recorrendo a grandes encenações e guarda-roupa faustoso, para encher o olho. 

Depois de ter assistido ao concerto posso dizer que André Rieu é tudo isso, sem dúvida. As músicas são as conhecidas (Bolero de Ravel, Balada para Adelina, Danúbio Azul, entre outras do mesmo tipo) e as que não são assim tão conhecidas entram facilmente no ouvido. Os cenários são grandiosos (se bem que já vi outros ainda mais espectaculares, com carroças e o diabo a sete), os vestidos delas são todos cheios de rabonas e brilhantes. Verdade. Mas também é verdade que o espectáculo consegue ser cativante, divertido, emocionante, e que os músicos são mesmo bons. É entretenimento clássico, pois que seja. Mas conseguir levar este género musical a milhões de pessoas que, de outro modo, não estariam disponíveis para o escutar tem o seu mérito, digo eu. Tenho de dizer que gostei muito. A minha peça preferida foi a Poliushko Polie, porque é circular, como muitos dos textos de que mais gosto. Incrível também a quantidade de encores que o espectáculo teve - e aí com incursões pelo rock, pelo samba, até pelo "Que viva Espanha". A páginas tantas fiquei a achar que o homem nunca mais ia sair dali e que havia de passar a noite a tocar sem parar. Impressionante. Ferocíssima concorrência ao Bruce Springsteen nos encores.

Paris estava no lugar e fizemos três dias de passeio loucos. Fomos aos pontos principais (Torre Eiffel, com subida até ao último nível; Opera, Arco do Triunfo, Louvre, Sacré Coeur, Notre Dame, Pont Neuf, Pont Alexandre III, Procope, Panteão, Molin Rouge, passeio de barco pelo Sena, passeio em Saint-Germain-des-Prés, Quartier Latin, Campos Elísios. O meu sogro tem quase 80 anos, a minha sogra setenta e tal mas portaram-se como dois valentes - andaram quilómetros e quilómetros a pé, quase sem queixas (só uma vez ou outra é que veio o desabafo - mais do que natural - sobre as pernas doridas ou os pés estafados). Acho que foi um presente inesquecível. Correu tudo muito bem. Nós aproveitámos para namorar, sem filhos, o que também sabe muito bem.

 

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Obrigada à minha mãe, que ficou com o Manel e o Mateus.

Os outros dois foram para a Academia de Sobrevivência, onde dormiram pela primeira vez na aldeia que estão a construir, de raiz, com as suas próprias mãos. Nem deram pela nossa falta, os nossos construtores. 💗

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