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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

No poupar é que está o ganho

Diz o provérbio e diz a Bárbara Barroso, jornalista especialista em finanças com quem tenho o prazer de partilhar escritório. 

Tenho de dizer que sou péssima com as finanças. Não é que esbanje dinheiro (apesar do meu marido dizer que sim - os homens nunca entenderão as necessidades básicas de uma mulher, nada a fazer), mas tenho a certeza que perco muito por não saber aqueles truques e dicas certeiros de quem tem uma literacia financeira que eu claramente não tenho.

Ora, a Bárbara tem. E já temos todas aprendido bastante com ela (e creio que temos ainda uma longa aprendizagem para fazer). Há 10 anos que participa em grupos de trabalho, que forma pessoas, que dá aulas e escreve livros. Basta vê-la na televisão a comentar as jogadas dos bancos, das acções, os mercados para se perceber que sabe mais daquilo a dormir do que eu acordada e com 5 cafés no bucho (e um Redbull). 

Por isso, acho que é de aproveitar agora que a moça está a fazer um workshop que, nas palavras da própria, "é o mais completo que alguma vez dei". Chama-se "Workshop Intensivo de Finanças Pessoais - Como gerir melhor o orçamento" e vai permitir-vos ter acesso a conhecimentos que vão da poupança ao investimento.

O workshop é no dia 3 de Dezembro, sábado, entre as 10h e as 17h, em Lisboa (Chiado).

Para se inscreverem e saberem mais informações basta enviarem um email para "info@moneylab.pt".

Quem se inscrever recebe, de oferta, uma Agenda da Poupança 2017 (que além de dicas contém mais de 500 euros em vouchers de desconto). Fica logo o workshop pago. 

Depois não digam que não vos dou boas ideias.

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O Mundo de Volta a Aveiro

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Festival Sons em Trânsito´ 16 -  VII Festival de Músicas do Mundo de Aveiro está de regresso de 23 a 26 de Novembro e volta a colocar o centro do mundo em Aveiro. Durante quatro noites, o Teatro Aveirense serve de palco a músicos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Espanha, Mali e, claro, Portugal. 

 

Se não fossem os 354 testes que os miúdos têm para a semana já estava a preparar as malas! Assim sendo, querida irmã e cunhado... aproveitem muito! Pessoas de Aveiro e arredores (e por que não de todo o Portugal): ide que deve valer muito a pena.

Mais informações AQUI

Spina Bífida: prevenir é tão fácil

Assinala-se hoje o Dia Nacional da Spina Bífida.

Os defeitos do Tubo Neural, entre os quais a Spina Bífida, afetam mundialmente cerca de 500.000 nascimentos por ano, excluindo as gravidezes que não chegam a termo.

Em 1991 descobriu-se que o ácido fólico contribui para a redução dos defeitos do tubo neural em cerca de 72%, desde que tomado nas doses diárias recomendadas pelo médico antes da mulher engravidar e nos primeiros meses de gestação. 
Os defeitos do tubo neural, entre os quais a Spina Bífida, ocorrem nos primeiros 28 dias de gestação, antes da maioria das mulheres saber que está grávida e, para que o ácido fólico seja eficiente na prevenção da Spina Bífida, a maioria das mulheres deve ter reservas desta vitamina antes da concepção e durante essas primeiras semanas de gestação.
Na maioria dos países cerca de 50% das gravidezes não são planeadas, pelo que, quando estas mulheres descobrem que estão grávidas é demasiado tarde para prevenir a Spina Bífida nos seus bebés.
Uma alimentação consciente e rica em folatos é de extrema importância, porém, a toma diária de suplementos de ácido fólico, devidamente prescritos pelo médico assistente, é essencial na prevenção da Spina Bífida.

O Dia Nacional da Spina Bífida comemora-se desde 2005 e tem por objetivo chamar à atenção para a necessidade de promover a qualidade de vida das pessoas com esta patologia e chamar a atenção para as suas competências e capacidades na vida ativa e no exercício dos seus direitos de cidadania.  

Este ano será entregue junto das principais rádios nacionais e no programa “Agora Nós” um cabaz de alimentos ricos em ácido fólico para alertar para a importância desta vitamina na prevenção da Spina Bífida. Em simultâneo, a ASBIHP lançou uma campanha na sua página de facebook (facebook.com/asbihp) durante 15 dias denominada “Ah, mas são verdes!” com o mesmo intuito. Alguns municípios quiseram juntar-se à ASBIHP e assinalar esta data iluminando edifícios municipais públicos de amarelo, a cor atribuída à patologia (Benavente, Coruche, Estremoz, Guarda, Mirandela, Olhão confirmados). Será, ainda, organizado um jantar solidário som um menu apenas constituído por alimentos ricos em “ácido fólico” no restaurante “Filho da Mãe”, em Lisboa.

 

De maneiras que... 

SE ESTÃO A PENSAR ENGRAVIDAR COMECEM JÁ A TOMAR ÁCIDO FÓLICO!

INFORMEM-SE, ALIMENTEM-SE COM JUÍZO (alimentos ricos em folatos: espargos, couves, brócolos, laranjas, toranjas, morangos, framboesas, lentilhas, feijões, ervilhas, abacate, nozes, beterraba, entre outros).

 

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Acordar

Cá em casa cada um tem um acordar diferente.

O Manel acorda com o seu despertador, primeiro era um batuque animado que ecoava pela casa, parece que entretanto se fartou e agora é um cântico sportinguista qualquer. A Madalena acorda com um beijo e alguns mimos, não é muito difícil, mais beijo menos cócega e já está a sorrir. O Mateus geralmente desperta sozinho, com os sons próprios de uma casa cheia que inicia o reboliço.

O Martim é o caso bicudo. Para acordar é preciso engenho e arte e, aparentemente, sou eu quem está mais habilitada para o fazer porque antes era o pai e o caldo entornava-se quase sempre. O Martim não pode simplesmente ser arrancado à bruta do sono, é preciso resgatá-lo com sabedoria e tacto. É preciso chegar devagarinho, beijo, abraço, o seu nome repetido até se tornar uma espécie de prece. Segue-se o desfilar de animais que carinhosamente lhe chamo, com o intuito de o fazer rir. Crocodilo desdentado, aranha perneta, zebra espacial, girafa aquática, mosca coxa, lagarta vesga, tigre cor-de-rosa, esquilo escaganifobético. São às dezenas os animais esquisitos que invento, até que lá lhe arranco um sorriso, sinal inequívoco de um bom desfecho.

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Xóina

Mateus na cama, a chamar:

- Mãeeeeee! Ó mãeeeeee! Mamãaaa!

Eu nada. A fazer-me de morta.

- Mamã???? Mamãaaaaa! Mãeeeeeee!

- Dorme, Mateus! Faz ó-ó!

- Xóinaaaaa! Ó Xóinaaaaa!

 

Odeio o meu nome. Mas dito por ele faz-me saltar como uma mola. "Xóina" literalmente acaba comigo. Fui buscá-lo. Peguei-lhe e estrafeguei-o de beijos.

Paula Rego por Paula Rego, a apresentação

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Foi bonito ver o auditório da Casa das Histórias cheio, ontem, às 16h. Tanta gente para assistir à apresentação do livro da minha querida amiga Anabela. Tão bonita que estava, tão serena, aquele olhar tão profundo que ela tem, perscrutador, de quem vê muito para lá da superfície, de quem quer saber muito mais do que o trivial. A minha manabela. Inteligentíssima. 

Adorei ouvir o crítico de arte e poeta Bernardo Pinto de Almeida falar sobre o livro e dizer aquilo que senti ao lê-lo, mas que não teria sido capaz de verbalizar. Que a Anabela consegue "atravessar o véu do escondimento" em que a Paula Rego sempre se envolve. "A primeira qualidade do livro é conseguir penetrar esse campo de minas e armadilhas de que a Paula Rego se rodeia e mostrar muito de como ela é." Porque a artista "vive fechada no seu refúgio e é aí que as suas assombrações vão surgindo". A Anabela - disse Bernardo Pinto de Almeida (e digo eu, se bem que eu não importo nada) - "não faz perguntas, antes aguarda que a palavra se solte e depois aguenta-a para a fazer fluir." E é isto mesmo que ela faz e que é tão admirável. A Anabela não tem perguntas. Tem conversa. Sabe conversar. Não leva uma lista com as perguntinhas de sempre. Ela tem um conhecimento profundo sobre quem entrevista, tem muita cultura e depois tem a inteligência e a curiosidade. Tudo junto faz com que leve os seus entrevistados ao mais fundo de si. Como numa psicanálise.

Bernardo Pinto de Almeida prefere "psicoterapia". Porque Paula Rego não se analisa. Mas deixa-se mostrar como é. "Ela conta-se". O crítico terminou a sua apresentação dizendo que este não é mais um livro sobre Paula Rego. É um livro da Paula Rego, por si própria (como o título tão bem define). É ela.

Seguiu-se a psiquiatra Manuela Correia, para quem Paula Rego transgride para poder prosseguir, para quem a artista é "um trovão para continuar viva, para se defender do medo de ter medo". E das duas Paulas: a que vive para pintar e a que pinta para viver. Brindou-nos ainda com o poema de T.S. Eliot, "O tempo presente e o tempo passado".

Por fim, André Teodósio, encenador, que encontrou pontos de contacto entre a entrevistadora e a entrevistada, as máscaras e os disfarces, referindo a performance como linha condutora de tudo, e o que mais gostei de o ouvir dizer foi que "não pode haver maior benevolência do que a de desaparecer enquanto autora", referindo-se à minha manabela e com toda a razão.

Fechou a apresentação a Anabela, que agradeceu a todos os que colaboraram para que o livro existisse da forma bela como existe, que agradeceu às suas referências literárias e culturais presentes ou representadas na sala, e terminou com esta belíssima frase: "Ali fora fizeram-me uma pequena entrevista para a RTP e perguntaram-me se eu já sabia onde fica o quarto escuro da Paula Rego. Eu respondi que não sei onde fica o seu quarto escuro, mas sei onde fica o meu e sei que me sinto muito menos sozinha no meu por haver pessoas como a Paula que nos mostram o seu."