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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Pessoa com poderes (mas de pouca utilidade)

Pensar numa pessoa e encontrá-la nesse dia. Ou ela ligar. Ou mandar mensagem.

Sonhar com alguém que já não vemos há muito e tropeçarmos nessa pessoa logo a seguir.

Começar a pensar numa resposta que alguém ainda não deu, já passou tanto tempo, e a pessoa responder nesse dia.

Está constantemente a acontecer-me.

Ainda hoje. Lembrei-me do meu telemóvel, morto no dia dos meus anos. Desde então que o entreguei na iServices, desde então que ando com um telemóvel de substituição. Não me tenho lembrado dele porque estou safa com o outro. Mas hoje lembrei-me, nem sei porquê.

Ligaram-me agora. Está pronto. 

 

Só não me acontece isto com o Euromilhões. Bem me ponho a pensar em números. Mas nada. 

Pediatra

Ontem foi dia de ir com dois ao pediatra. O Dr. Jaime, que acompanha esta família há 15 anos, ficou surpreendido com o tamanho do Manel e derretido com a meiguice do Mateus. Falámos de corridas, falámos de futebol, claro, falamos sempre. O Manel levou a t-shirt do Sporting vestida porque ia ao jogo e fez questão de despir a camisola que tinha por cima para provocar o médico, benfiquista ferrenho. O Dr. Jaime entrou na sala de enfermagem e fez um esgar de horror quando o viu, levando a mão ao peito como se o coração fosse parar. A enfermeira começou a falar mal do Sporting e o Manel teve de repetir a medição da tensão, que ficou altíssima com o tema. A outra enfermeira zangou-se, pediu que acabassem com aquela conversa que o rapaz estava a ficar nervoso, e confirmou-se, na segunda medição a tensão normalizou. Ainda contei ao pediatra das minhas tentativas de salvar o mais novo de uma vida de amarguras, segredando-lhe ao ouvido um "Benficaaaa" de vez em quando. Ele espantou-se: "Mas você não é do Sporting?" Sorri um sorriso triste e envergonhado: "Eu sou, mas pelos filhos a gente faz tudo. E uma mãe gosta de ver os filhos felizes, não é? Ora, o Manel só viu o Sporting campeão quando tinha 6 meses. Depois disso... nada. Só esperança, só fé, renovada todos os anos. E tristeza, a que se segue mais esperança, a que se segue mais tristeza. E isto multiplicado por três filhos. Por isso, penso: se ao menos conseguisse salvar um..." De resto, todos bem de saúde, felizmente. 

Cinemazzzzzzzz

Hoje a Madalena não tem aulas à tarde por causa da manifestação dos sindicatos da função pública.

Com ela em casa vai ser impossível trabalhar.

Vai pedir para brincar, para jogar, e como a conheço sei que não vai ser só uma brincadeira, só um jogo. Vão ser várias brincadeiras, de que se vai fartar em minutos, vários jogos, de que se vai fartar em minutos, num rodopio frenético de que me vou cansar em segundos.

De maneira que... vamos ao cinema.

Estou tão cansada que poderei dormir uma bela sesta. Claro que ela vai passar o tempo a dar-me cotoveladas mas, entre uma pancada e outra, talvez dê para passar pelas brasas. 

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(se houvesse camas em vez de cadeiras... uiiiiiiii)

Correr, sem lesões

Hoje fui à CMTV falar das minhas corridas e da minha lesão, tudo a propósito de um livro que saiu agora para as livrarias, chamado "Correr, sem lesões". O autor é Ernesto Ferreira, fisioterapeuta, especialista em análise e tratamento biomecânico de lesões na corrida, pelo Running Therapy Center. 

Ora, estávamos nós à espera de entrar quando contei a minha lesão e aquilo que o cirurgião Pedro Granate me disse: "Isso foi uma torção que você fez e que lhe fez a rotura do menisco". Ele diz que talvez possa ser isso mas inclina-se para outra coisa, até porque, na verdade, não dei por ter torcido nada enquanto corria. Para o fisioterapeuta, muitas das lesões devem-se única e simplesmente a uma má técnica de corrida. Usar demasiado os calcanhares, por exemplo, provoca um impacto violento que, a médio/longo prazo, provoca lesõs várias, entre as quais as dos joelhos. O meu mister já anda a dizer isso há algum tempo e anda a tentar ensinar-nos a correr apoiando o terço anterior do pé, mas aquilo não é intuitivo, não é fácil, e sinto-me sempre uma espécie de elefante de nenufar em nenufar. 

Agora, o Ernesto diz que provavelmente corremos mal por alguma razão física e não porque nos habituámos a correr assim. Para ele, "uma técnica de corrida deficiente pode estar associada à falta de forças de um determinado músculo, falta de estabilidade da coluna lombar, ou mesmo de uma perna. Pode também ter como causa um défice de mobilidade da articulação tibiotársica (tornozelo) ou da anca". 

Pois. Vai na volta... 

Pelo sim pelo não vou ler o livro. A ver se não parto para aqui mais nada.

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