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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Paula Rego por Paula Rego (em conversas com a "minha" Anabela)

Para mim, ela é a melhor entrevistadora cá do burgo. A minha manabela, como gosto de lhe chamar. Também gostava muito das entrevistas do Luís Osório, eram outro estilo, mas muito boas também, muito envolventes. Mas a minha Anabela especializou-se nisto de perguntar e não há quem pergunte como ela. Inteligente, rápida, culta, psicanalítica no perguntar. 

O livro que acaba de ser publicado é a compilação de uma série de conversas da Anabela Mota Ribeiro com Paula Rego. O resultado? O mundo peculiar, fascinante, infantil, pueril e brutal (no sentido literal da palavra, no sentido de bruto, violento) da artista nas nossas mãos, para ler e reler. E ver também, porque está ilustrado com obras da artista. Estou verdadeiramente encantada com este livro (Temas & Debates, Círculo de Leitores)

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50 anos Concentra*

No Sábado fomos à festa de aniversário da Concentra. Afinal, meio século de vida a trazer os brinquedos mais desejados às crianças portuguesas é razão para celebrar. Foi a Concentra que trouxe a Barbie a Portugal, só para dar um exemplo, e é graças a esta empresa familiar nacional que muitos dos brinquedos mais icónicos chegam às mãos dos mais pequeninos. Na prática, a Concentra já deixou a sua marca na infância de 3 gerações e promete continuar a fazer parte das brincadeiras de sonho das crianças portuguesas.

O evento teve lugar na Terra dos Sonhos, onde havia uma exposição com brinquedos dos anos 70 até aos dias de hoje. A Concentra aproveitou para oferecer brinquedos à Terra dos Sonhos, associação que realiza sonhos de crianças doentes.

Também andavam por lá alguns bonecos gigantes, como o Panda, Tartarugas Ninja ou a Lalaloopsy. O Mateus teve um bocado de medo deles mas a Madalena aproveitou para dar e receber grandes abraços. Eu andei a ser "perseguida" pela Catarina Beato e a sua querida bebé Maria Luiza, a atazanarem-me as hormonas, não se faz isso a uma pessoa. Ainda peguei na bebé e tudo mas foi sol de pouca dura, que ela não apreciou o meu colo (obrigada, miúda, por não quereres desgraçar esta "tia"!) 😂

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Fotografias: Pau Storch 

 

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*Post escrito em parceria com Concentra

 

Obras

A sala já está pintada, ainda falta uma demão numa das paredes porque a tinta custou mais a secar.

Os livros já estão na estante, ordenados por clássicos, literatura portuguesa mais antiga, literatura portuguesa contemporânea, literatura estrangeira, biografia, poesia, culinária, livros de entrevistas, livros técnicos, livros de História, livros de Arte, colecções.

Ainda falta arrumar os CDs e há cenas dentro de sacos que não sei onde vou arrumar. Talvez na arrecadação, que é o sítio para onde vai tudo o que não queremos deitar fora mas não sabemos onde enfiar, espécie de terra-de-ninguém onde às vezes é bom entrar para descobrir tesourinhos que julgávamos perdidos.

A banheira ficou temporariamente livre de livros. Agora está cheia, de novo, desta vez dos livros infantis e jogos que estavam nas estantes do corredor. De cada vez que os homens avançam para uma nova assoalhada, há estantes e cómodas que são despejadas, e é o caos novamente. 

Há pó por todo o lado e a Madalena tossiu a noite inteira, sem parar. Eram 4 da manhã e estávamos com ela embrulhada num edredão, no terraço, a ver se o ar fresco lhe acalmava os pulmões. Sem efeito. Tossiu sem parar e não dormiu - nem ela nem nós - até que, por volta das 6h, deve ter-se calado porque eram 6.45 quando o despertador tocou e estávamos todos a dormir profundamente. O Mateus também está com uma tosse cavernosa, de maneira que isto é capaz de ainda piorar.

Confesso que já me arrependi várias vezes por ter tido esta ideia mas quando vejo tudo pintadinho de branco sinto que foi a decisão certa. Apesar de tudo.