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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

O melhor do mundo

Antes, quando este blogue não era conhecido, podia desabafar sobre as minhas criancinhas. As 50 pessoas que me liam gostavam, reviam-se, não se sentiam tão sozinhas nas suas agruras domésticas e assim se fazia uma bonita terapia de grupo. E grátis.

Agora, ao mínimo desabafo, vem a polícia de costumes insurgir-se contra mim porque:

- tenho 4 filhos que não têm culpa de ter nascido;

- tenho uma boa vida, faria se não tivesse;

- tenho uma empregada, faria se não tivesse;

- tenho filhos saudáveis, faria se não tivesse.

 

De modos que agora só posso dizer como são adoráveis, mesmo que estejam - como estão agora - todos aos gritos uns com os outros, "ele tem tudo em cima da minha secretária!", "ele bateu-me!", tão queridos nas suas idiossincrasias, a miúda possessa a pedir para brincar com ela quando tenho de dar banho ao pequeno e ainda tenho de fazer o jantar, tão opinativa e engraçada, e o bebé que está cada dia mais embirrante, perdão, impositivo, e aquele rasto de migalhas pela cozinha só pode ser interpretado como um divertido jogo que eles deixaram para eu me entreter, amorosos. Doçuras da sua mãe. 

 

 

Coisas que me enervam

Pagamentos a 60 dias.

Pagamentos a 90 dias.

Pagamentos a perder de vista (a ver se caem no esquecimento).

É sempre tudo muito profissional a pedir, a exigir, a pressionar.

Quando chega a hora de pagar... acaba-se-lhes o profissionalismo. 

Como é triste ter de mendigar pelo que nos é devido, caneco.